Design e Construção
O Gillmer's Mk II estica-se por 31 pés e 7 polegadas na linha de água do seu casco derivado, com uma boca de 10 pés e 5 polegadas e um calado modesto de 4 pés e 6 polegadas sobre uma quilha corrida modificada. Com um deslocamento de 14.900 libras e 5.800 libras de lastro, o barco situa-se na classe de deslocamento médio, apresentando uma relação deslocamento-comprimento na linha de água (D/L) de 401 e uma relação boca-comprimento (B/L) de 0,328. O coeficiente de capotagem de 1,69 ultrapassa o limite de 2,00 para capacidade em alto-mar, e um valor mais baixo indica um barco mais estável — um número consistente com a afirmação do estaleiro de que o ketch é surpreendentemente rígido e estável. (1)
O casco é de construção em fibra de vidro maciça, enquanto o convés e a casaria utilizam uma alma de balsa de grão de ponta. A Allied construiu o barco à mão no rio Hudson, e o estaleiro afirmou que a laminação excedia as especificações AAA da Lloyd's. Todos os acessórios são aparafusados através do convés com placas de reforço e anilhas de aço inoxidável, e uma regala de alumínio fundido sobressalente extra para condições severas cobre a ligação casco-convés. O lastro de chumbo está encapsulado e o leme é um grande e pesado modelo de "porta de celeiro" montado num skeg acoplado. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
O aparelho padrão é um ketch com aparelho à testa do mastro, com velas de trabalho e capas da Hood fornecidas de série e uma opção de cúter disponível. O aparelho ketch é o padrão. Os aparelhos opcionais de cúter e sloop reutilizavam o mastro principal do ketch deslocado para a ré cerca de um pé; no cúter, o pé da vela grande aumenta e a base do triângulo de proa cresce ligeiramente, mas a área total fica ligeiramente abaixo dos 555 pés quadrados do ketch. Os duplos estais de proa em ambos os aparelhos permitem duas bujas de popa. Com uma área vélica de trabalho superior a 500 pés quadrados para 14 900 libras, o estaleiro promovia um desempenho superior em todos os rumos, especialmente à bolina, e descrevia o barco como rápido mesmo com ventos fracos, com a máxima estabilidade direcional proveniente do casco de quilha corrida. (1)
O governo é um sistema de pinhão e cremalheira Edson montado diretamente na cabeça da madre do leme, com uma roda de leme personalizada em teca e bronze. A melhor configuração para a escota da grande posiciona um carro da escota na ponte de ligação. O Practical Sailor salientou que os candeleiros e o púlpito do guarda-mancebo estão a 30 polegadas do convés, em vez das habituais 24, e o gurupés é uma enorme plataforma de teca com púlpito acoplado e duas roldanas de proa no extremo. (2)
Acomodações
No interior, o camarote de proa possui um beliche em V, um armário e um lavatório, com gavetas, caixotes e um grande depósito de águas negras em aço inoxidável arrumado sob o beliche. A pequena casa de banho contém apenas sanita e duche, enquanto os sofás do salão principal são assimétricos em redor da mesa central. Os interiores das versões Mk II mais recentes foram os de melhor acabamento de todos os barcos aliados que os testadores viram, com teca generosa tanto no interior como no exterior, almofadas de espuma de 5 polegadas e um duche de bordo com toucador independente. O congelador (icebox) possui quatro polegadas de espuma de uretano e uma tampa bem vedada; a banca profunda tem água doce tanto por pressão como manualmente. O pé-direito é de 6 pés e 2 polegadas.
Problemas Conhecidos
Alguns proprietários relataram que o depósito de combustível soldado na sentina em alumínio carece de uma porta de inspeção. As duas roldanas de proa situam-se tão a estibordo que a amarra da âncora tende a fustigar contra o candeleiro do púlpito quando é utilizada. Nem a ducha nem a geleira têm drenagem para a sentina profunda, uma separação bem-vinda que limita o risco de contaminação no interior. (2)
Refits e Propriedade
O acesso ao motor foi considerado razoável pelos testadores: o motor diesel Westerbeke de 27 cavalos situa-se sob o poço, e a verificação do óleo exige a remoção da escada do tambucho e do painel de antepara atrás dela, embora uma chapa coletora de óleo por baixo impeça que os derrames cheguem ao porão. Um molinete de âncora era opcional e cabia perfeitamente entre as duas cunhas de proa de 12 polegadas. Os mastros pintados com tinta Awlgrip, dez vigias de abrir em bronze com filtros, passacascos de bronze maciço e toda a instrumentação do motor com um quadro elétrico personalizado faziam parte do equipamento padrão, merecendo ser verificados em qualquer candidato.
O Veredicto
O Seawind Mk II é um veleiro de cruzeiro da Gillmer que evoluiu de forma ponderada — mais pesado e espaçoso do que o original, construído segundo um padrão superior ao AAA da Lloyds, e dotado de um aparelho ketch muito marinheiro e de números de estabilidade adequados para navegação em alto-mar. Os seus defeitos são poucos e maioritariamente menores: um depósito de combustível sem acesso para inspeção e uma disposição com rolo de âncora propensa ao desgaste por fricção. Para um casal ou uma pequena família que procure um ketch americano tradicional, construído à mão, com um verdadeiro historial de circum-navegações na sua linhagem, continua a ser uma opção credível para navegação de alto-mar.
Prós
- Coeficiente de capotagem de 1,69, abaixo do limite de 2,00 para navegação em alto-mar
- Aparelho ketch padrão com opções de cúter e sloop partilhando o mesmo mastro
- Casco sólido em fibra de vidro com convés em sanduíche de balsa e acessórios aparafusados através do casco
- Duche e geleira esgotados para longe da sentina profunda
- Os interiores Allied com melhor acabamento nos barcos mais recentes, segundo os testadores
Contras
- Depósito de combustível no porão sem porta de inspeção (reclamação do proprietário)
- O cabo da âncora fere o candeleiro do púlpito junto aos rolos exteriores de proa
- Acesso razoável ao motor que exige a remoção de uma escada e de painéis para verificação do óleo








