Jeanneau Sun Odyssey 45 DS — análise, ficha técnica e anúncios

Philippe Briand·2007·Jeanneau
Jeanneau Sun Odyssey 45 DS drawingDesenho do estaleiro
Tipo de casco
Monocasco · bolbo
Aparelho
Sloop fracionado
LOA
45.11' · 13.75 m
Desloc.
21.826 lbs · 9.900 kg
Primeiro ano
2007

O Jeanneau Sun Odyssey 45 DS é um veleiro de cruzeiro com salão elevado desenhado por Philippe Briand e construído pela Jeanneau, um monocasco que entrou em produção em 2007 com um soalho do salão elevado e uma casaria elevada, concebidos para trazer visibilidade ao nível dos olhos e um volume generoso a um casco de 45 pés. É visto como o "irmão mais velho" do Sun Odyssey 41 DS e foi posteriormente substituído pelo 44 DS, mas o seu design continua a ser um barco competente, equilibrado e acolhedor, focado na estabilidade, conforto no mar, facilidade de manobra e amplo espaço habitável.

Medidas

Dimensões 01

Comprimento total (LOA)
45,11 ft
Comprimento no convés
44 ft
Comprimento na linha de água (LWL)
37,57 ft
Boca
14,34 ft
Calado
6,73 ft
Pé-direito máximo
Calado aéreo
62,34 ft

Construção e casco 02

Construção
Fibra de vidro
Tipo de casco
Monocasco
Tipo de quilha
Bolbo
Leme
1× De pala
Lastro
6.512 lbs (Ferro)
Deslocamento
21.826 lbs
Capacidade de água
168 gal
Capacidade de combustível
63 gal

Aparelho e velas 03

Tipo de aparelho
Sloop fracionado
Gratil da vela grande
50,1 ft
Pujame da vela grande
17,39 ft
Altura do triângulo de proa
54,27 ft
Base do triângulo de proa
15,26 ft
Comprimento do estai (estimado)
56,37 ft
Área vélica
1.072,09 sqft

Cálculos 04

Relação área vélica-deslocamento
21,96
Relação lastro-deslocamento
29,84
Relação deslocamento-comprimento
183,74
Coeficiente de conforto
24,41
Coeficiente de capotagem
2,05
Velocidade de casco
8,21 kn

Design e Construção

O 45 DS possui um casco volumoso em laminado de fibra de vidro maciça com um contra-molde que distribui as forças da quilha e do aparelho, e a sua casaria elevada deixou os testadores com a impressão de um enorme volume interior no cais. As linhas gerais são mais esguias e baixas do que muitos predecessores de salão elevado, particularmente na transição entre o teto da cabine e a braçola do poço, e o barco perdeu o efeito de "bolha" visto nos Jeanneau mais antigos. As suas vigias de gato são, na verdade, maiores do que as do maior 54 DS, enquanto a casaria de baixo perfil cria uma grande área de trabalho no convés de proa. Os conveses moldados em GRP oferecem boa aderência e uma regala de teca mantém os pés seguros no convés; os trabalhos de carpintaria estavam ainda em bom estado após vários anos de utilização. Com um poço à popa, o soalho do poço elevado proporciona pé-direito para um amplo camarote de popa ou dois camarotes duplos, e o soalho do salão elevado oferece uma excelente visibilidade ao nível dos olhos, bem como abundantes caixas de arrumação sob o soalho. (1)

Aparelho e Manobrabilidade

O veleiro está equipado com um aparelho fracionado Z-Spars de 9/10, dois conjuntos de cruzetas para a ré e um estai de popa dividido ajustável hidraulicamente, carregando uma potente vela grande com talas completas e uma grande genoa sobreposta. Todos os cabos são levados para a ré, com rizes simples conduzidos de volta ao poço, embora a retranca alta e a escota da grande posicionadas a proa do tambucho mantenham o poço desimpedido, à custa da necessidade de usar alguns degraus no mastro para manobrar a testa da vela. Ao largo de Les Sables, ao escrever na Cruising World, os testadores registaram que o barco subia à bolina a uns esforçados 7 nós com brisa moderada, e com 15 a 20 graus de adorno comportava-se muito bem; além disso, apresentava alguma ardência, e quando era empurrado com força em rajadas mais fortes tinha uma ligeira tendência para orçar bruscamente. À popa, o barco endireitava-se e acelerava, mantendo-se bem sob controlo, e em condições leves navega como se fosse um barco muito mais pequeno do que realmente é. Um motor Yanmar de 54 cv impulsionava-o a 6 nós a 2000 rpm e a 7,5 nós a toda a potência. A opção de aparelho de alta performance e quilha mais profunda foi bem recebida por um proprietário, e o veleiro foi testado nesta configuração com muita potência, mesmo com ventos fracos. (2)

