Design e Caráter
A Sparkman & Stephens desenhou o She 33 como um projeto do final dos anos setenta, e as relações publicadas mostram onde ele se posiciona. A sua relação deslocamento-comprimento de cerca de 204 coloca-o entre o que os críticos categorizam como "regatistas moderados", enquanto uma relação comprimento-boca de 3,05 e uma boca de aproximadamente 10,6 pés dão-lhe uma forma de casco proporcionada, em vez de exagerada, com um coeficiente de largura (DL) de 204. O coeficiente de conforto de 15,7 e uma taxa de imersão de cerca de 880 libras por polegada sugerem um casco que se assenta de forma previsível sob carga, em vez de oscilar bruscamente. O seu coeficiente de capotagem de 2,30 é a linha que conta a história: esse valor indica que não seria aceite para participar em regatas oceânicas, o que o define honestamente como um barco para águas abrigadas e costeiras, e não como um concorrente de navegação de alto-mar. (1)
Aparelho e Plano de Vela
O She 33 é construído com um aparelho à testa do mastro e uma área vélica de referência que resulta numa relação área vélica-deslocamento de 19,4; ao içar a genoa de trabalho a 135 por cento, esse número sobe para 23,4, um salto significativo que demonstra o quanto a sua personalidade depende do aparelho à testa do mastro no triângulo de proa. O inventário de adriças e escotas está minuciosamente documentado: as três adriças — da vela grande, da buja/genoa e do spinnaker — têm 27,6 metros de cabo com 10 milímetros de diâmetro, enquanto as escotas da genoa e da buja são de 9,8 metros de cabo de 12 milímetros e a escota da grande tem 24,5 metros de cabo de 12 milímetros. Uma escota de spinnaker de 21,6 metros, além de um cunningham de 3 metros e de uma cinta de recolha lateral de 6,1 metros, completam um plano de controlo dimensionado para um barco que espera voar com tecidos sintéticos quando o vento colabora. (1)
Performance Envelope
A velocidade de casco teórica para um barco de deslocamento do seu comprimento é de 6,6 nós, e a sua quilha de aleta situa-se entre os 5,41 e os 5,71 pés sob carga, o que a mantém dentro dos limites de calado da maioria das marinas. A superfície molhada da obra viva é de cerca de 290 pés quadrados, um valor que, combinado com o deslocamento moderado, explica o limite de 6,6 nós mais do que qualquer falta de área vélica. Não é um casco planador leve, nem os dados sugerem que tente sê-lo. (1)
Construção
O casco é de fibra de vidro, construído por um estaleiro britânico que produziu a série She. O lastro é de ferro, e a estrutura do casco e do convés em fibra de vidro maciça reflete o espírito da produção britânica dos anos 1970, em vez de uma experiência posterior com compósito sanduíche.
O Veredicto
O She 33 é um veleiro de cruzeiro-regata coerente da Sparkman & Stephens dos finais dos anos setenta, cujos coeficientes documentados o colocam firmemente no campo do deslocamento moderado para navegação costeira. É bem comportado pelos números, suficientemente fácil de atracar dada a sua calado e reativo a um plano de velas com genoa, mas o seu coeficiente de capotagem é a advertência honesta para quem olhe para uma navegação oceânica.
Prós
- O moderado coeficiente de deslocamento em relação à área vélica e os coeficientes de conforto sugerem um comportamento previsível e estável em condições costeiras
- O aparelho à testa do mastro com genoa aumenta a relação área vélica-deslocamento de 19,4 para 23,4
- O calado variável entre 5,41 e 5,71 pés mantém o barco na maioria das profundidades de marinas
Contras
- O coeficiente de capotagem de 2,30 exclui-a da aceitação em regatas oceânicas
- A superfície molhada de 290 pés quadrados e a velocidade de casco de 6,6 nós limitam-na como um barco costeiro de deslocamento






