Corsair Cruze 970 — análise, ficha técnica e anúncios

Ian Farrier/Corsair Design Team·2012·Corsair Marine
Desenho aproximado

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Tipo de casco
Trimarã · bolina de sabre
Aparelho
Sloop fracionado
LOA
31.82' · 9.7 m
Desloc.
4.808 lbs · 2.181 kg
Primeiro ano
2012

O Corsair Cruze 970 é um trimarã desportivo, dobrável e transportável por atrelado que substitui o anterior Corsair 31, reformulando a fórmula de formas que importam mais do que o número do modelo sugere. Onde o 31 já era um veleiro de cruzeiro dobrável capaz, o 970 aumenta o comprimento dos apêndices, afina as proas e suaviza a inclinação do lançamento para adicionar 20 % mais flutuabilidade, mantendo a boca praticamente a mesma, resultando numa plataforma mais estável sem aumentar a pegada no atrelado. Estas não são mudanças estéticas; alteram o comportamento do barco tanto em velocidade como fundeado.

Medidas

Dimensões 01

Comprimento total (LOA)
31,82 ft
Comprimento no convés
31,83 ft
Comprimento na linha de água (LWL)
31 ft
Boca
22,57 ft
Calado
6,89 ft
Pé-direito máximo
Calado aéreo
44,95 ft

Construção e casco 02

Construção
Fibra de vidro (núcleo de espuma de PVC)
Tipo de casco
Trimarã
Tipo de quilha
Bolina de sabre
Lastro
Deslocamento
4.808 lbs
Capacidade de água
40 gal
Capacidade de combustível

Aparelho e velas 03

Tipo de aparelho
Sloop fracionado
Gratil da vela grande
Pujame da vela grande
Altura do triângulo de proa
Base do triângulo de proa
Comprimento do estai (estimado)
Área vélica
567,25 sqft

Cálculos 04

Relação área vélica-deslocamento
31,86
Relação lastro-deslocamento
Relação deslocamento-comprimento
72,05
Coeficiente de conforto
3,75
Coeficiente de capotagem
5,35
Velocidade de casco
7,46 kn

Design e Construção

A Corsair construiu o 970 numa única fábrica no Vietname, aplicando técnicas de construção cuidadosas, incluindo infusão em saco a vácuo, e os críticos da época consideraram a qualidade de construção bastante boa — melhor do que os 31s construídos na Califórnia numa única fábrica no Vietname. A empresa apoia a estrutura com uma garantia de cinco anos e transmite as garantias dos fabricantes sobre as ferragens instaladas. O casco e o convés são de fibra de vidro com um núcleo de espuma de PVC, e os mecanismos de dobragem que recolhem as alas para o interior para transporte em atrelado foram mantidos, bem refinados, das versões anteriores em vez de serem reinventados. Note-se que a Corsair adicionou mais mobiliário na cabine, mas manteve o peso igual ao do 31, uma manobra que se traduz em maior habitabilidade sem penalizar o desempenho. (1)

Aparelho e Manobrabilidade

O 970 troca os foils do 31 por outros muito mais finos e de maior relação de aspeto, otimizados para velocidades na casa dos 15 nós ou mais, e o barco atingirá rotineiramente velocidades de dois dígitos, demonstrando o que se sente com foils de maior aspeto a mais de 20 nós. Com vento fraco, velejadores de teste que utilizavam um screacher com 8 a 10 nós registaram 6,6 nós logo acima de 60 graus de vento aparente, tendo depois subido para 7,6. Os proprietários relatam que a buja de pala permite ganhar 15 graus a mais de capacidade de bolinar. Com um mastro de 44,95 pés e um aparelho sloop fracionado num trimarã de 31,82 pés, a flutuabilidade adicional da plataforma e os longos amas mantêm-no plano e estável onde o antecessor teria sido mole. (1)

Acomodações

O 970 aproveita magistralmente o espaço tanto para uma cabine de popa como para uma disposição com poço à popa, e a cabine ganha pé-direito em relação ao 31. Escrevendo na Cruising World, o crítico elogiou dois bancos de parque muito confortáveis no poço, uma disposição que transforma a boca larga num espaço útil para relaxar e governar, em vez de um simples trecho de trampolim vazio. O pé-direito ganho em relação ao 31 e a combinação com poço de popa dão ao barco uma verdadeira sensação de cruzeiro de fim de semana, preservando ao mesmo tempo a área de circulação livre sobre os trampolins que apenas um trimarã permite.

Motorização e Transporte em Atrelado

O 970 não oferece opção de motor interior; o barco testado transportava um motor fora de bordo Yamaha de 9,9 cavalos no espelho de popa, com um braço de governo na cana do leme e controlos remotos do motor no poço. Isso mantém o casco simples e o peso reduzido. As boias dobram-se para dentro para transporte em atrelado e, com a bolina de sabre recolhida, o barco pode assentar num pé e meio de água, ser estacionado na praia ou encaixar numa pequena lagoa — uma flexibilidade que nenhum monocasco nesta gama de tamanho consegue igualar. (1)

O Veredicto

O Cruze 970 é uma evolução ponderada do Corsair 31 que troca um pouco da docilidade de baixa velocidade do barco antigo por uma plataforma mais rígida, rápida e habitável. As asas mais compridas e a flutuabilidade acrescida tornam-no mais estável em velocidade e mais confortável fundeado, enquanto o mecanismo de dobragem mantido do modelo anterior garante que o transporte em atrelado seja simples. A qualidade de construção e o pacote de garantia sugerem que a Corsair levou a sério esta remodelação.

Prós

  • 20 por cento mais flutuabilidade e apêndices mais longos do que o 31 para uma plataforma mais estável
  • Foils de aspeto mais elevado e desempenho com ventos fracos na casa dos 15 nós e além
  • Camarote de popa e poço de popa com pé-direito acrescido e assentos confortáveis no poço
  • Apêndices dobráveis, casco fácil de encalhar e pouco calado para acesso a lagoas
  • Garantia estrutural de cinco anos e construção melhorada em Vietname

Contras

  • Sem opção de motor interior; dependente do motor fora de bordo para propulsão
  • Foils finos de elevado aspeto otimizados para a velocidade em detrimento de uma manobrabilidade tolerante a baixas velocidades

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