Design e Construção
A Holman & Pye trabalhou no 45 em colaboração com o consórcio interno da Oyster, e a diretriz de design foi explícita: mais volume e melhor comportamento na água do que o 435. Os arquitetos aumentaram o volume do casco para permitir três camarotes verdadeiros, uma mudança de fase em relação ao barco mais antigo. A construção segue especificações aprovadas pela Lloyd's, com um casco de fibra de vidro sólida reforçado por vaus laminados à mão segundo um plano de laminação cuidadoso. O convés tem alma de balsa, selado com Sikaflex ao longo de uma flange voltada para dentro e fixado mecanicamente com parafusos de aço inoxidável de 6 mm. Os cascos concluídos foram laminados numa instalação em Wroxham e transportados por terra até à Fox's Marina no rio Orwell, perto de Ipswich, para equipamento pelos próprios artesãos da Oyster. A quilha padrão é a "High Performance Bulb" da Oyster, fundida em chumbo endurecido com antimónio e fixada externamente a um patilhão fortemente reforçado, enquanto o leme é uma pala de fibra de vidro preenchida com espuma sobre uma madre de aço inoxidável sólida, protegida por um skeg reforçado com aço inoxidável. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
O aparelho da Selden é um sloop com aparelho à testa do mastro com duas cruzetas, equipado com um enrolador de buja Hood Seafurl e uma vela grande convencional com talas completas. Um leme projetado pela Whitlock oferece uma resposta fantástica, e a transição para uma quilha de bolbo externa torna-a rígida e reativa sob velas. Escrevendo na Cruising World, os velejadores de teste concluíram que com ventos de 11 a 15 nós, o True She mantinha velocidades estáveis para bolinar na faixa dos 6 a 7,3 nós e conseguia navegar até cerca de 30 graus do vento aparente. O 45 também oferece um melhor desempenho à vela em relação ao 435, com um poço central espaçoso e um convés desimpedido que o tornam um deleite para viver a bordo. (1)
Acomodações
A configuração de cabine com salão elevado (Deck Saloon) eleva subtilmente a casaria, com janelas envolventes fixas de robusto vidro fumado de 9 mm que trazem luz ambiente para o interior. O salão em si é líder na sua classe e estende-se por toda a boca do barco, com uma grande dinete em L a bombordo, oposta a um sofá e mesa de cartas a estibordo. O interior tem acabamentos à escolha do proprietário em teca, cerejeira ou carvalho branco americano. Oferecendo capacidade para dormir oito pessoas com camarotes para seis, disponibiliza um camarote do armador a popa com cama de casal, sofá integrado e casa de banho privativa com duche; um camarote duplo de proa no arranjo com beliche em V; e um camarote de convidados com beliches superior e inferior partilhando uma casa de banho com duche. A cozinha situa-se a bombordo, logo a ré da dinete e fora do tambucho. Os depósitos de combustível e de água doce são de fibra de vidro, instalados sob o soalho do salão, e o motor padrão Volvo de 59 cavalos com saildrive situa-se a meia-nau, acessível a partir da cozinha a bombordo ou da oficina/armazém de ferramentas a estibordo.
Equipamento e Sistemas
O motor auxiliar é um Volvo MD22 de quatro cilindros com 59 cavalos, acionando uma unidade saildrive. O sistema elétrico é meticulosamente executado: uma alimentação de serviço de 12 volts CC corre a partir de baterias de ciclo profundo Varta emparelhadas de 6 volts com uma capacidade nominal de 230 amperes-hora por 20 horas, com uma bateria separada de 12 volts e 88 amperes-hora para arranque do motor. A altura do mastro acima da linha de água de projeto com instrumentos é de 62 pés, e a área vélica total de 100 % mede 886 pés quadrados, resultando numa relação área vélica-deslocamento (SA/D) de 13,24 face a uma relação deslocamento-comprimento (D/L) de 285.
O Veredicto
O Oyster 45 é um sucessor do 435 que evoluiu de forma ponderada, sacrificando o mínimo para obter um volume genuíno de três camarotes, um salão com toda a boca e um casco rígido e reativo com quilha de bolbo que se comporta bem à bolina. É um veleiro sério para viver a bordo, com sistemas bem pensados e uma casaria elevada que evita o volume excessivo de uma casa do leme completa.
Prós
- Três camarotes verdadeiros com um salão de boca total líder na sua classe
- Comportamento rígido e reativo graças à quilha de bolbo exterior
- Casco sólido laminado manualmente com aprovação Lloyds e convés em sanduíche de balsa
- Acesso bem planeado ao motor por duas laterais
- Excelente desempenho com ventos fracos segundo os testes de mar
Contras
- Apenas vinte e três construídos, limitando a disponibilidade
- Calado profundo de 1,98 metros (6 pés e 6 polegadas)








