Design e Construção
O Turner's Mk V é um veleiro de recreio de quilha corrida em fibra de vidro maciça com acabamentos em madeira, apresentando uma roda de proa inclinada para a ré, um espelho de popa angulado e um leme de pala montado internamente, acionado por cana do leme. Uma cavidade de quilha oca e larga baixa o soalho da cabine para ganhar pé-direito sem aumentar o perfil do convés. O "T" no nome não é apenas um truque de marketing — denota a sua natureza transportável por estrada, com essa boca exata de 8 pés a manter o barco dentro dos limites de reboque rodoviário. O Mk V apresenta um deslocamento maior e 2600 libras de lastro para melhorar a estabilidade face aos modelos anteriores do Lancer 28. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
Onde o Lancer 28 original era disponibilizado tanto com aparelho à testa do mastro como fracionado, o Mk V optou por um aparelho sloop fracionado com o mastro posicionado mais a proa. Essa alteração aliviou o leme e aguçou a resposta com vento fraco, sendo que os proprietários que navegam com ambas as configurações elogiam o equilíbrio do aparelho fracionado por apresentar menos ardência do que as versões com aparelho à testa do mastro. A antepara de proa suporta os esforços do aparelho em substituição do pilar de compressão central do mastro à testa do mastro, desimpedindo a cabine principal. Uma quilha de aleta de calado reduzido ligeiramente mais profunda — com calado máximo de 3 pés — oferece melhor aderência do que a original com menos de 3 pés, mas a entrada fina limita ainda assim a eficiência à bolina com vaga, um compromisso herdado das prioridades do casco transportável.
Acomodações
No interior, o Mk V acomoda de quatro a seis tripulantes em beliches estendidos. A eliminação do beliche de proa na linha Mark V em 1979 abriu uma área de arrumação de velas a proa, deixando a cabine principal com um sofá-beliche a bombordo e uma mesa de jantar a estibordo que se rebata para formar um beliche, além de beliches de popa embutidos sob ambos os lados do poço. Uma casa de banho estreita atravessa a boca do barco logo a popa do beliche de proa, e a cozinha divide-se pelo extremo de popa da cabine principal, com um fogão de dois bicos e armários a bombordo, e um lava-loiça com geleira a estibordo. O pé-direito no extremo de popa da cabine principal atinge os 1,88 metros (6 pés e 2 polegadas), obtido através do soalho rebatido cerca de 30 centímetros (1 pé) dentro do patilhão da quilha.
Problemas Conhecidos
A vistoria da Practical Sailor à série Lancer 28 revelou queixas dos proprietários sobre falhas estruturais, incluindo infiltrações nas ligações casco-convés e problemas nos caixões de bolina. Vários proprietários nessa vistoria consideraram também o pedestal do mastro (tabernáculo) insuficientemente forte, relatando problemas no gelcoat que variavam de osmose a fissuras de esforço. Um teto interior em vinil dificulta a localização de infiltrações no convés assim que estas surgem. A escotilha deslizante do tambucho é larga e não está bem vedada contra as vagas que entram pelo barco, e as tábuas de fecho leves de contraplacado soltam-se após apenas alguns centímetros de movimento devido à abertura cónica. (2)
Remodelações e Propriedade
A maioria dos Lancer 28 navegou com motores fora de bordo, e o poço de popa mantém o motor submerso mesmo em condições duras; as opções de motor interior ao longo do período de produção incluíam motores diesel Petter, Renault e Yanmar, um motor interior a gás de 10 cavalos e um saildrive OMC, com o motor interior guardado numa caixa sob a escada do tambucho. A utilização da antepara dianteira como suporte pelo aparelho fracionado simplifica qualquer inspeção do pé do mastro em comparação com o pilar central do mastro à testa do mastro. Para um cruzeiro rebocável, a boca legal do Mk V e o sistema de pé-direito da quilha oca tornam as verificações de lançamento e carga tarefas simples para o proprietário.
O Veredicto
O Lancer 28 T Mk V é um veleiro de cruzeiro transportável cuidadosamente atualizado que trocou o pico de proa do original por arrumação e ganhou estabilidade através do aumento do lastro e de um aparelho fracionado com mastro mais recuado. Navega com um leme leve e um ritmo aceitável com ventos fracos, embora a quilha de pouco calado ainda perca eficácia à bolina com vaga. Os problemas conhecidos de infiltrações e gelcoat são típicos da série e fáceis de gerir com inspeções de rotina.
Prós
- Aparelho fracionado com estais avançados, apresentando menos ardência do que os antecessores com aparelho à testa do mastro
- O lastro e o deslocamento aumentados melhoram a estabilidade em relação aos primeiros Lancer 28
- A boca legal de 8 pés preserva a facilidade de transporte em atrelado rodoviário
- A cavidade da quilha oca proporciona um pé-direito de 1,88 m sem um convés alto
Contras
- O calado reduzido limita a eficiência à bolina em águas agitadas
- Fugas nas ligações casco-convés e vigias relatadas pelos proprietários
- O tabernáculo do mastro foi reportado por vários proprietários como não sendo suficientemente forte
- A escotilha larga do tambucho tem uma vedação deficiente contra as vagas que entram a bordo







