Design e Construção
O desenho de Stephens confere ao Impala 35 uma quilha de aleta semi-corrida que se estende até um leme sobre skeg, uma combinação que alia a segurança direcional à capacidade de manter pano com mar formado. O casco apresenta linhas de água bastante pronunciadas e um perfil da casaria mais marcado do que o do S&S 34, do qual deriva, sendo este o indicador visual para o seu volume de cabine ampliado. Como o primeiro casco em fibra de vidro do seu estaleiro, o Impala estabeleceu o estilo de produção do cantiere em fibra maciça em vez de laminado com alma, com lastro de chumbo de 2,59 toneladas para um deslocamento de 6,34 toneladas — uma relação lastro-deslocamento de 40 % que explica grande parte da sua estabilidade. O motor situa-se sob a escotilha, com o veio a sair a meio comprimento entre a quilha e o skeg, uma alteração de disposição face ao posicionamento do pé do mastro no S&S 34 que liberta a linha de crujamento do salão.
Aparelho e Manobrabilidade
Aparelhado como um sloop com aparelho à testa do mastro e uma área vélica de 47,94 metros quadrados, o Impala 35 carrega pano suficiente para que a sua linha de água de 7,80 metros se sinta viva, sem estar sobrecarregado para passagens de alto-mar com tripulação reduzida. O seu grande deslocamento é a fonte de uma notável estabilidade de rumo, o tipo de característica que permite a um timoneiro confiar que o barco manterá o rumo através de mar cruzado confuso. O calado de 1,83 metros e a boca de 3,08 metros dão-lhe uma base firme no mar, e o leme sobre skeg mantém a autoridade de governo quando o casco é pressionado. Estes são os alicerces de um design descrito desde o início como construído para o alto-mar e não para o rumo de balizas.
Acomodações
No interior, o Impala 35 segue a disposição clássica do final dos anos 1960 e 1970: um beliche de popa ocupa o lado de bombordo a popa do tambucho, imediatamente a proa de uma mesa de cartas dedicada para que o navegador trabalhe perto da linha de rota do leme. A estibordo situa-se a cozinha, deixando a dinete central com sofás-beliche e uma mesa central que se convertem em beliches adicionais. A proa, um camarote de proa em V completa as opções de dormir para três pessoas, além da dinete em dois camarotes. A disposição é compacta mas funcional — cada posto ganha o seu espaço, e a proximidade da mesa de cartas com o beliche de popa adequa-se a um barco destinado a fazer travessias e não ao lazer no cais.
O Veredicto
O Impala 35 é um sloop de alto-mar desenhado por Stephens que traduziu o comprovado S&S 34 num veleiro de 10 metros em fibra de vidro mais espaçoso, com um comportamento no mar mais estável e um interior mais útil. O seu resultado no concurso Ostar e a aceitação do mercado confirmam um design que superou as expectativas para o seu comprimento. Os compromissos são os da sua época: um número reduzido de camarotes e um perfil que privilegia a funcionalidade em detrimento dos volumes em plano aberto que os compradores posteriores passaram a esperar.
Prós
- Pedigree da Olin Stephens com competência documentada em regatas oceânicas em solitário
- Elevada estabilidade de rumo graças a um deslocamento de lastro de chumbo de 40 por cento
- Leme sobre skeg e quilha de aleta semi-curta para segurança ao leme no alto-mar
- Disposição de passagem construída especificamente para o efeito, com beliche de popa e mesa de cartas adjacente
Contras
- Apenas dois camarotes e três beliches, além da dinete, limitam a capacidade de convidados
- O perfil alargado da casaria é uma desviacao que alguns podem interpretar como menos elegante do que o S&S 34






