Design e Construção
O Excess 15 é construído em três secções, combinando a plataforma de ligação e os cascos interiores do Lagoon 50 abaixo da linha de água com novas conchas exteriores, e toda a gama utiliza infusão a vácuo com alma de balsa no convés e nos cascos acima da linha de água. O VPLP Design retirou cerca de uma tonelada à linha de base do Lagoon ao simplificar os acessórios interiores e eliminando o flybridge, e o estaleiro comprometeu-se a que nenhum modelo Excess tivesse flybridge, mantendo a ênfase na performance à vela. Com 42.018 libras (cerca de 19.080 kg) à tona, uma boca de 26 pés e 4 polegadas (7,99 m) e um calado de 4 pés e 7 polegadas (1,40 m), a plataforma apresenta uma relação deslocamento-comprimento de 182 e uma relação área vélica-deslocamento de 22, valores que a colocam firmemente no segmento dos catamarãs de cruzeiro ágeis, em vez do molde pesado de charter. (2)
Aparelho e Manobrabilidade
O aparelho padrão é uma vela grande de cabeça quadrada com uma buja auto-virante, e a configuração opcional PulseLine adiciona um gurupés para um Code Zero, além de cerca de 120 pés quadrados de área vélica à bolina entre a vela grande de cabeça quadrada e a buja auto-virante. Um pacote Pulse descrito noutro local eleva o mastro três pés e instala o Code Zero num enrolador de cabo contínuo, e um barco de teste navegou em formato de aparelho Solent, virando por avante com nada mais do que uma rotação da roda de leme e um toque no carro da escota elétrico Harken. Duas rodas de leme situam-se a popa e nas extremidades exteriores de cada espelho de popa, com o pod de estibordo a suportar um visor Raymarine e controlos do motor, e o posto de governo de bombordo equipado com instrumentos de vento e um suporte para tablet; o estaleiro afirmava que as vigias verticais do salão à proa melhoravam as linhas de visão para a frente a partir desses postos de governo de popa. Os testadores consideraram o barco fácil de manobrar e divertido de navegar, alcançando cerca de 8 nós sob buja e vela grande a menos de 60 graus do vento real, e aproximando-se dos 10,5 nós com o Code Zero a um largo. (2)
Life a Bordo
Além dos dois postos de governo à popa com os seus assentos duplos, o barco possui uma capota de lona acordeão e um verdadeiro salão no poço de proa, com passa-mãos alongados que percorrem quase todo o comprimento da casaria para garantir uma circulação segura para a vante. O próprio poço de popa aloja uma convidativa mesa de refeições a bombordo rodeada por um sofá em L, um grande salão em frente e um banco no espelho de popa entre os assentos dobráveis do posto de governo; o centro do Bimini desliza para cima para deixar entrar a luz solar e manter a vela grande ao alcance da vista. Um poço no barco de teste adicionou um lava-loiça, frigorífico e máquina de gelo para apoiar as reuniões ao ar livre. (2)
Acomodações
Os compradores podem escolher entre quatro camarotes com quatro casas de banho, ou uma versão de armador de três camarotes que dá todo o casco de estibordo a uma suite principal com uma casa de banho de proa com lavatórios individuais, além de uma secretária e um sofá exterior. O salão parece mais leve e contemporâneo do que o do Lagoon 50, com um sofá em L ligeiramente elevado acima do convés principal, voltado para um banco a popa do pilar de compressão, e uma segunda mesa com outro sofá em L à proa, sob janelas de vidro por todos os lados e uma grande porta de correr a popa. A cozinha encaixa-se no canto da popa a bombordo, com uma disposição em L que integra lava-loiça, fogão, forno e micro-ondas, oposta a um frigorífico e congelador de gavetas com espaço de bancada adicional, sendo também oferecida uma configuração de charter de seis camarotes e seis casas de banho com beliches para a tripulação na proa. (2)
Propulsão e Desempenho a Motor
A propulsão padrão é composta por dois motores diesel Yanmar de 57 cavalos, com o barco de teste atualizado para unidades de 80 cavalos, e as hélices dobráveis permitiam ao veleiro navegar a 7,5 nós com vento total e cerca de 6,5 nós em cruzeiro. A combinação de baixo arrasto das hélices de pás giratórias e do calado moderado de 1,40 metros (4 pés e 7 polegadas) permite uma navegação a motor tranquila do cais à âncora sem sobrecarregar o conjunto de motores padrão. (2)
O Veredicto
O Excess 15 é bem-sucedido como um catamarã de cruzeiro que não pede desculpa pelo seu toque de leme. Ao retrabalhar o casco do Lagoon 50, reduzindo significativamente o peso interior e recusando o flybridge, a VPLP e a Excess produziram um veleiro de 48 pés que navega com ventos de dois dígitos sob spinnaker de largo, mas que ainda assim aloja uma verdadeira suite do armador e um poço de popa social. É um barco para o velejador que quer espaço, mas se recusa a deixar o desempenho no cais.
Prós
- Partilha o comprovado convés de ligação e cascos interiores do Lagoon 50, mas com cascos exteriores mais leves e distintos, e sem flybridge
- O aparelho PulseLine adiciona 120 pés quadrados de área à bolina e um gurupés Code Zero
- Duas rodas de leme à popa com pods de instrumentos modernos e boa visibilidade para a vante através das janelas do salão
- A versão armador oferece um camarote de popa a estibordo em toda a boca, com secretária e sofá
- Manobrabilidade fácil: virada por avante em uma única volta através do carro da escota elétrico na vela de teste (2)
Contras
- Os motores diesel padrão de 57 cv são modestos; o planeio sustentado ou o uso intensivo do motor auxiliar podem exigir a atualização para 80 cv
- A afirmação de uma excelente linha de visão para a vante a partir do posto de governo à popa baseia-se na declaração do estaleiro e não em testes medidos (2)

