Design e Construção
Turner desenhou o 525 como um sloop fracionado com aparelho bermudiano, uma roda de proa inclinada para a ré e um espelho de popa invertido, construído predominantemente em fibra de vidro com acabamentos em madeira sobre um casco e convés de fibra de vidro maciça. O leme de pala montado internamente é controlado por uma cana do leme, e a quilha de aleta fixa tem um calado de 4,25 pés com a quilha padrão. Desloca 2400 libras e transporta 950 libras de lastro de chumbo, uma cifra que lhe confere uma relação lastro-deslocamento de cerca de 39 % segundo os números divulgados pelo estaleiro e uma carga de lastro comparativamente elevada para designs semelhantes. A boca de 9,33 pés e a linha de água de 18,5 pés contribuem para uma velocidade de casco de 5,76 nós. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
O aparelho fracionado tem uma área vélica total de cerca de 261 pés quadrados, dividida entre uma vela grande de 145 pés quadrados e uma buja ou genoa de 116 pés quadrados, podendo o design ser equipado com um spinnaker simétrico de 209 pés quadrados para navegar à popa. As comparações da época classificam-na como significativamente sobredimensionada em relação a veleiros semelhantes, o que reflete a sua intenção de regata de uma tonelada e quarto, em detrimento da suavidade de cruzeiro. No campo de regatas, apresenta um handicap PHRF típico de 186. O pequeno motor fora de bordo normalmente instalado serve para atracação e manobras, e não para propulsão, mantendo o leme de pala com cana do leme e a quilha de aleta como os elementos dominantes de manobrabilidade. (2)
Acomodações
No interior, o 525 acomoda quatro pessoas: um camarote de proa em V duplo ocupa a cabine de proa, com a casa de banho centralizada por baixo, enquanto dois beliches do salão retos alinham na cabine principal. A cozinha está dividida para ambos os lados da escada do tambucho, uma disposição compacta que se adequa a regatas em fins de semana e cruzeiros mínimos, sem pretender ser um cruzeiro familiar. O interior é um espaço funcional de regata-cruzeiro, não uma cabine volumosa, e os acabamentos em madeira são o único calor contra a fibra de vidro.
Propriedade e Suporte da Classe
Um clube de classe ativo, a Santana 525 One Design Class Association, organiza eventos de regata, e a maior frota é registada em Kelowna, British Columbia, Canadá. Com a produção encerrada desde 1982, a população de 261 barcos é fixa, e a continuidade do monotipo mantém as peças e o conhecimento de afinação dentro da comunidade de proprietários.
O Veredicto
O Santana 525 é um veleiro de regata-cruzeiro de 250 toneladas construído especificamente para o efeito, que recompensa o velejador que procura regatas de monotipos num veleiro de quilha sem as pretensões de conforto de cruzeiro. A sua elevada relação lastro-deslocamento, aparelho sloop fracionado sobredimensionado e estrutura ativa da classe tornam-no um competidor credível em clubes, enquanto o interior compacto com quatro beliches permite pernoitas ocasionais.
Prós
- Herança da classe monotipo e IOR Quarter Ton com regatas de classe ativas
- Elevada relação lastro-deslocamento e aparelho sobredimensionado para um veleiro de regata de 24 pés
- Leme de pala com cauda do leme e quilha de aleta para um governo reativo
Contras
- Acomodações mínimas para cruzeiro com sanita sob o camarote de proa em V
- Motor fora de bordo pequeno apenas; sem propulsão interior
- Fora de produção desde 1982, com uma população fixa de 261 barcos







