Design e Construção
Ernest Nunes desenhou o Mercury 18 como um dos primeiros barcos especificamente projetados para contraplacado, e a classe começou em madeira antes de a produção em fibra de vidro ter início em 1952 sob a W.D. Schock Corp., que manteve o tipo até ao final do século XX. A construção original em madeira usava contraplacado como núcleo num casco composto por fibra de vidro e madeira, com um convés composto por fibra de vidro e madeira, enquanto a quilha de lastro de chumbo dava ao casco a sua estabilidade através de um perfil de quilha corrida. Ao longo de todas as épocas, foram concluídos aproximadamente 1000 cascos, e o design tem resistido como um estrito monotipo: as regatas proíbem o spinnaker e impõem limites rigorosos às velas para que a habilidade supere o equipamento, garantindo uma competição puramente baseada na destreza sob regras estritas da classe. O barco continua ativo nas frotas da Costa Oeste, nomeadamente na Baía de São Francisco e no Puget Sound. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
O Mercury 18 é um aparelho sloop à testa do mastro que privilegia a simplicidade e a reatividade, com um mastro com 24 pés e 6 polegadas de altura acima do convés e uma retranca que não excede os 9 pés e 5 polegadas. A sua área vélica total de 200 pés quadrados divide-se numa vela grande de 135 pés quadrados e numa buja de 65 pés quadrados, de acordo com as especificações da classe, embora o regulamento de regata permita um spinnaker de 178 pés quadrados, embora a competição monotipo proíba o seu uso. A disposição sloop à testa do mastro e as dimensões modestas do aparelho — um triângulo de proa de 22 pés de altura com uma base de 6 pés, e uma testa da vela grande de 24 pés — mantêm a manobrabilidade fácil para um par de tripulantes e adaptam o barco às condições variáveis das suas águas de origem. (1)
Acomodações
Sendo um sloop para duas pessoas criado para regatas de um dia e navegação recreativa, o Mercury 18 não foi projetado como um cruzeiro, mas sim como uma plataforma reativa para navegar com tripulação reduzida. A linha de água de 13 pés e a boca de 5 pés e 4 polegadas definem um casco compacto centrado no poço, e os estritos limites de área vélica das regras da classe reforçam um barco construído em torno da habilidade da tripulação e não do habitáculo sob o convés. O seu papel como barco de dia familiar coloca a experiência no convés e ao vento, e não em aposentos fechados.
Problemas Conhecidos
A construção inicial em madeira do Mercury 18 e a posterior construção em compósito introduzem as consequências materiais de cascos e conveses com alma de contraplacado, embora a longevidade da classe sugira que a estrutura foi solidamente concebida para os seus materiais. A transição da madeira para a fibra de vidro em 1952 pela W.D. Schock Corp. significa que um comprador de um casco antigo enfrenta a manutenção da madeira ausente nos barcos mais recentes, enquanto qualquer convés em compósito carrega o risco de a humidade atingir a alma de contraplacado. As regras estritas de monotipia têm mantido sob controlo as modificações que poderiam enfraquecer a estrutura.
Remodelações e Propriedade
Ser proprietário de um Mercury 18 significa envolver-se numa classe monotipo viva: os mastros e retrancas podem ser de alumínio ou madeira, dando ao proprietário uma escolha que afeta tanto o aspeto como a manutenção, e a sobrevivência do barco em frotas ativas na Costa Oeste garante um fornecimento contínuo de peças e conhecimentos compatíveis com a classe. A quilha de chumbo, limitada a 635 libras, é um lastro simples de inspecionar e fixar novamente, e a simplicidade do aparelho à testa do mastro mantém os custos de substituição do aparelho controlados. Com mais de 1000 cascos ao longo das eras de madeira e fibra de vidro, a classe oferece um vasto conjunto de barcos comparáveis para avaliar qualquer candidato.
O Veredicto
O Mercury 18 é um monotipo evoluído com inteligência que traduziu a inovação dos barcos de contraplacado num veleiro de regata e de passeio durável e exigente na condução. As suas dimensões compactas e a estabilidade da quilha corrida fazem dele um barco da Baía tolerante, mas reativo, e as regras estritas da classe preservam o seu caráter ao longo de gerações de construtores.
Prós
- Um dos primeiros projetos construídos especificamente para contraplacado, mais tarde fielmente produzido em fibra de vidro
- Regras estritas de monotipia proíbem o spinnaker e limitam as velas, recompensando a habilidade da tripulação
- Frotas ativas na Costa Oeste mantêm o apoio à classe e o conhecimento sobre peças
- A quilha de chumbo e o aparelho simples à testa do mastro tornam a propriedade simples
Contras
- Os cascos compostos por madeira e contraplacado exigem uma manutenção específica para o material
- A disposição compacta para duas pessoas limita qualquer utilização para além de regatas de um dia e passeios











