Design e Construção
O Gallant 53 foi um dos primeiros veleiros de fibra de vidro construídos em série no mundo, laminado com casco e convés em fibra de vidro maciça por dois estaleiros de Poole que já desapareceram. A Tyler Boat Co. Ltd. foi fundada em 1958 por John Tyler; a Southern Ocean Shipyard Ltd. seguiu-se em 1964 sob a direção de John Illingworth, e ambas cessaram as operações no final da década de 1970 devido a dificuldades financeiras. O casco de van de Stadt possui 12 000 libras de lastro de chumbo para um deslocamento de 40 000 libras, uma relação de lastro de 30 % que, com uma linha de água de 38 pés e 9 polegadas e uma quilha de aleta de 7 pés e 4 polegadas, coloca o barco firmemente na classe dos sérios veleiros de cruzeiro de alto-mar, em vez do típico barco de fim de semana costeiro. Um leme de pala e aparelho sloop à testa do mastro ou ketch opcional completam o conjunto. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
Os proprietários e os registos da época descrevem o Express Crusader como um design van de Stadt muito bem equilibrado, e o historial comprova-o. Lesley Williams levou um Gallant 53 ao segundo lugar na Ostar de 1968, apenas três meses após o lançamento, e Naomi James emprestou mais tarde esse mesmo casco — cedido por Chay Blyth — para bater o recorde de Chichester, completando uma volta ao mundo em solitário em 272 dias em 1978. Um barco que pode ser navegado sozinho à volta do mundo e ainda assim classificar-se numa regata transatlântica não é apenas robusto; é inerentemente manobrável em navegação.
Acomodações
Foram oferecidas duas disposições de cabine com casaria: uma versão com poço central, com um camarote de popa maior e casa de banho privativa, e uma versão com poço à popa, com um camarote de popa mais pequeno e casa de banho independente. A disposição com poço central oferece lugares para dormir para seis pessoas através de um beliche duplo no camarote de popa, um par de sofás-beliche no salão e dois beliches individuais a proa. O barco com poço à popa permite um beliche duplo ou dois individuais a popa e dois individuais ou um duplo a proa, totalizando novamente seis pessoas. Alguns cascos foram concluídos como ketches em vez de sloops, proporcionando aos proprietários um plano de velas dividido mais adequado para navegar com tripulação reduzida nos ventos alísios.
Problemas Conhecidos
A única falha documentada de equipamento diz respeito ao piloto automático original. O Express Crusader navegou com um piloto de vento Sailomat de primeira geração e, durante a circum-navegação em solitário, Naomi James partiu cerca de sete das suas pás do leme montadas na popa no total. Em vez disso, sete dos 22 construídos foram equipados com um Windpilot Pacific, sugerindo que a classe já tinha começado a migrar para um piloto de vento mais robusto.
O Veredicto
O Gallant 53 é um veleiro clássico com um historial de navegação em alto-mar comprovado que poucos barcos de produção do seu tamanho conseguem igualar. Os números reduzidos e o encerramento dos estaleiros tornam qualquer exemplar numa proposta de propriedade exigente, mas o próprio design é um casco de alto-mar da van de Stadt amplamente testado.
Prós
- Historial comprovado de circum-navegação em solitário e de regatas Ostar
- Construção inicial em fibra de vidro em série por estaleiros consagrados de Poole
- Casco bem equilibrado com uma relação lastro-deslocamento robusta e configuração de quilha de aleta ou retrátil
- Disposições de poço central e à popa, além de opções de aparelho sloop ou ketch
Contras
- Apenas 22 construídos; ambos os estaleiros originais cessaram a atividade no final dos anos 70
- Sistema de piloto automático de vento de primeira geração (Sailomat) propenso à perda da pala do leme








