Design e Construção
O casco Finot-Conq segue a forma de recentes e bem-sucedidos veleiros de regata oceânica para tripulação reduzida, com uma longa linha de água, quinas ao longo de todo o comprimento e secções de proa relativamente largas que preservam uma linha de água mais estreita para facilitar o transporte rodoviário. A revista Practical Boat Owner destacou a potente quilha de bolbo de grande calado como fundamental para o comportamento do barco, sendo que o bolbo padrão de ferro fundido de 1,88 m suporta 973 kg de lastro; as variantes de quilha retrátil ou de pouco calado ajustam o calado e aumentam o lastro. Os lemes duplos são uma escolha marcante, e o espelho de popa aberto situa-se a uma distância razoável acima da linha de água, com uma plataforma de banho rebatível. Os acessórios em bronze e um depósito de acumulador no sistema de água doce são detalhes que definem o barco como um veleiro de entrada de gama repleto de ideias inteligentes. As secções de proa são mais conservadoras do que as dos maiores Oceanis 46.1 e 51.1, mas a semelhança familiar com esses barcos é forte. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
Para acomodar a vela grande de cabeça quadrada, o aparelho fracionado dispensa um estai de popa, dependendo em vez disso de cruzetas muito recuadas. Uma buja auto-virante e um único molinete tornam o barco fácil de manobrar com tripulação reduzida, enquanto uma vela de proa ligeiramente sobreposta a 105 % pode substituir a buja auto-virante padrão e acrescentar 6,4 m² de área vélica. O plano de velas é suficientemente grande para um bom avanço com ventos fracos, e os velejadores de teste consideraram o leme positivo e leve em todos os momentos, com o barco a manter bem o rumo mesmo sem ninguém ao leme. A revista Yachting Monthly afirmou que navega muito bem com ventos fracos e fica perfeitamente estável com cerca de 20 graus de adorno. A escota da grande corre para uma mordaça sobre o tambucho e para um pequeno molinete na casaria, o que significa que não pode ser caçada a partir do leme — uma clara desvantagem — e a ausência de um estai de popa também torna a vela grande mais difícil de despotenciar, registando-se uma notável flutuação do estai de proa à bolina. (2)
Acomodações
No interior, o 30.1 parece maior do que a sua boca de menos de três metros sugere. O pé-direito excede os 1,8 m e atinge os 1,98 m nas zonas de pé, com luz natural proveniente das vigias do casco, das escotilhas superiores e das vigias da casaria. O camarote de proa é o melhor dos dois, com um beliche grande e portas duplas que criam uma sensação de plano aberto; o camarote de popa é mais pequeno, o seu beliche generoso, mas sem espaço para se sentar na alheta interior. O sofá do salão é acedido através de almofadas divisórias e tampo de contraplacado articulado, e uma mesa de cartas dobrável opcional é implantada contra a antepara. A casa de banho tem um tamanho impressionante para um barco pequeno e está reforçada para o mar. A cozinha em L é compacta, com uma tampa de geleira de 75 litros que serve também como a única bancada e arrumação limitada, embora uma vigia de abrir acima do fogão ajude na ventilação.
Problemas Conhecidos
Além das limitações do aparelho já referidas, o 30.1 não tem um espaço dedicado para o armazenamento da balsa salva-vidas, algo que os compradores devem planear. Os moitões da escota da grande no barco testado situavam-se um pouco demasiado a popa e não deixariam passar automaticamente uma pessoa de pé no tambucho. A revista Yachting Monthly também assinala um canto na braçola do poço como uma pequena falha. O motor interior a diesel padrão de 15 cv é recomendado apenas para águas interiores; o barco de teste transportava uma unidade de 21 cv com uma hélice fixa de duas pás, alcançando sete nós a 3000 rpm em águas calmas.
Refits e Propriedade
Os proprietários que escolhem a cana de leme em detrimento das duas rodas ganham sete polegadas de comprimento no assento do poço e reduzem peso e complexidade através de uma barra de ligação sob o convés aos lemes. Um gurupés opcional serve para manusear spinnakers e velas de largo, integrando ao mesmo tempo o espaço de estiva da âncora, e um cadeado de amarração profundo aceita um molinete de âncora elétrico. A instalação do motor é organizada, com acesso frontal atrás dos degraus do tambucho com pistões a gás e painéis nas traseiras e laterais. A aplicação móvel Seanapps monitoriza o estado da bateria, combustível e água. A variante 30.1e oferece uma propulsão totalmente elétrica Torqeedo com cerca de 14 cv e até seis horas de autonomia a quatro nós.
O Veredicto
O Oceanis 30.1 destila o pensamento moderno de um veleiro de regata para tripulação reduzida num cruzeiro costeiro transportável por atrelado, com um volume surpreendente e uma navegação estável e fácil para poucas pessoas. Os compromissos do seu aparelho são reais mas limitados, e o interior representa um verdadeiro passo em frente para este tamanho.
Prós
- Elevada estabilidade de forma e quilha de bolbo profunda tornam-no incrivelmente estável para o seu comprimento
- Interior luminoso e espaçoso com arrumação inteligente e uma casa de banho grande
- Boca estreita permite o transporte rodoviário sem necessidade de reboque acompanhado
- O governo de duplo leme mantém-se leve e positivo sob spinnaker
Contras
- A ausência de estai de popa limita a redução de potência da vela grande e provoca uma folga no estai de proa à bolina
- A escota da grande não pode ser manuseada a partir do posto de governo
- Ausência de arrumação dedicada para o bote salva-vidas
- Motor interior a diesel padrão de 15 cv adequado apenas para águas interiores









