Design e Construção
O casco do VX One é um estudo de agressividade controlada. Ao escrever na análise do VX One Design, um velejador de teste descreveu uma vela grande de cabeça quadrada, borda livre baixa, uma proa vertical fina e uma popa larga com uma quina viva que suaviza à medida que avança ao longo da linha de borda do casco. Essa quina não é apenas estética: o barco desenvolve o máximo momento de restauração e potência a partir da forma do seu casco quando adorna ligeiramente sobre ela em velocidade nas ondas. A própria estrutura utiliza tecido de fibra de vidro E-biaxial infundido com resina vinilester de ambos os lados de um núcleo de espuma Divinicell, com componentes colados entre si usando um adesivo estrutural que se torna quimicamente parte do conjunto. A quilha é uma quilha de aleta de alumínio extrudido e anodizado, construída para reter a forma e garantir durabilidade, carregando um bolbo de chumbo por baixo; o leme é um perfil de alta performance em carbono e vidro. Na água, o bolbo de lastro endireitava o barco após uma orçada extremada tipo capotagem, com as cruzetas a manterem-se logo acima das ondas. (1)
Aparelho e Manobra
A filosofia de aparelho da Bennett é KISS — keep it simple — e o barco transmite isso bem. Um mastro de carbono com revestimento transparente, uma retranca e uma roda de proa do gennaker são combinados com um GNAV, um burro acima da retranca que deixa à tripulação uma passagem desimpedida pelo barco durante as viradas por avante e cambadas em popa. A buja auto-virante funciona num carril radial Harken com enrolador embutido, e um barber hauler permite à tripulação mudar de pano em diferentes estados de mar; tanto a escota da buja como o cabo do barber hauler saem de um único punho giratório duplo sob o convés de proa. Uma escota da grande em estilo skiff vem diretamente da retranca, e existe uma modificação para montagem no soalho, embora a maioria das tripulações opte pela montagem na retranca. À popa, um lançador de gennaker de boca larga e um sistema de recolha de adriça de cabo único tornam o uso do spinnaker assimétrico acessível, e o túnel do spinnaker é generoso o suficiente para facilitar os lançamentos e recolhas numa vela de dois painéis. A análise do VX One registou que o veleiro ganhava vida com ventos de 12–16 nós com rajadas até 18, atingindo facilmente 16 nós à popa, e um protótipo anterior registou 13 nós num GPS antes de uma reação lenta a uma rajada encerrar a prova. (2)
Acomodações e Poço
Não existe cabine no sentido tradicional — o VX One é um barco aberto — mas o poço está cuidadosamente disposto. É simples e desimpedido, com arrumação para equipamento de dia e mantimentos, além de espaço sob o convés para armazenar a âncora de pala. Os conveses laterais são confortáveis para fazer prancha, e os pés encaixam-se sob as cintas de prancha; os velejadores que o testaram referiram que continuavam a sentir os pés mesmo após uma longa bolina apertada. O poço largo, raso e aberto suporta as tiras de apoio para os pés e alguns cabos de manobra, e é possível navegar nele sem ter de fazer prancha como se fosse um medalhista de ouro olímpico. (2)
Propriedade e Estrutura da Classe
A classe acolhe todos os velejadores sem restrições de armador-piloto e sem programas profissionais pagos neste nível. Cerca de 100 barcos foram construídos sob regras estritas de monotipo quando começou a expansão europeia, com o primeiro lançado nos EUA em 2012. A quilha retrátil eleva-se na adriça principal, pelo que o barco é transportado num atrelado combo atrás de um carro de passageiros normal e é içado através de um sistema de elevação de ponto único. Foi proposta uma versão ligeiramente mais leve para velejadores mais fracos ou recém-chegados, e foi concebida uma variante com motor turbocomprimido, perdendo o bolbo e adicionando trapézios e um spinnaker à testa do mastro, mas esta não se tornou o modelo padrão. (2)
O Veredicto
O VX One consegue o que é raro: ser um veleiro de quilha genuinamente de alta performance que velejadores comuns podem manter a navegar com força sem se esgotarem. O seu casco com quina viva, a simplicidade do carbono e a estabilidade tolerante tornam-no um apelativo barco para regatas de clube e um daysailer surpreendentemente divertido.
Prós
- O casco de quina gera potência real e momento de endireitamento quando adornado à velocidade
- O GNAV e a buja auto-virante mantêm o poço desimpedido e fácil de circular
- Transportável por atrelado, elevação em ponto único e manuseamento acessível do spinnaker assimétrico
- Classe monotipo sem programas profissionais e aberta a todos os pesos de tripulação
Contras
- O poço aberto significa que não há alojamento protegido
- As fontes divergem quanto aos valores de deslocamento e calado em toda a documentação
- A escota da grande fora da retranca, ao estilo de um skiff, exige tempo para se habituar por parte de algumas tripulações









