Design e Construção
A vistoria do Practical Sailor revelou que apenas os painéis de proa do casco têm alma de balsa, enquanto o restante é um laminado manual convencional de manta e fibra com gelcoat isotálico e resina de fixação de ancoragem. O convés é uma peça única moldada com alma de balsa nas superfícies horizontais, e as ferragens são reforçadas por trás tanto com alumínio como com Coremat para maior resistência nos pontos de fixação. A ligação casco-convés segue o método padrão da C&C: uma flange do casco voltada para dentro sobre a qual o convés é assente, com parafusos de aço inoxidável que atravessam a união e passam por uma regala de alumínio que a cobre. Peças fundidas pesadas de alumínio formam o cadaste e as peças de canto da regala, embora a C&C tenha usado moldagens plásticas para as bases dos candeleiros no modelo 33. Os barcos novos apresentavam um gelcoat de boa qualidade e cascos geralmente aceitáveis. (1)
Foram oferecidas duas configurações de quilha. A quilha de aleta padrão tem um calado de 6 pés e 4 polegadas (1,93 m) e é uma quilha de chumbo externa aparafusada a um patilhão no casco, com um deslocamento nominal de 9.450 libras (4.288 kg). A opção de bolina situa-se dentro de uma quilha pouco profunda de 4 pés e 4 polegadas (1,32 m) e é, ela própria, um molde de fibra de vidro com algum chumbo no interior, elevando-se através de um cabo alojado dentro da quilha para não apresentar arrasto ou ruído à velocidade; essa bolina é mais leve e silenciosa do que a sua contraparte em aço, proporcionando uma quilha de aleta mais plana à bolina. A versão com bolina tem um deslocamento de 10.733 libras (4.867 kg) e o conjunto quilha/bolina pesa apenas 5.258 libras (2.388 kg). O leme é em fibra de vidro sobre uma grelha de aço inoxidável soldada a uma madre de aço inoxidável.
Aparelho e Manobras
O aparelho do Mark II evoluiu ao longo do período de produção. O barco de teste que navegou usava um mastro da oficina de mastros da C&C, enquanto os modelos posteriores utilizaram mastros da Offshore Spars de Detroit. O mastro e a retranca são extrusões brancas bastante pesadas com ranhuras integradas para cabos de amarração ou cunhas; o mastro implantado na quilha vinha de série com adriças internas, elevadores, canalização elétrica e cabo de VHF, e a retranca possui um sistema de rizes rápidos integrado. O aparelho fixo é em varão de aço inoxidável Navtec com cabo de aço inoxidável 1 x 19 para o brandal ajustável e para o contraestai inferior dividido, enquanto os cadenotes dos brandais estão posicionados mais para dentro do mastro para permitir uma caça mais fechada. Os molinetes padrão eram adequados, e ferragens de boa qualidade para o controlo do aparelho vinham de série, embora os molinetes de spinnaker, o burro da retranca e o afinador do contraestai fossem opções; um carro da escota sobre a casaria também era opcional.
Em navegação, os velejadores de teste constataram que o 33 Mark II tem um bom desempenho sem exigir as constantes afinações e movimentos da tripulação de muitos barcos de alta performance, e o barco de teste com bolina provou ser pelo menos tão bom a bolinar como qualquer outro na sua divisão PHRF com boas velas. O barco é fácil de navegar, respeitável com ventos fracos e um prazer com vento mais forte. O Yanmar 2GM original assenta firmemente no compartimento do motor, mas faz parte das travessas estruturais, e o Yanmar de 20 cavalos levava facilmente o barco à velocidade de casco; os testadores recomendaram a substituição da hélice fixa por uma dobrável, e o barco de teste transportava uma dobrável Martek opcional.
Acomodações
Sob o convés, a disposição é convencional para a época: camarote de proa em V com um armário embutido razoável, casa de banho com duche oposta a um armário de suspensão, sofás a bombordo e a estibordo em redor de uma mesa do salão, cozinha em L e uma mesa de cartas no topo de um beliche de popa duplo. A sanita é uma única peça de fibra de vidro que inclui a banca, e o teto de teca e o folheado das anteparas contrastam com o revestimento interior do casco em tom off-white. No convés, o convés de proa é bastante estreito, mas os passa-mãos são largos graças aos brandais interiores, e a casaria parece baixa, mas na verdade é bastante alta. O poço tem a forma convencional de T com um carro da escota montado num pórtico; os assentos são confortáveis para sentar, mas demasiado curtos para se deitar. Um armário cavernoso situa-se sob o assento do poço a estibordo, com um pequeno espaço para garrafa de gás propano e arrumação para manivelas de molinete atrás do timoneiro. O depósito de água de 30 galões é adequado para o cruzeiro típico, e um fogão a gás propano de três bicos com forno era de série.
Problemas Conhecidos
Os proprietários inquiridos pela Practical Sailor apontaram o acesso ao motor e a ventilação da cabine como as suas maiores queixas, com quase todos a referir que o motor era um desafio de alcançar facilmente. Alguns relataram pequenas bolhas, e um proprietário avisou que o cabo do veio da transmissão estava mal instalado e ajustado, causando uma falha prematura da embreagem. A maioria dos proprietários resolveu a ventilação adicionando grelhas solares ou outras aberturas durante as melhorias.
Remodelações e Propriedade
Para além das melhorias de ventilação, o foco de remodelação da comunidade de proprietários tem sido prático: a caixa do motor apertada e a hélice sólida de série são as duas áreas onde os upgrades bem pensados compensam. O sistema de 12 volts com iluminação generosa e a ligação à terra padrão de 120 volts com um cabo de 50 pés fornecem uma base elétrica sólida, e a roda de leme de 36 polegadas de tipo destroyer com maneta integrada no pedestal e embraiagem mantém os controlos do leme simples.
O Veredicto
O C&C 33 Mark II é um veleiro de regata-cruzeiro da década de 1980 que evoluiu de forma ponderada, cujo casco parcial em balsa, cadenotes interiores e bolina opcional em fibra de vidro marcam-no como um barco para velejadores sérios que continua a ser fácil de manobrar. O acesso apertado ao motor e a fraca ventilação de fábrica são pontos fracos reais na propriedade, mas a estrutura, o aparelho e as acomodações mantêm-se bem.
Prós
- Painéis de casco dianteiros com alma de balsa e laminado convencional a popa; cascos bem desenhados e bom gelcoat quando novo
- A bolina opcional em fibra de vidro é silenciosa, estética e alojada internamente para um desempenho limpo à bolina
- Cadenotes dos brandais no interior do casco e aparelho fixo em varão Navtec com sistemas de mastro internos
- Navegação fácil e portante sem exigir uma tripulação de manutenção intensiva
- Disposição sob o convés convencional e prática, com um poço enorme para arrumação
Contras
- O compartimento do motor é apertado e de difícil acesso para manutenção
- A ventilação de fábrica da cabine é inadequada para a maioria dos proprietários
- Base dos candeleiros em plástico em vez de metal
- Pequenas bolhas na pintura relatadas por alguns proprietários
- A instalação do cabo do veio da transmissão requer uma inspeção cuidadosa







