Farr X2 — análise, ficha técnica e anúncios

Desenho aproximado

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LOA
30.15' · 9.19 m

O Farr X2 começou a sua vida como um projeto de performance de 30 pés concebido na Austrália, e desde então iniciouse a produção em série deste veleiro de 10 metros. Foi desenhado como um veleiro de regata de purosangue com velocidade absoluta em mente, mas o caderno de encargos do projeto exigia também um veleiro de alto desempenho para navegação em altomar com tripulação reduzida, que fosse potente, divertido e fácil de manobrar. Este duplo caráter — velocidade intransigente aliada a uma operação solitária ou em dupla muito gerível — está no cerne daquilo que o barco é.

Medidas

Dimensões 01

Comprimento total (LOA)
30,15 ft
Comprimento no convés
Comprimento na linha de água (LWL)
Boca
12,17 ft
Calado
Pé-direito máximo
Calado aéreo

Construção e casco 02

Construção
Tipo de casco
Tipo de quilha
Lastro
Deslocamento
Capacidade de água
Capacidade de combustível

Aparelho e velas 03

Tipo de aparelho
Gratil da vela grande
Pujame da vela grande
Altura do triângulo de proa
Base do triângulo de proa
Comprimento do estai (estimado)
Área vélica

Cálculos 04

Relação área vélica-deslocamento
Relação lastro-deslocamento
Relação deslocamento-comprimento
Coeficiente de conforto
Coeficiente de capotagem
Velocidade de casco

Design e Construção

O X2 apresenta-se como um veleiro de regata com um design inteligente e uma disposição ergonómica do convés bem pensada, o tipo de arranjo que permite a uma tripulação reduzida mover-se de forma eficiente sem movimentos desnecessários. No interior, o foco foi a utilização do espaço para criar um acabamento confortável mas leve, um interior que privilegia a usabilidade e a baixa massa em detrimento do luxo de cruzeiro. O design original da quilha utilizava dois parafusos de quilha A4-80 cravados na aleta, uma configuração que não sobreviveu intacta ao historial de serviço inicial do barco.

Aparelho e Manobrabilidade

O plano de velas permite uma redução fácil da área vélica para gerir condições mais duras, uma característica fundamental para um velejador de regata oceânica que deve lidar com o aumento do vento sem uma tripulação completa na regala. De bolina, o barco é equilibrado e tem um excelente comportamento; o casco apoia-se perfeitamente na quina e mantém bem o rumo quando adorna. O design foi sempre pensado para ser bolinado cedo, garantindo que o veleiro navega de acordo com as suas especificações técnicas, sendo que a relação peso-potência, de longe a mais otimizada, lhe confere muita potência em condições mais leves. Com vento portante, a personalidade muda: assim que se folgam as escotas, o barco ganha vida, e a percentagem de desempenho aumenta a cada grau de afastamento do VMG à bolina. Em alguns casos, o barco pode facilmente ser 2 nós mais rápido e navegar mais fundo do que os rivais a qualquer momento, conseguindo manter-se à altura do SunFast 3300, que é mais comprido mas mais pesado.

Acomodações

O programa de design para o interior concentrou-se em como utilizar o volume para manter a cabine funcional e com baixa massa. Não se trata do interior de um cruzeiro volumoso, mas sim de um espaço orientado para a regata que mantém o peso reduzido, proporcionando ainda assim à tripulação um local habitável para as etapas em alto-mar. A leveza do acabamento reforça a vantagem de relação peso-potência que define a plataforma.

Problemas Conhecidos

O primeiro casco foi totalmente perdido devido a uma falha na quilha, um evento suficientemente grave para destruir o barco. Os projetistas determinaram que não se tratou de uma falha no compósito, mas sim de um problema com a própria fixação. Aquela quilha de aleta inicial era segurada por um par de parafusos A4-80 passados através do casco até à quilha, um sistema posteriormente abandonado quando o sistema de fixação da quilha foi completamente redesenhado. Atualmente, a quilha é fixada por duas cabeças de parafuso A4-80 que saem para dentro do barco e são trancadas com porcas A4-80, complementadas por um sistema de bloqueio de porca para evitar qualquer desenroscamento. O casco n.º 2 em São Francisco foi completamente equipado com o novo sistema, pelo que a correção estrutural foi aplicada tanto aos barcos existentes como às novas construções. (1)

Remodelações e Propriedade

Como a fixação da quilha foi reprojetada após a perda do casco n.º 1, qualquer proprietário que considere um exemplar antigo deve verificar qual o sistema instalado. A via de adaptação provou ser viável — o casco n.º 2 adotou na totalidade a nova configuração de parafusos e porcas. O barco é um veleiro de regata de alto-mar totalmente equipado, com apenas o melhor equipamento a bordo para garantir o melhor tempo na água, o que significa que um exemplar bem mantido chega já com ferragens sérias instaladas.

O Veredicto

O Farr X2 é um veleiro de regata oceânica focado que proporciona uma velocidade genuína sem exigir multidões no convés. O seu interior leve e inteligente, aliado ao convés ergonómico, torna viável a navegação com tripulação reduzida, e a nova ligação da quilha resolveu a única catástrofe estrutural na história deste tipo de barco. Face a um contemporâneo mais pesado como o SunFast 3300, troca comprimento por vivacidade e potência.

Prós

  • Elevada relação peso-potência com forte desempenho com ventos fracos
  • Equilibrado, mantém bem o rumo na quina e acelera rapidamente a navegar a favor do vento
  • Disposição de convés ergonómica, adequada para navegação de alto-mar com tripulação reduzida
  • Ligação casco-quilha redesenhada e comprovada através de uma atualização pós-perda do casco n.º 1

Contras

  • Os primeiros cascos podem ainda conservar a falha na fixação original da quilha aparafusada
  • O interior leve de regata limita o conforto em cruzeiro
  • O casco n.º 1, considerado irrecuperável, demonstra que o sistema de quilha inicialmente não era seguro

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