Design e Construção
O casco de Carl Beyer, do meio dos anos 2000, é um monocasco de fibra de vidro cujo convés é um sanduíche de espuma de PVC Divinycell, uma construção que o estaleiro cita como melhoradora do clima interior quando fundeado. Tanto o casco como o convés são de fibra de vidro, e a quilha própria é de chumbo. Com uma relação comprimento-boca de 3,05 e uma relação deslocamento-comprimento de 211, o Regina 35 é um cruzeiro de grande volume moderadamente pesado, em vez de um velejador de regata ultraleve; a sua superfície molhada totaliza cerca de 37 metros quadrados. A taxa de imersão de aproximadamente 225 kg por centímetro (cerca de 1261 lbs por polegada) conta a história prática — assenta fundo e move-se lentamente na linha de água quando carregado, o que se adequa mais à sua certificação CE Classe A Oceano do que a uma linha de regata. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
O barco é construído com um aparelho sloop fracionado e uma transmissão saildrive. O calado situa-se entre os 1,60 e os 1,70 metros, dependendo da carga, o que, como refere a documentação do designer, permite-lhe entrar na maioria das marinas sem problemas. A motor, o valor máximo calculado é de cerca de 6,8 nós, enquanto a velocidade de casco teórica para deslocamento é de 7,5 nós. O coeficiente de capotagem de 1,91 e um coeficiente de conforto de 25,9 colocam-no na faixa estável e marinheira que se espera de um cruzeiro oceânico. (1)
Acomodações
A Regina Yachts descreve o 35 como um cruzeiro de poço central com seis beliches que acomoda confortavelmente quatro pessoas e um casal de convidados ocasionais. A menor dimensão do barco mais pequeno da gama do estaleiro resulta ainda numa disposição destinada a casais com tripulação reduzida em vez de conveses totalmente preparados para charter — um compromisso deliberado de cruzeiro em detrimento de um número máximo de beliches para o seu comprimento. (2)
O Veredicto
O Regina 35 é um veleiro de cruzeiro oceânico escandinavo construído especificamente para esse fim: modesto em tamanho dentro da gama do seu estaleiro, sério na certificação e conservador nos seus números. O casco de Beyer combina um convés com núcleo de espuma com uma quilha de aleta de chumbo e um perfil de movimento confortável, e o aparelho fracionado com saildrive mantém as manobras ao alcance de um casal. Não é um velocista para ventos fracos, mas a sua classificação CE Classe A e os coeficientes de conforto defendem uma travessia silenciosa em detrimento da velocidade.
Prós
- Certificação CE Classe A Oceano para uso em alto-mar
- Convés em sanduíche de espuma que se credita por um melhor clima interior
- Quilha de chumbo com 37 % de relação lastro-deslocamento para estabilidade
- Calado suficientemente reduzido para aceder à maioria das marinas
Contras
- Deslocamento pesado e superfície molhada de 37 m² limitam o ritmo
- Elevada taxa de imersão significa sensibilidade notória à carga
- O menor da gama — menos volume do que os veleiros de cruzeiro Regina maiores









