Design e Construção
O casco é de fibra de vidro maciça, equipado com uma quilha de aleta de chumbo. Com 3411 libras de lastro de chumbo para um deslocamento de 8510 libras, o 1104 cala entre 1,85 m e 2,24 m (6,07 a 6,37 pés) dependendo da carga, uma profundidade que o restringe a marinas principais com águas profundas e o afasta de fundeadouros pouco profundos. A sua área de superfície molhada de 387 pés quadrados e uma taxa de imersão de 1183 libras por polegada significam que responde rapidamente às mudanças de tripulação e de carga útil, mas exige uma carga ponderada. O coeficiente de conforto de 15,7 é baixo para os padrões de cruzeiro, consistente com um casco afinado para a reatividade em detrimento da estabilidade. (1)
Aparelho e Manobras
O 1104 possui um aparelho fracionado com uma relação área vélica-deslocamento de 24,2 na vela de referência ISO e 27,8 com uma genoa de 135 %, valores que confirmam uma plataforma potente e fácil de mover. O aparelho fixo e o aparelho de labor seguem as dimensões da época: todas as três adriças têm 114 pés de cabo com diâmetro de meia polegada, as escotas têm 36 pés e 0,55 polegadas, e a escota da grande é um cabo de 90 pés e 0,55 polegadas. O coeficiente de capotagem de 2,33 é o único limite rígido no seu historial — coloca-o fora do aceite para regatas oceânicas, uma fronteira significativa para qualquer comprador que imagine uma certificação de navegação em alto-mar. A sua velocidade de casco teórica é de 7,2 nós, e um exemplar equipado com motor Bukh DV20M calcula-se com um máximo de 6,1 nós a motor. (1)
Acomodações e Disposição
O contexto do estaleiro refere-se apenas à história corporativa posterior da Farr Yacht Design e não a este casco específico da era de 1975. O que se pode afirmar é que o barco foi proposto com diferentes alternativas de motorização, incluindo um motor interior a diesel Yanmar, e uma capacidade de 63 galões de água e 29 galões de diesel que define a sua intenção de cruzeiro costeiro, em vez de longas viagens autossuficientes.
Problemas Conhecidos
Os únicos cuidados que surgem são inerentes aos seus números: a quilha de aleta profunda torna os danos por encalhe um risco real em portos desconhecidos, e o baixo coeficiente de capotagem significa que nunca se qualificou para a conformidade com as regras de regatas de alto-mar. Os compradores devem interpretar estes dados como limitações de design, e não como falhas registadas.
Remodelações e Propriedade
Como o barco foi construído em vários estaleiros e oferecido com opções de motor variadas, as histórias dos proprietários diferem significativamente em termos de equipamento e motorização. O aparelho fracionado e o plano de velas movido por genoa convidam a atualizações modernas na manobra das velas. A propriedade centra-se no respeito pelo caráter de deslocamento leve — manter as cargas dentro do limite de imersão de 1.183 libras por polegada preserva a manobrabilidade pretendida pelo projeto.
O Veredicto
O Farr 1104 é uma expressão pura do pensamento de Bruce Farr em meados dos anos 70: um veleiro de 36 pés leve, largo e fácil de mover, que recompensa os velejadores que valorizam a velocidade e a reatividade em detrimento do conforto de navegação. É um cruzeiro-regata costeiro e costeiro-oceânico, não um qualificado para regatas oceânicas, e o seu calado exige planeamento na marina. Para o proprietário certo, oferece uma ligação direta ao ADN de design de Farr num tamanho gerível.
Prós
- Caráter de "regata" de deslocamento leve com SA/D de 27,8 com uma genoa de 135%
- Quilha de aleta de chumbo e casco de fibra de vidro maciça da Glass Yachts Ltd. e outros estaleiros
- Opção de motor diesel Yanmar entre várias alternativas de motor
Contras
- O coeficiente de capotagem de 2,33 exclui-a da aceitação em regatas oceânicas
- O calado de 6,07–6,37 pés limita o acesso a marinas e fundeadouros
- O coeficiente de conforto de 15,7 favorece o desempenho em detrimento de um movimento calmo




