Design e Construção
O casco é de fibra de vidro maciça com um convés de fibra de vidro maciça, uma quilha de aleta e um leme sobre skeg — uma configuração oceânica conservadora para a época. O lastro de chumbo e o calado de 5,5 pés (variando com a carga entre cerca de 5,51 e 5,81 pés) situam-se sob um casco cuja relação comprimento-boca de 3,55 o torna mais esguio do que 73 % dos projetos de veleiros comparáveis. Essa estreiteza, combinada com uma relação deslocamento-comprimento de 403 que o categoriza entre os "cruzeiros ultra pesados", revela que o programa de design privilegiou a navegabilidade e a capacidade de carga em detrimento da velocidade pura: apenas 5 % dos projetos semelhantes são mais pesados. A superfície molhada do fundo é de cerca de 387 pés quadrados, e a taxa de imersão de aproximadamente 1237 libras por polegada significa que o barco assenta fundo e se move com relutância quando sobrecarregado.
Aparelho e Manobra
Apresenta um aparelho sloop à testa do mastro, e a especificação dos cabos de manobra é simples, típica de um kit de cruzeiro da época: escotas da buja e da genoa com cerca de 43,2 pés de comprimento e diâmetro de 5/8 polegadas, uma escota da grande de 108,1 pés com o mesmo diâmetro e uma escota de spinnaker de 95,1 pés. Esses comprimentos refletem uma área significativa no poço e uma retranca que exige cabo real para afinar. A velocidade teórica de casco é de 7,2 nós, coerente com a longa linha de água e o deslocamento pesado. O coeficiente de capotagem de 1,73 é suficientemente elevado para que, apenas por essa fórmula, o barco pudesse ser aceite para participar em regatas oceânicas — um indicador útil da reserva de estabilidade invertida para um veleiro com este perfil lastro-comprimento. (1)
Acomodações e Comportamento no Mar
O coeficiente de conforto de 36,9 coloca-o acima de 79 % dos projetos de veleiros semelhantes em termos de suavidade de movimento prevista, que é a expressão numérica do que o deslocamento pesado e a boca estreita fazem no mar: foi construído para suavizar a vaga em vez de dançar sobre ela. A relação área vélica-deslocamento de 18,06 é modesta, confirmando que é um cruzeiro em primeiro lugar e que irá precisar de vento em vez de ser um velocista com pouco vento. O material oficial não detalha a disposição interior para além das dimensões brutas, pelo que o volume habitável deve ser inferido a partir da boca de 12 pés e não afirmado a partir do registo. (1)
O Veredicto
O Nicholson 44 é um sloop de mastro à testa com deslocamento pesado e baixa produção, construído pela Camper & Nicholson em meados da década de 1970. Os números descrevem um casco estreito, muito confortável no mar, com lastro profundo, resistência à capotagem digna de regatas oceânicas e um coeficiente de conforto que supera a maioria dos seus pares, mas com uma potência vélica modesta para o seu peso e uma superfície molhada que recompensa uma navegação paciente. Para um comprador que valoriza a raridade, a construção robusta e o conforto de navegação em detrimento da velocidade pura, esta é uma escolha a considerar.
Prós
- O coeficiente de capotagem de 1,73 apoia a aceitação em regatas oceânicas segundo as fórmulas da classe
- O coeficiente de conforto excede os 79 % dos projetos semelhantes
- Relação deslocamento-comprimento de ultra-cruzeiro pesado, sendo apenas 5 % mais pesado que os seus pares
- Boca estreita (mais estreita do que 73 % dos projetos) ajuda na navegação no mar
Contras
- A relação área vélica-deslocamento de 18,06 é baixa para o seu deslocamento
- Apenas alguns foram construídos, o que complica o conhecimento sobre peças sobressalentes
- A superfície molhada de 387 pés quadrados e uma imersão de 1237 lb/in penalizam o desempenho quando carregado










