Design e Construção
O Sagitta 35 tem um deslocamento de 10.210 libras para uma linha de água de 25,5 pés, com 5.710 libras de chumbo, resultando numa relação lastro-deslocamento de 55,93 % e uma quilha de aleta com 10 pés de boca e leme sobre skeg. Estes números colocam-no firmemente no campo dos veleiros de cruzeiro de deslocamento moderado: a relação deslocamento-comprimento de cerca de 275 e um coeficiente de conforto próximo de 26 descrevem um barco que suporta o seu peso com compostura em vez de procurar velocidade de sprint. O casco e o convés são de fibra de vidro maciça, e o coeficiente de capotagem de 1,84 marca-o como um candidato convencionalmente seguro para navegação costeira e de alto-mar na sua época. A compra da Sagitta por parte da Bianca, no início de 1973, não alterou a produção do modelo; o 35 foi construído até 1976 sob o mesmo desenho. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
Como um sloop com aparelho à testa do mastro, ostenta uma área vélica de 516 pés quadrados, dividida entre uma vela grande de aproximadamente 215 pés quadrados e um triângulo de proa de 302 pés quadrados, num I de 13,41 m e J de 4,18 m de sloop à testa do mastro. A relação área vélica-deslocamento resultante de 17,60 e um S# de 2,00 colocam-no na faixa de desempenho moderado — rápido o suficiente para fazer travessias sem exigir uma tripulação de regata. Um limite de velocidade de casco de 6,77 nós e 911 libras por polegada de imersão contam a história prática: não é um barco leve, mas absorve a carga sem afundar muito. O leme sobre skeg, combinado com a quilha de aleta, proporciona um controlo direcional que se mantém quando o veleiro adorna, uma disposição consistente com o estilo de cruzeiro da Sparkman & Stephens daquela época. (1)
Acomodações
A disposição padrão registra dois camarotes, uma única casa de banho e cinco lugares para dormir, configurada como um cruzeiro interior destinado ao uso em cruzeiro. Com 32 galões de água e 21 galões de diesel na capacidade dos depósitos padrão, o plano interior suporta fins de semana prolongados e cruzeiros costeiros modestos sem necessidade de paragens frequentes para reabastecimento. O comprimento de 34,5 pés e a boca de 10 pés resultam num salão e numa disposição de beliches dimensionados para quatro ou cinco pessoas a bordo, e não para um grupo de charter. (2)
Refits e Propriedade
O motor diesel Volvo Penta MD2 original continua a ser a propulsão nominal no registo de especificações, uma unidade compacta e fácil de manter para um barco deste tamanho. Os proprietários que realizem um refit acharão que o aparelho convencional à testa do mastro e o casco de fibra de vidro maciça são fáceis de manter. O período de construção de 1969–1976 significa que a maioria dos barcos sobreviventes já passou por vários ciclos de propriedade, e o pedigree da S&S mantém o design com uma procura constante entre os compradores de cruzeiros tradicionais. (1)
O Veredicto
O Sagitta 35 é um cruzeiro Sparkman & Stephens com proporções bem pensadas, cujo deslocamento moderado, quilha de aleta com lastro de chumbo e leme sobre skeg se somam num veleiro estável e fácil de gerir de 35 pés. Não é um barco de alta performance, mas os seus números e disposição são adequados para um casal ou uma pequena família navegar tanto em águas abrigadas como em mar aberto.
Prós
- Design S&S de 2008 com um pedigree de cruzeiro claro
- Casco e convés em fibra de vidro sólida, simples de vistoriar e reparar
- Relação lastro-deslocamento moderada e coeficiente de conforto adequado para cruzeiros carregados
Contras
- Capacidade de combustível modesta de 21 galões limita a autonomia a motor
- Velocidade de casco de 6,77 nós limita o ritmo puro à vela










