Design e Construção
O casco apresenta uma proa de onda invertida à vante e um espelho de popa reto e afiado à popa, com uma borda livre alta sob uma casaria baixa e elegante. Duas filas de quinas — à proa e à popa — abrem consideravelmente o plano do interior, enquanto uma quina viva que começa na proa e suaviza para a popa estreita o barco na linha de água e reduz a superfície molhada abaixo. O estaleiro especifica o casco e o convés com alma de balsa e laminados com vinilester para leveza e resistência, sendo que o laminado se transforma em fibra de vidro maciça abaixo da linha de água. Uma grelha interior significativa de fibra de vidro fixa a quilha, as anteparas são coladas e laminadas ao casco, e a antepara principal é um laminado compósito reforçado que serve como pilar de compressão para o aparelho Seldén assente no convés. Placas de reforço de alumínio situam-se sob cada acessório do convés, existem fixações adicionais sob cada candeleiro e a ligação casco-convés é colada e integrada com os braços de regala. (1)
A quilha de ferro fundido em forma de L é disponibilizada com um calado padrão de 8 pés ou numa versão de pouco calado de 6 pés e 6 polegadas, cada uma com um bolbo de lastro significativo; o deslocamento é de 36 464 lbs na quilha em L e 37 346 lbs na versão de pouco calado, com lastros de 9 612 e 10 494 lbs respetivamente. Um único leme de pala profunda proporcionava o que os testadores descreveram como muita aderência na água. (2)
Aparelho e Manobrabilidade
O 510 possui um aparelho com dois cruzetas e mastro assente no convés, com uma altura de 77 pés e um gurupés que abre um triângulo de proa para uma configuração de dupla vela de proa: uma genoa exterior num tambor Furlex e uma buja interior auto-virante, com um encaixe para gennaker no gurupés integrado. No barco de teste foi instalada uma vela grande enrolável no mastro, embora a vela grande tradicional seja opcional, e uma escota da grande de estilo alemão em meia retranca passa por moitões à frente do para-brisas, com os controlos levados para a ré. Todo o aparelho de labor passa por canais sob o convés até aos molinetes e mordedores de popa junto aos dois pedestais de governo Jefa, e o estai de popa divisível permite ajuste manual ou hidráulico. (2)
Sob a vela grande cheia e uma buja de 570 pés quadrados, os testadores registaram 6,2 nós com cerca de 10 nós reais a 78 graus de vento aparente, acelerando depois para além dos 8 nós numa rajada de 13 nós. Com cerca de 7,5 nós reais, o veleiro ainda conseguiu 4,5 nós a 44 graus de vento aparente, e com 9 a 10 nós, navegou com facilidade a 7 a 8 nós a 65 a 70 graus de vento aparente. Com a grande vela de proa desfraldada em 10 a 12 nós na baía de Chesapeake, fez quase 6 nós num rumo de largo aberto e mais de 8 nós a cruzar; ao passar para a buja manteve-se entre os 6 a 8 nós à bolina. (2)
Potência e Propulsão
A motorização padrão é um Yanmar de 80 cv com saildrive, com uma opção de 110 cv que os testadores registaram a 7,8 nós a 2100 rpm em águas calmas e quase 8 nós a 2500 rpm. A hélice dobrável no saildrive contribuiu para esses valores, e o molinete de âncora, juntamente com as hélices de proa e de popa de 24 volts opcionais, completam o conjunto de manobra. (2)
Acomodações
A disposição padrão coloca o camarote do armador a proa com casa de banho privativa e dois grandes camarotes a popa que partilham uma casa de banho a popa da dinete. Uma versão de quatro camarotes e quatro casas de banho destina-se ao mercado de charter. O salão principal possui uma mesa central ilha com televisão elevatória, um sofá a bombordo com mesa alta/baixa que se transforma em beliche e uma cozinha em linha reta a estibordo, à frente da mesa de cartas, equipada com três frigoríficos e um congelador. Um painel de controlo eleva-se do lado da mesa voltado para a cozinha para revelar os painéis de rádio VHF, sistema de som e AC/DC. (2)
O poço é maior do que na maioria dos barcos de 50 pés, com sofás em L e mesas divididas a proa para relaxar, um cofre para balsa salva-vidas sob o soalho e um hardtop que oferece 7 pés de pé-direito e 1260 watts de energia solar opcional. Uma porta de popa rebatível transforma-se numa plataforma de banho e abre para uma garagem que acomoda um anexo insuflável de quase 9 pés, acessível por uma escada e grua Hanse Smart Tender. A iluminação provém de 14 escotilhas de abrir e de pelo menos oito vigias, com cada camarote a possuir duas aberturas. (1)
O Veredicto
O Hanse 510 é um cruzeiro espaçoso e de última geração que marca um novo capítulo deliberado para a Hanse, combinando um casco com quina com um poço social separável e um aparelho sério de duas velas de proa. Navega com eficiência com brisas moderadas e avança com força, embora o seu tamanho e sistemas exijam uma gestão atenta por parte do proprietário.
Prós
- O casco de duas quinas estreita a linha de água e reduz a superfície molhada para um movimento mais suave
- Aparelho com gurupés duplos para velas de proa, com opções de buja enrolável e auto-virante
- Poço grande e separado com hardtop, opção de painéis solares e garagem segura para o anexo
- Quatorze escotilhas e ventilação forçada em todos os camarotes
Contras
- O deslocamento da quilha de pouco calado sobe para 37 346 lbs com uma relação lastro-deslocamento reduzida
- Os canais do aparelho e os sistemas integrados sob o convés complicam o acesso
- O banco de baterias AGM padrão é modesto face às cargas dos painéis solares de 1260 watts e do hélice de manobra






