Design e Construção
O catamarã de meados dos anos noventa da Lombard combina um casco de fibra de vidro com uma relação comprimento-boca de 1,73, uma proporção que a YachtDatabase assinala como a colocando entre os catamarãs de cruzeiro pequenos com maior boca. A mesma fonte compara o seu volume com o do mercado, descrevendo o 37 como espaçoso em comparação com a maioria dos catamarãs à vela do mesmo escalão. Estruturalmente, o casco é de fibra de vidro maciça em vez de sanduíche com alma, e o registo técnico do estaleiro indica um deslocamento de cerca de 14 300 libras com lastro de ferro na configuração de quilhas de balanço. O seu calado reduzido — cerca de 3,9 a 4,2 pés dependendo da carga — permite-lhe atracar em marinas que excluem barcos de quilha mais profunda. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
O 37 é um sloop com aparelho à testa do mastro, equipado com um mastro de 49 pés e 3 polegadas e uma área vélica de aproximadamente 517 pés quadrados na vela grande contra os 344 da genoa. Com uma relação deslocamento-comprimento de 159, o YachtDatabase classifica-o entre os "regatistas leves", observando que 31 % dos projetos semelhantes têm maior peso de fundeio. Esse valor baixo de DL, combinado com os dois cascos do catamarã e os lemes suspensos, descreve um barco construído para passagens dinâmicas em vez de um lento navegar costeiro a motor. (1)
Acomodações
O facto mais marcante em termos de acomodações é o total de seis camarotes registado pela Multihulls World. Distribuídos por dois cascos numa extensão de 37 pés, esta disposição privilegia o número máximo de lugares para dormir em detrimento da expansão de um salão privativo — uma característica do conceito de design da era do charter de meados da década de 1990. A boca de 21 pés e 6 polegadas dá a largura à plataforma central de ligação, e a generosidade documentada do barco face a catamarãs concorrentes reforça que o volume foi direcionado para espaços habitáveis e de dormir. (2)
Equipamento e Motorização
A ficha técnica de fábrica lista dois sistemas de transmissão de 27 cavalos e uma opção de motor diesel Volvo Penta no poço do barco. A capacidade dos depósitos chega aos 90 litros em cada um para combustível e 470 litros de água, valores adequados para cruzeiros prolongados sem sugerir autossuficiência oceânica. A configuração de dois motores é a característica operacional definidora: oferece propulsão redundante e um controlo preciso de atracação que os catamarãs de motor único da época não conseguiam igualar. (2)
O Veredicto
O Privilège 37 é um catamarã desenhado pela Lombard em meados da década de 1990 que troca o comprimento puro por boca, volume e a praticidade de dois motores. O seu deslocamento leve e o calado reduzido tornam-no um cruzeiro costeiro e de ilhas acessível, enquanto a disposição de seis camarotes marca-o como um produto da década orientada para o charter que o produziu.
Prós
- Espaçoso em comparação com a maioria dos catamarãs de vela comparáveis, com uma disposição de convés de ligação larga
- O calado reduzido e dependente da carga abre marinas e fundeadouros a barcos com maior calado
- Os dois motores de 27 cv oferecem redundância e controlo em espaços apertados
- A relação deslocamento-comprimento leve coloca-o numa categoria reativa para tripulação reduzida
Contras
- A contagem de seis camarotes implica privacidade comprometida e espaço no salão para uso exclusivamente privado
- A construção do casco em fibra de vidro maciça carece do refinamento do sanduíche com alma da gerações posteriores do Privilège infundidas a vácuo







