Design e Construção
Berret Racoupeau moldou o Pilot Saloon 41 para recriar o perfil do maior Pilot Saloon 47, mantendo as proporções do barco mais pequeno sob controlo. O casco e o convés são de fibra de vidro maciça, com um lastro de ferro de 7.496 libras que proporciona uma relação lastro-deslocamento de 34 por cento. Um detalhe de construção notável é o uso de moldagens secundárias que permitem formas compostas que um convés de peça única não conseguiria alcançar, e estas mesmas moldagens formam coberturas que ocultam e protegem parcialmente os cabos de manobra das velas encaminhados para o poço. As grandes vigias do salão são estruturais: acrílico suficientemente espesso para suportar cargas, colado à casaria com um adesivo especializado. Os espaços de arrumação e técnicos são generosos a meia-nau, e um verdadeiro poço de esgoto na sentina permite que a bomba os mantenha secos. A antepara de popa da casaria inclina-se para recuperar o pé-direito interior, embora os testadores tenham considerado o ângulo um pouco pronunciado. A plataforma de popa característica da Wauquiez articula-se no espelho de popa, mas não dispõe de escada de banho. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
O barco é um sloop com aparelho à testa do mastro e uma área vélica de 687 pés quadrados no aparelho de 100 por cento. Os compradores podiam especificar uma vela grande enrolável ou convencional, uma genoa ou uma buja auto-virante, e um reacher enrolável. O poço é elevado com o teto do salão, pelo que a linha de visão do timoneiro não é interrompida, e a consola de governo aceita unidades de ecrã modestas, enquanto uma mesa se dobra contra ela para desimpedir a área de trabalho à vela. A motor, um Yanmar de 54 cavalos empurrava-o até aos 8,5 nós a 3100 rpm e uns tranquilos 7,4 nós a 2300 rpm em águas calmas. A hélice convencional apresentava ligeira tendência ao abatimento ao recuar a partir de paragem, mas o leme de pala corrigia-o assim que o barco ganhava rumo. Note-se que o teto alto do salão, embora útil para passa-mãos à cintura junto ao tambucho, torna difícil subir para enrolar a vela grande. (1)
Acomodações
No interior, o Pilot Saloon 41 apresenta um soalho de três níveis por necessidade, com a escada do tambucho a descer para a área de refeições e para a mesa de cartas a bombordo; um degrau abaixo da cozinha coloca o cozinheiro ao nível dos comensais de estibordo, enquanto o camarote do armador fica um degrau a popa e o camarote de proa desce outro degrau. O camarote do armador a popa tem uma casa de banho privativa e cabine de duche com espaço que rivaliza com uma disposição de poço central, e o camarote de convidados de proa é quase tão grande, faltando-lhe apenas o duche. Os assentos do salão formam um U retangular, e o beliche de proa aperta na extremidade em comparação com o volumoso camarote de popa. Grandes vigias com portas de ventilação abertas, ocultas atrás de caixilhos persianas, oferecem vistas panorâmicas a partir da mesa de cartas, da cozinha e do salão. Um cacifo de equipamento está posicionado junto ao tambucho, e as capas de proteção contra rizes sob o sofá e o colchão dividido do armador marcam-no como um veleiro de mar. A braçola envolve a popa, proporcionando bons assentos atrás do posto de governo, mas a sua alargamento no interior para formar o assento do timoneiro faz com que a água acumulada quando o barco adorna fique presa no assento do poço a sotavento. (1)
Problemas Conhecidos
Além do desconfortável banco de enrolador da vela grande e das poças no poço, os testadores assinalaram uma armadilha na escotilha de proa: um enrolar de cabo de 5/8 de polegada em torno do cunho de amarração a estibordo pode efetivamente fechar a escotilha de proa, um defeito num sistema de ancoragem com dois rolos que, de resto, é muito sério. O design também ganha peso facilmente com o acréscimo de gerador e equipamentos semelhantes, algo que deve ser ponderado face ao plano de velas e às intenções de desempenho. A ausência de escada na plataforma de popa dificulta a subida para o bote numa vaga curta e expõe a balsa salva-vidas embutida.
Remodelações e Propriedade
Os equipamentos padrão para navegação oceânica incluem um kit de cabos de amarração com passa-cabos nos cadenotes e no poço, um molinete de âncora sob uma escotilha de proa que revela um compartimento de arrumação, e fácil acesso de manutenção ao motor e à glande da popa por baixo do pé do tambucho. Os porões e os espaços das máquinas são de fácil acesso. As capacidades de combustível de 58 galões e de água de 116 galões suportam cruzeiros prolongados, e o estaleiro promoveu este modelo como um veleiro totalmente preparado para viver a bordo em navegação oceânica.
O Veredicto
O Pilot Saloon 41 destila o conceito de salão elevado num casco de 41 pés que parece maior do que o seu comprimento: dois camarotes duplos quase iguais, um posto de governo elevado e protegido, e uma estrutura em fibra de vidro que inunda o interior de luz. É um cruzeiro sério com equipamento de segurança padrão bem pensado, embora a drenagem do poço e o problema da linha de água na escotilha de proa sejam falhas reais, e o teto alto exija cuidados no topo.
Prós
- Os camarotes de popa e de proa são ambos generosos, com o de popa a incluir duche privativo
- Poço elevado com visibilidade de governo desimpedida e mesa rebatível
- Vigias estruturais em acrílico com vigias de abrir discretas
- Acesso fácil ao motor e à glande da popa; poço de esgoto seco
- Linhas de vida padrão, cunhos para arnês e arrumação para molinete de âncora
Contras
- A água acumulada com o barco adornado fica retida no assento do poço de sotavento
- O cabo da cunha de estibordo pode prender a escotilha de proa fechada
- Plataforma alta e pouco prática para enrolar a vela grande
- A plataforma de popa carece de escada de banho
- O peso aumenta rapidamente com o gerador e as opções










