Design e Construção
O primeiro Najad de Enderlein é um motoveleiro construído em fibra de vidro maciça tanto no casco como no convés, com uma quilha corrida de chumbo e uma relação lastro-deslocamento próxima dos 42 por cento. A relação deslocamento-comprimento de 279 e uma relação comprimento-boca de 3,32 colocam-no firmemente na tradição dos barcos pesados, em vez do campo dos deslocamentos leves. O seu coeficiente de conforto de 30,8 a 31,4 e um coeficiente de capotagem de 1,73 descrevem um casco ajustado para um comportamento estável no alto-mar, em vez de velocidade pura; o deslocamento teórico de 7,0 nós e uma taxa de imersão de cerca de 976 libras por polegada sublinham quão relutantemente o veleiro altera o seu equilíbrio sob carga.
Aparelho e Manobrabilidade
O veleiro possui mais do que um aparelho, estando disponível tanto uma configuração com aparelho à testa do mastro como uma alternativa, ambas com o mastro em terra. Sob a vela de referência ISO 8666, a sua relação área vélica-deslocamento é de 13,6, subindo para 16,1 com uma genoa de 135 por cento, e os dados da época indicam que possui mais aparelho do que apenas 31 por cento de veleiros semelhantes — um reflexo do seu casco pesado e não de um plano vélico deficiente. O motor Volvo Penta MD17C aciona uma linha de transmissão por veio com uma velocidade registada de 8,0 nós, acima da velocidade de casco teórica de 7,0 nós, e a superfície molhada de aproximadamente 322 pés quadrados reflete o perfil de quilha corrida que troca manobras apertadas pela estabilidade direcional. (2)
Acomodações
O interior dispõe de uma sanita, e a configuração de motoveleiro implica um volume orientado para cruzeiros abrigados. Além disso, as fontes disponíveis não descrevem o número de beliches, a disposição ou detalhes de marcenaria, pelo que a habitabilidade deve ser avaliada pelo seu casco de dez metros e pela sua intenção de cruzeiro.
O Veredicto
O Najad 34 é um motoveleiro pesado, com quilha de chumbo, da primeira colaboração de Olle Enderlein com o estaleiro — um barco cujos números descrevem estabilidade e capacidade de carga em detrimento da velocidade, e cuja produção de várias centenas de unidades marca-o como o modelo de referência para a marca. É melhor compreendido como um cruzeiro de alto-mar fundador, cujos limites são os da sua época e do seu peso, e não da qualidade de construção.
Prós
- Design fundamental da Najad de Olle Enderlein, construído em fibra de vidro maciça com quilha corrida de chumbo
- Elevado coeficiente de conforto e coeficiente de capotagem adequados a um comportamento estável no alto-mar
- Várias centenas de unidades construídas, estabelecendo o padrão da marca
Contras
- Relação área vélica-deslocamento inferior à da maioria dos barcos semelhantes; dependente da genoa para propulsão com vento fraco
- O perfil de quilha corrida limita a agilidade em águas apertadas face a projetos posteriores com quilha de aleta
- Os detalhes de alojamento limitam-se a uma sanita nas fontes disponíveis





