Design e Linhagem
O 370 e o 360 partilham o mesmo casco; o barco mais recente foi alargado em 10 centímetros e elevado em 7 centímetros ao longo de toda a borda livre, o que aumentou o pé-direito da cabine na mesma medida e abriu uma sensação percetível de volume no interior. O estaleiro descreveu o 370 como melhorado em vários pontos em relação ao 360, mantendo-se um clássico Wasa — um veleiro de cruzeiro familiar rápido, construído para passagens confortáveis e, ao mesmo tempo, um barco de regata ágil para competições de clube. Leif Ängermark desenhou o projeto em meados dos anos 80, e o estaleiro sueco Wasa Yachts construiu-o. (1)
Construção
Os cascos do Wasa 370 são de fibra de vidro laminada manualmente com um convés em fibra de vidro e, como outros barcos da Wasa após o 55, o 370 é moldado de uma só peça sem uma junta na linha de crujamento. Esta estrutura de uma única vez confere uma resistência marcadamente maior contra os impactos de encalhes e outras cargas severas. O laminado do fundo é excecionalmente espesso, com cerca de 40 mm de plástico reforçado com fibra de vidro maciço; barcos modernos comparáveis deste tamanho podem ter no máximo 12 mm. Por volta da metade do período de produção, a disposição do poço foi alterada, e o chefe de construção explicou que o soalho foi elevado e as braçolas foram subidas para que os beliches embutidos sob o piso do poço pudessem ser alargados através da adição de uma antepara central. (1)
Aparelho e Desempenho
O 370 possui um aparelho sloop fracionado com uma quilha de aleta de chumbo. O calado total com lastro situa-se entre os 1,95 e os 2,04 metros, o que limita a sua utilização a marinas maiores. A velocidade teórica de casco para deslocamento é de 7,3 nós, com um máximo calculado próximo dos 6,5; o coeficiente de capotagem é de 1,88 e o coeficiente de conforto é de 24,1. Uma relação deslocamento-comprimento de 199 coloca-o entre os velejadores de regata moderados, enquanto uma relação área vélica-deslocamento de 18,3 na vela de referência — 21,3 com uma genoa de 135 % — e um desempenho de velocidade relativa de 73 descrevem um casco vivo e muito reativo ao vento. A superfície molhada do fundo é de cerca de 35,3 metros quadrados, e a taxa de imersão próxima das 500 kg por polegada reflete um casco robusto de 11 000 libras que suporta 4630 libras de lastro de chumbo.
Acomodações
O interior é em teca, coerente com a maioria dos veleiros do período. A borda livre elevada e o casco mais comprido melhoraram diretamente o pé-direito e a sensação de espaço no interior. Quando o poço foi remodelado a meio da produção, o camarote de popa ganhou beliches mais largos e espaçosos e um beliche de guarda-mancebo maior, uma mudança motivada pelo soalho elevado e pela antepara central adicional sob o poço.
O Veredicto
O Wasa 370 é uma evolução bem pensada de um veleiro de cruzeiro-regata escandinavo comprovado: um casco de uma só peça com uma espessura do fundo invulgar, um molde de convés elevado e alargado para um pé-direito genuíno, e um aparelho que recompensa a navegação. É um barco para proprietários que querem o caráter autêntico da Wasa sem o minimalismo absoluto do anterior 360.
Prós
- Moldagem de casco de uma só peça sem junta central para maior resistência sob cargas de encalhe
- Apoio do fundo laminado maciço de aproximadamente 40 mm em comparação com a prática moderna muito mais fina
- A borda livre elevada e o alongamento do casco de 10 cm proporcionam um pé-direito real e beliches de popa mais espaçosos
- Sloop fracionado com quilha de aleta de chumbo e relações de área vélica adequadas a um cruzeiro dinâmico
Contras
- O calado próximo dos 6,4–6,7 pés restringe-o às entradas das principais marinas
- Os coeficientes de deslocamento e de conforto colocam-no firmemente no território dos veleiros de regata moderados, e não num casco suave para navegar a motor





