Design e Construção
O SC70 de Lee é um estudo sobre a modelagem de cascos de alta performance em conformidade com as regras. O fabricante descreveu a abordagem como uma mistura das características rápidas que conheciam sobre performance com a regra IOR da forma mais graciosa possível — sem saliências, sem cavidades, apenas a máxima linha de água, a máxima potência para carregar vela, a superfície molhada mínima e velocidade instantânea ao largar o fundo. O casco mede 68 pés de comprimento total (LOA) para uma linha de água de 62 pés, com uma boca de 15 pés e 1 polegada e um calado de 9 pés, deslocando 24 000 libras contra 9 600 libras de lastro de chumbo. Análises da época situaram a relação deslocamento-comprimento (D/L) perto de 59,6 e a relação área vélica-deslocamento (SA/D) em 20,36, valores consistentes com um barco construído para acelerar em vez de arrastar-se. (2)
Estruturalmente, o estaleiro afirmava que a construção padrão consistia em peles bidireccionais de fibra de vidro E sobre um núcleo de balsa com resina epóxi modificada com acrílico AME 4000, com cascos, conveses, lemes e quilhas construídos com dimensões atuais para garantir a segurança. Foi oferecida uma versão Sub T da USCG para veleiros de serviço de passageiros, e todo o conjunto de materiais exóticos — fibra S-glass, Kevlar, grafite, Spectra 900, núcleos leves de espuma ou Nomex e epóxi — estava disponível para proprietários que procuravam menor peso. Os dezanove barcos foram todos otimizados de forma ligeiramente diferente de acordo com os desejos de cada proprietário, pelo que nenhum dos dois é precisamente idêntico na sua equipagem. (2)
Aparelho e Manobrabilidade
Como um sloop com aparelho à testa do mastro, o SC70 possui cerca de 1555 pés quadrados de área vélica, e o estaleiro classificou-o entre os avaliadores da classe ULD 70, chamando-lhe o máximo desempenhador dessa nova geração. As vitórias na Cal Cup, na St. Francis Big Boat Series e em regatas mexicanas recentes foram citadas como prova da sua velocidade de barco fulgurante, e o construtor afirmou que ela supera facilmente barcos que antes eram considerados rápidos com vento forte, vento fraco, à bolina e em popa a leste. A análise da época tornou o contraste concreto: enquanto um típico avaliador IOR 70, como o Kialoa, teria sido um comboio de carga à bolina, o SC70 deixava-o para trás com vento portante. Um bom bordo livre foi citado como fator para manter a tripulação seca, e o estaleiro apontou também a alta velocidade a motor e a máxima rapidez de travessia à vela como parte do programa de design. (2)
Acomodações
Embora tenha sido desenvolvido para o campo de regatas, o SC70 foi promovido como adequado para cruzeiros de alta performance quando não estava em regata. O estaleiro destacou a existência de muito espaço para uma disposição personalizada preferida e capacidade de peso extra, se necessário, o que se alinha naturalmente com o facto de cada um dos dezanove cascos ter sido otimizado de acordo com os desejos do proprietário, em vez de seguir um único modelo de interior de produção em série. Essa flexibilidade significa que a disposição interior de um barco usado revela tanto sobre o proprietário original quanto sobre a própria classe. (2)
Problemas Conhecidos
O historial documental do SC70 é escasso em termos de defeitos, e as principais precauções decorrem do método de construção e não de um padrão de falha documentado. O casco e o convés padrão com alma de balsa, com peles de fibra de vidro sobre balsa e resina epóxi, são o tipo de sanduíche onde uma rutura na pele permite que a água entre na alma, e a balsa não perdoa uma saturação a longo prazo. A disponibilidade de almas alternativas exóticas e de disposições personalizadas por especificação do proprietário significa que o historial de remodelações e a ficha técnica de construção original importam mais do que o habitual, uma vez que dois barcos podem diferir substancialmente tanto na estrutura como nos sistemas.
Refits e Propriedade
Os proprietários podiam especificar ferragens e instrumentos a partir de uma longa lista de fornecedores que incluía Navtec, Barient, Lewmar, Harken, Sparcraft, Proctor, B&G, Ockam, Signet, Seafrost e Martec, entre outros, e o estaleiro afirmava que as opções do proprietário em termos de ferragens e instrumentos eram abundantes. O motor auxiliar era um Yanmar com 140 cavalos na análise do período, associado a 200 galões de combustível e 150 galões de água — generoso para um barco com este historial de regatas e uma ajuda para quem pretenda converter um antigo velejador de regata para uso em travessias. (2)
O Veredicto
O Santa Cruz 70 é um trenó de Bill Lee muito bem definido: um puro-sangue de 68 pés otimizado para o IOR que trocou o excesso sem classificação do Merlin por um casco inteligente sob a ótica das regras, que ainda dominava as regatas de grandes barcos no sul da Califórnia e podia fazer cruzeiro quando solicitado. Foram construídos dezanove barcos, cada um personalizado, e a construção com núcleo de balsa é a única área onde um proprietário deve manter-se vigilante.
Prós
- Derivado do Merlin adaptado ao IOR com a linha de água máxima e a superfície molhada mínima para velocidade instantânea do barco
- Ritmo dominante a favor do vento contra os típicos concorrentes classificados no IOR 70
- Disposição personalizável e generoso combustível e água para cruzeiros de alta performance
- Opções de materiais exóticos e Sub T novas
Contras
- A construção padrão com sanduíche de balsa exige uma selagem disciplinada das perfurações
- A otimização por parte dos proprietários significa que não existem dois barcos idênticos em especificações