Acomodações

Sob o convés, grandes vigias e um acabamento em madeira clara proporcionam uma sensação de luminosidade e espaço, com vigias do casco que oferecem vistas a partir da mesa do salão e passa-mãos embutidos ao longo de todo o salão. O barco estava disponível em versões de dois ou três camarotes; a disposição de dois camarotes coloca um camarote do armador a toda a largura a popa para um refúgio palaciano, mas limita os beliches a quatro, enquanto a versão de três camarotes coloca um agradável e privativo camarote do armador à proa com casa de banho privativa e duche fechado. Dois camarotes de popa bastante escuros ganham luz natural através de escotilhas que se abrem para o poço. A cozinha em L está recolhida com dois frigoríficos, um lava-loiça duplo e um congelador, permitindo que o cozinheiro trabalhe sem atrapalhar, enquanto os degraus do tambucho servem de apoio. Uma mesa de cartas virada para a proa acomoda confortavelmente pelo menos seis pessoas, mas carece de apoio para navegação em alto-mar na banda de sotavento, e a superfície contornada limita o espaço para mapas em papel. A mesa do salão acomoda pelo menos seis pessoas, e um armário de "juke box" junto à mesa de cartas esconde um armário de bebidas revestido a espelho.

Problemas Conhecidos

Com todos os cabos levados para a ré, havia muita corda espalhada pelo convés e a falta de arrumação criava um certo caos; sacos para cabos teriam ajudado, embora os posteriores 41 DS e 44 DS tenham ganho caixas para cabos no soalho do poço. A retranca alta e a escota da grande posicionada mais para a proa exigem passa-cabos para fechar a capa do mastro. Alguns podem considerar o poço exposto e o comportamento demasiado mole com vento forte, e aceder ao pontão durante a atracação pode ser complicado onde a flexibilidade ou a velocidade são limitadas. Uma saliência estreita fora da braçola do poço exige cautela, e o assento da mesa de cartas carece de apoio para navegação em alto-mar.

Refits e Propriedade

Os degraus curvos do tambucho elevam-se com pistões a gás para acesso ao motor, todas as válvulas de fundo têm escotilhas de acesso individuais apesar de estarem ocultas e o quadro de interruptores elétricos é articulado para fácil alcance. As baterias estão arrumadas nos camarotes de popa. O barco está muito bem pensado para que um casal o possa manobrar facilmente, sendo mais do que capaz para navegar nas águas do Reino Unido, no Mediterrâneo ou sob os ventos alísios.

O Veredicto

O Sun Odyssey 45 DS é um cruzeiro de grande volume com amplo espaço para viver a bordo, combinando a luminosidade do salão elevado com um casco reativo e de bom desempenho com ventos fracos. É um barco competente, equilibrado e acolhedor, cujo salão elevado e arrumação inteligente se adequam a casais que procuram uma visibilidade aberta num monocasco.

Prós

  • O piso elevado do salão proporciona visibilidade ao nível dos olhos e abundante arrumação sob o soalho
  • Linhas de convés corrido mais estilizadas e baixas, com vigias maiores do que as do 54 DS
  • Ritmo sem esforço à bolina de 7 nós e comportamento muito bom até aos 20 graus de adorno
  • Interior luminoso e espaçoso com três camarotes e uma cozinha prática em L
  • Acesso fácil ao motor através de degraus do tambucho com pistões a gás; painel de interruptores articulado

Contras

  • Todos os cabos levados para a ré sem caixas de amarração criam desordem no convés
  • Frágil e propenso a arribar com vento forte acima dos 20 graus; tendência a atravessar-se em rajadas
  • A mesa de cartas carece de apoio para navegação de alto-mar; o poço pode parecer exposto
  • A retranca alta e a escota da grande à proa exigem passa-mastros para manuseamento das velas

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