Design e Construção
Davidson especificou exatamente a forma da quilha e do leme, e a quilha de chumbo foi aparafusada com sete parafusos de 15 mm a varengas em um soalho de kauri sólido de 100 por 100 mm laminado — uma estrutura que demonstra a robustez deliberadamente despretensiosa do barco. Os primeiros 50 cascos tinham conveses e camarotes de madeira e contraplacado; mais tarde, ficou disponível um camarote e convés em GRP com balsa, e esses barcos totalmente em GRP ganharam ligeiramente mais espaço interior porque Blundell alargou o molde do camarote. O próprio casco tem muita flutuabilidade com extremidades cheias, e o leme exterior e equilibrado pende de fêmeas na popa. Por volta de 1981, com 120 barcos vendidos, a Export Yachts comprou os direitos e os moldes de Blundell; apenas cerca de 18 barcos foram construídos na Nova Zelândia antes de os moldes originais se perderem num incêndio, e os moldes de substituição tiveram pouca utilização antes da liquidação da Export Yachts em 1987. Durante muitos anos, o design continuou na Austrália como o Cavalier 28, inicialmente uma cópia exata e, mais tarde, alongado para 30 pés com o leme movido para o interior. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
O Davidson 28 possui um aparelho à testa do mastro com mastro passante de tamanho conservador e, no seu desenho original, ostentava quatro velas de proa. Sob vela, tem um desempenho excelente, com uma manobrabilidade fácil e previsível, sem vícios de comportamento e mantendo-se rígido com vento forte. Os coeficientes de handicap dos clubes posicionam-no tipicamente ao lado de barcos com dois a quatro pés a mais, o que é um reflexo justo do seu potencial real de velocidade. O governo é leve e o barco é altamente manobrável, qualidades que se adequam ao seu leme compensado fora de bordo e ao perfil equilibrado. Jim Jones cruzou o Estreito de Bass três vezes no seu Davidson 28 sem dificuldade, o que constitui uma nota de campo útil sobre a sua compostura em alto-mar. (1)
Acomodações
O interior era invulgar para a Nova Zelândia naquela época: a cozinha estende-se ao longo de quase todo o lado de estibordo, com uma dinete a bombordo. As casas de banho situam-se num compartimento próprio à proa do mastro, e o pé-direito mantém-se constante nos 1,8 metros por toda a cabine. Essa disposição, combinada com a cabine ligeiramente mais larga nos barcos posteriores em fibra de vidro, confere ao casco de 28 pés uma sensação genuinamente espaçosa para um cruzeiro familiar da sua época. (1)
Problemas Conhecidos
Blundell afirmou que não existem pontos fracos no design quando construído de acordo com as especificações, exceto por falhas ocasionais no leme, que normalmente se deviam ao facto de os proprietários terem desviado-se dos desenhos de Davidson. A osmose associada à idade está agora a surgir após um historial inicial relativamente limpo. Os potenciais proprietários devem, portanto, analisar cuidadosamente a construção do leme em comparação com os planos originais e o gelcoat do casco abaixo da linha de água. (1)
Remodelações e Propriedade
Os motores eram tipicamente Bukh 10 ou similares, montados sob o poço. Nove barcos foram construídos de acordo com as especificações da MOT para a Rainbow Yacht Charters, e 16 foram vendidos antes mesmo do primeiro ser lançado — uma procura inicial que sublinha como o design encontrou o seu mercado entre proprietários de cruzeiro pragmáticos. Com cerca de 128 exemplares na Nova Zelândia e um longo período de produção australiano como Cavalier 28, a classe tem uma diversidade documentada de acabamentos de fábrica e amadores para avaliar. (1)
O Veredicto
O Davidson 28 é um veleiro de cruzeiro familiar anti-IOR construído especificamente para o efeito, que oferece mais desempenho do que o seu comprimento sugere e um interior espaçoso e prático. É rígido, previsível e manobrável, com uma estrutura de quilha robusta e uma linhagem de design clara. As ressalvas são poucas mas específicas: a integridade do leme depende da adesão aos desenhos dos apêndices da Davidson, e a osmose é uma preocupação emergente relacionada com a idade.
Prós
- Excelente desempenho à vela com manobrabilidade fácil e previsível, sem falhas estruturais
- Quilha de chumbo aparafusada a varengas em soalhos de kauri laminados sólidos
- Disposição invulgar e espaçosa com a cozinha a proa e pé-direito de 1,8 m
- Forte historial da classe na produção neozelandesa e australiana do Cavalier 28
Contras
- Falhas ocasionais no leme onde as construções do proprietário se desviaram dos desenhos
- Osmose associada à idade que começa agora a surgir
- Barcos maioritariamente acabados por amadores exigem uma inspeção individual cuidadosa





