Design e Construção
O casco e o convés são em sanduíche de espuma e fibra de vidro (GRP), laminados por infusão a vácuo com um gelcoat isotálico e uma camada de barreira de viniléster, enquanto o casco em GRP laminado à mão apresenta um convés moldado em PU com efeito teca. A revista Yachting World descreveu-o como uma máquina de cruzeiro sensacional de qualidade de construção formidável, abençoada com linhas vistosas e potentes, engenharia premiada e uma rica carpintaria. O convés é invulgarmente limpo e completamente desimpedido a proa do mastro, uma disposição que Frers usou para dar ao veleiro uma aparência elegante e desimpedida, apoiando ao mesmo tempo uma manobra de velas sem esforço. A construção demora quase um ano e meio — cinco meses para o casco e o convés, onze para o interior — e a tripulação de quase 200 pessoas do estaleiro constrói cada um deles na Hallberg-Rassy. Oito vigias no casco e janelas do salão com quase dois metros de largura inundam um interior de um único nível da proa à popa com luz natural; uma pessoa de altura normal mantém-se direita através das grandes vigias do salão. (1)
Aparelho e Manobra
O pushButtonSailing permite que uma tripulação familiar gere o barco, com molinetes, enroladores, burro da retranca e estai de popa operados hidraulicamente, além de tensão hidráulica opcional nas adriças. O aparelho padrão em alumínio Seldén de três cruzetas transporta o maior sistema de enrolador no mastro que a Seldén oferece, e a opção de mastro em fibra de carbono poupa 300 quilos com altura igual. No teste descrito na revista Yachting World, reduzir a área vélica era um simples pressionar de botão quando as condições se tornavam difíceis, e o veleiro mantinha um ângulo de adorno consistente, moderado e gerível, com o comprimento e peso necessários para devorar milhas, particularmente a um largo. De bolina, mantém-se agradavelmente rígido a cerca de 20 graus graças a uma relação lastro-deslocamento de 37 por cento e à forma larga, registando os testadores velocidades de dois dígitos com facilidade. Um burro hidráulico substitui o carro da escota, e os sensores de carga enviam dados de afinação para um visor de governo com limites predefinidos que evitam danos acidentais. (1)
Acomodações
A disposição padrão de quatro camarotes e quatro casas de banho oferece lugares para dormir entre oito e dez pessoas, com um camarote VIP à proa que disponibiliza uma cama ilha ou em V, toucador e escotilha dupla. O camarote do armador a popa abrange quase 20 pés de boca. As opções interiores incluem um roupeiro, um camarote para tripulante, camarotes VIP para convidados ou um quinto beliche Pullman no lugar do roupeiro. O salão possui duas poltronas e uma mesa compacta para seis pessoas, enquanto a refrigeração está dividida em seis unidades e a casa das máquinas — acessível a pé a partir do corredor de popa — é grande, bem isolada acústica e facilmente manutenível. Uma casa de banho de dia com cacifo para equipamento húmido situa-se no corredor, e o interior revestido a madeira, com aquecimento central, utiliza acabamentos em marcenaria acetinada com fechos circulares e estofos azuis.
Desempenho a Motor e à Vela
O motor Volvo Penta D6-300 de seis cilindros de 300 cv entrega 790 newtons-metro a 2.100 rpm através de uma transmissão hidráulica por veio e hélice Gori com sobre-rotação; a 1.500 rpm, o veleiro navega a motor acima dos 8 nós, e a 2.000 rpm atinge os 9,5. Com 2.300 litros de diesel, percorre cerca de 1.600 milhas sem reabastecer a baixa velocidade. À vela, a revista Yachting World registou uma elegância e graça no seu adornar, mantendo-se uma velocidade de casco de dois dígitos dia e noite quando o vento o permitia. Os testadores bolinaram entre 9 e 9,5 nós contra as vagas e arribaram a menos de 90 graus; os dois lemes oferecem um bom retorno de informação, embora tenha sido registado algum abatimento para barlavento. (1)
Problemas Conhecidos
O primeiro casco de série apresentou alguma folga no sistema de governo de duplo leme, e num barco de teste os avaliadores notaram uma pequena folga na longa ligação do leme de cana. Um sensor de vento congelou completamente durante o mesmo teste. O beliche do camarote de estibordo é demasiado estreito e a disposição não é ideal para o uso do timoneiro e da tripulação — opções como um camarote de proa separado ou um beliche a meia-nau resolvem isto parcialmente. O processo de arranque da bomba de água doce revelou-se surpreendentemente ruidoso. (2)
O Veredicto
O Hallberg-Rassy 69 destila a evolução de oitenta anos do estaleiro num veleiro oceânico de 50 toneladas que uma família pode manobrar, mas que também se pode equipar para tripulação privada. Possui uma certificação CE Categoria A, uma velocidade de casco de 10,8 nós e autonomias diárias de 250 milhas que tornam a escala funcional em vez de ostensiva.
Prós
- Maior e melhor veleiro que a Hallberg-Rassy já construiu; capacidade oceânica ilimitada CE A
- Tripulação familiar via PushButtonSailing com aparelho hidráulico e afinação por sensores de carga
- Construção formidável em infusão a vácuo com carpintaria rica e convés nivelado
- Casa das máquinas isolada acústicamente onde se pode entrar; gerador de 17,5 kW e dessalinizador de 454 l/h de série
Contras
- Beliche de estibordo demasiado estreito; disposição pouco prática com timoneiro/costume contratados
- Ligeiro folga no leme observado nos primeiros cascos; ruído elevado na bomba de água primária
- Não é ideal para operação com tripulação em regime de charter








