Design e Construção
Frers desenhou um casco moderno com uma roda de proa inclinada, espelho de popa elevado e uma quilha de aleta que suporta lastro de chumbo externo, combinado com um leme de pala semibalanceado descrito por um crítico como parte de uma âncora de perfil subaquático profundamente contemporânea. O barco é construído predominantemente em fibra de vidro com núcleos de balsa tanto no convés como no casco, acabados por fora e por dentro com teca; o interior é predominantemente em teca com acabamentos em pinho envernizado. A construção da Hinterhoeller seguiu o método típico do estaleiro para este projeto: um casco de fibra de vidro frequentemente com núcleo de balsa, com lastro de chumbo externo aparafusado a um poço reforçado. Os primeiros 50 cascos equipavam-se com um motor interior a diesel Volvo de 13 cavalos com transmissão saildrive, enquanto os barcos mais recentes passaram para um motor Westerbeke v-drive de 22 cavalos — um detalhe da época de propriedade que vale a pena notar em qualquer vistoria, uma vez que as duas configurações de propulsão não são intercambiáveis. (1)
Aparelho e Manobra
O Niagara 31 é um sloop com aparelho à testa do mastro — o que as especificações da época também descrevem como aparelho bermudiano — com um mastro alto cujo triângulo de proa não é excessivamente grande, pelo que a manobra da vela de proa é reduzida em relação a muitos sloops comparáveis. As escotas da genoa estão em carris ligados a dois molinetes montados na braçola, um molinete no teto da casaria cuida das adriças, e outros molinetes são usados para rizar, enquanto uma escota da grande de 4:1 montada a meio do poço e um sistema de cunningham, cabo do punho da esteira e burro da retranca completam o conjunto de controlos. Com 492 pés quadrados de área vélica e uma relação área vélica-deslocamento de 19,68, a revista Practical Sailor concluiu que o 31 se destaca no desempenho e se comporta bem com ventos fracos graças ao seu grande aparelho de sloop. Os proprietários relatam que navega excecionalmente bem em todos os rumos — estável, bem equilibrado e rápido — e o proprietário de um modelo de 1993 afirmou que ultrapassará na velocidade a maioria dos veleiros de cruzeiro-regata. A sua média PHRF de 156 e o Portsmouth Yardstick de 84,0 colocam-no à frente do Aloha 32 (171) na convenção de que o número mais baixo significa maior velocidade. O compromisso apontado por Michael McGoldrick é a suavidade: é um pouco mais mole do que a maioria dos barcos de cruzeiro do seu tamanho, e o mesmo grande aparelho faz com que a maioria dos proprietários diga que é necessário rizar cerca de 15 nós, com quase todos a concordar que o rizo chega mais cedo do que nos veleiros de cruzeiro mais pesados. (1)
Acomodações
No interior, o Niagara 31 apresenta um espaço focado em cruzeiro-regata em vez de priorizar o volume. A cozinha situa-se a estibordo, ao pé do tambucho, e inclui um fogão a gás propano de dois bicos; a geleira fica oposta, a bombordo, na parte de popa da mesa de cartas, cujo assento e mesa se guardam quando não estão em uso. A casa de banho fica a proa, logo a popa do camarote de proa em V, separada dos camarotes principal e de proa por portas dobráveis, e está equipada com uma ducha sobre uma grelha de teca. As camas disponíveis incluem o beliche de proa e dois beliches do salão (sofá-beliche), sendo o de bombordo um beliche duplo. A ventilação provém de duas escotilhas translúcidas — a de proa e a do salão — e, dos seis vigias, quatro são fixos e dois são de abrir. Um proprietário resumiu-a como um veleiro técnico de cruzeiro-regata, pouco adequado para principiantes, o que se alinha com a disposição e o aparelho orientados para a performance.
O Veredicto
O Niagara 31 é um pequeno design de Frers de produção limitada que proporciona o ritmo de um veleiro de regata-cruzeiro sem abdicar do alojamento para cruzeiro. O seu desempenho com ventos fracos e o seu equilíbrio são pontos fortes genuínos, mas o casco mole e o limite precoce para rizar exigem uma condução atenta. Com apenas 100 unidades construídas e uma configuração de motor dividida ao longo da produção, a identificação cuidadosa do número de casco e da transmissão é mais importante do que o habitual.
Prós
- O grande aparelho sloop à testa do mastro com 492 pés quadrados de área vélica proporciona um forte desempenho com ventos fracos
- Interior de cruzeiro bem equilibrado, rápido e que supera em rendimento muitos veleiros de regata-cruzeiro, segundo relatos de proprietários
- Interior de cruzeiro focado, com mesa de cartas recolhível e casa de banho a proa com duche
Contras
- Mole em relação à maioria dos veleiros de cruzeiro do seu tamanho; necessita de rizar com cerca de 15 nós
- Apenas 100 unidades construídas; os cascos iniciais utilizam saildrive Volvo, os posteriores v-drive Westerbeke — dois sistemas diferentes
- O proprietário descreve-a como um barco técnico, não para principiantes









