Design e Construção
O casco do Offshore 27 é de fibra de vidro, reforçado e construído pela Cheoy Lee sob as especificações da Lloyd's, mas o convés e a casaria apresentam uma camada de teca colada sobre a estrutura básica, com a braçola do poço, os assentos, a grelha, as regalas, os passa-mãos e todos os outros acabamentos do convés em teca, bem como a âncora. O próprio casco exibe belos lançamentos à proa e à popa, uma roda de proa em colher e uma linha de arrufo longa e suave — um perfil tradicional que se assemelha mais a um veleiro de madeira do que a um moldado. Abaixo da linha de água, apresenta um casco de deslocamento moderadamente pesado, com cerca de 6900 libras, cantos de casco firmes e 2700 libras de lastro de ferro fundido posicionado em baixo, uma combinação que as especificações originais creditam por lhe conferir excelentes características de estabilidade. As suas dimensões são compactas mas funcionais: 18 pés e 9 polegadas na linha de água, 7 pés e 8½ polegadas de boca, 4 pés e 3¾ polegadas de calado, e uma borda livre que diminui de 3 pés e 11 polegadas a proa para 2 pés e 5½ polegadas a popa. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
Os mastros e retrancas eram de abeto de Sitka como padrão, com mastro e retranca ocos, embora fosse possível substituir por um mastro de alumínio fabricado nos EUA. O aparelho fixo é de aço inoxidável 1 x 19 com esticadores de bronze, e o aparelho de labor é em Dacron. A área vélica total é de 323 pés quadrados, sendo que a vela grande sozinha mede 160 pés quadrados, resultando num total de pouco mais de 320 pés quadrados de vela. A altura livre da ponte do convés a partir da linha de água até ao topo do mastro é de 33 pés e 9½ polegadas. O aparelho modesto e o lastro posicionado numa zona baixa são adequados para um barco com o seu deslocamento, e a forma de quilha firme registada no livro de construção apoia a estabilidade sob velas afirmada pelo fabricante. (1)
Acomodações
Sob o convés, os trabalhos de marcenaria são em teca por todo o lado, e o barco oferece quatro lugares para dormir: um camarote de proa em V com a sanita de bordo manual escondida sob o beliche de bombordo, e beliches do salão na cabine principal. A cozinha podia ser disposta à popa ou a meia-nau, e estava equipada com um lava-loiça em fibra de vidro, armários, suportes para loiça, uma gaveta para talheres, uma geleira de carga exterior, um fogão e uma mesa de refeições portátil. Um armário de suspensão completa a arrumação. O depósito de água doce de 29 galões em aço inoxidável e o depósito de combustível de 9 galões situam-se num sistema de 12 volts que utiliza uma bateria de alta resistência, um alternador acionado pelo motor e um quadro de distribuição com dois fusíveis principais de 15 amperes.
Motorização e Equipamento
A propulsão centra-se num motor interior a diesel padrão Volvo Penta MD-1 de 7 cv com caixa de redução de 1,87:1, embora os compradores pudessem optar por um motor a gasolina Universal Atomic-4 de 30 cv com transmissão direta, ou por um motor de âncora Palmer 1-H 60 de 22 cv. O fabricante também listou um motor a gasolina Universal Atomic Stevedore como alternativa ao Volvo Penta MD-1, ilustrando o quão flexível era o catálogo de motorizações para pequenos veleiros nesta época. (2)
O Veredicto
Uma análise de época elogiava o Newell Cadet como "um pequeno dourador", e a descrição se adequa a um barco cujos detalhes em teca sobre um casco de fibra de vidro de especificação Lloyd's eram invulgares para um veleiro de 27 pés da sua altura. É um cruzeiro costeiro compacto e estável, com estética tradicional e uma disposição prática de quatro beliches, embora a sua capacidade moderada de depósitos e as opções de motorização pequenas a marquem como uma proposta clássica e não como um desempenhista moderno.
Prós
- Casco de fibra de vidro reforçada construído segundo as especificações da Lloyd's com extensos acabamentos em teca
- Lastro de ferro fundido posicionado em baixo e porões firmes proporcionam uma excelente estabilidade
- Opções flexíveis de motorização, incluindo opções padrão a diesel e gasolina
- Perfil tradicional de proa de colher com lançamentos e fácil desmembramento
Contras
- Pequena capacidade de água doce e combustível para cruzeiros prolongados
- Mastros e retrancas em abeto de Sitka de série, exigindo manutenção a menos que sejam substituídos por alumínio
- A boca compacta e a área vélica modesta limitam o alojamento e a velocidade com ventos fracos








