International H-Boat — análise, ficha técnica e anúncios

Desenho aproximado

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O International HBoat é um veleiro de quilha de classe monotipo concebido pelo designer finlandês Hans Groop em 1967 e, mais de cinco décadas depois, continua a ser um veleiro de regatacruzeiro extremamente ativo, com um historial comprovado. Alastair McLean leva Theo Stocker numa viagem rápida mas acidentada a bordo do seu veleiro de quilha Eider de 27 pés no Báltico. Foram construídos mais de 5000 cascos e a classe detém o estatuto internacional da World Sailing desde 1977, tornandoa a maior frota deste tipo de veleiro de quilha na Europa e a segunda maior a nível mundial. O seu alcance é genuinamente continental: associações nacionais organizadas operam em oito países e as regatas ativas continuam em toda a Finlândia, Dinamarca, Noruega, Suécia, Alemanha, Países Baixos, Suíça, Áustria, Itália, Bélgica, Estados Unidos e Reino Unido.

Medidas

Dimensões 01

Comprimento total (LOA)
Comprimento no convés
Comprimento na linha de água (LWL)
Boca
Calado
Pé-direito máximo
Calado aéreo

Construção e casco 02

Construção
Tipo de casco
Tipo de quilha
Lastro
Deslocamento
Capacidade de água
Capacidade de combustível

Aparelho e velas 03

Tipo de aparelho
Gratil da vela grande
Pujame da vela grande
Altura do triângulo de proa
Base do triângulo de proa
Comprimento do estai (estimado)
Área vélica

Cálculos 04

Relação área vélica-deslocamento
Relação lastro-deslocamento
Relação deslocamento-comprimento
Coeficiente de conforto
Coeficiente de capotagem
Velocidade de casco

Design e Caráter da Classe

O que define o H-Boat é a sua disciplinada estrutura de monotipo. As linhas de Groop de 1967 produziram um veleiro de quilha báltica de 27 pés com um comprimento total (LOA) de 8,28 metros, uma boca de 2,18 metros que se situa bem abaixo dos limites para transporte rodoviário e um calado de 1,3 metro. A relação lastro-deslocamento de 50 por cento e um deslocamento de 1450 quilogramas — segundo a autoridade da classe — fazem com que o barco seja fácil de transportar em atrelado, embora uma revisão posterior apresente um valor diferente de 1,45 toneladas (3190 lb). O barco é construído por dois estaleiros licenciados pela World Sailing e mantém-se num elevado padrão de acabamento. O plano vélico é modesto no papel — 14,8 metros quadrados de área vélica útil com uma buja de 10,2 metros quadrados — mas um spinnaker simétrico de 36 metros quadrados revela a vocação de regata do barco. O H-Boat é tripulado por três ou quatro pessoas e é considerado fácil de manobrar, o que ajuda a explicar a sua longevidade como uma classe monotipo de alta competição. (2)

Aparelho e Manobrabilidade

O H-Boat possui um mastro assente no convés que é simples de varar e desmontar, combinado com uma vela de proa única e o spinnaker simétrico mencionado acima. Os críticos da época descrevem uma vela grande generosa e uma buja com talas potentes, e a disposição do convés é generosa para o seu tamanho: um grande convés de proa e costados largos tornam o trabalho no barco um prazer em vez de uma tarefa penosa. A sua quilha de aleta profunda e a linha de água curta permitem-lhe rodar rapidamente sob o leme no porto, embora a mesma análise note que os sistemas de motorização atuais não facilitam o controlo ali. Na água, é incrivelmente tolerante — seguro com mar agitado, vento forte e até tempestade, sem perigo de capotagem. Um Eider de um proprietário navegou com 50 nós com três rizes e uma tormentinha, e o veleiro também arranca com apenas 5 nós de brisa, tornando-o atrativo nos lagos de pouco vento do sul da Alemanha, Áustria e Suíça. A revista Yachting Monthly creditou-lhe uma combinação rara de elegância, emoção e a capacidade marinheira de um barco muito maior.

Construção e Poço

A construção centra-se num poço autovaziante e num casco de alta qualidade da Artekno, na Finlândia. O próprio poço transmite uma sensação de segurança mesmo em ângulos acentuados, uma característica importante dado o comportamento vivo do barco quando sobrecarregado de vento. São instaladas calhas para os pés para a segurança da tripulação e para fazer escora, sublinhando a orientação de regata do veleiro. Os largos passa-mãos laterais e o grande convés de proa já mencionados contribuem para um ambiente de trabalho seguro, e as molduras de convés para um molinete de âncora e um tubo de adriça mostram a preparação original para atualizações de amarração, mesmo que a configuração padrão seja diferente.

Acomodações

Sob o convés, o H-Boat é desculpavelmente espartano e tende mais para o acampamento do que para o caravanismo costeiro. A pequena casaria e a borda livre baixa proporcionam pé-direito sentado, mas não pé-direito de pé, e o acabamento não se compara aos padrões modernos de um barco novo. No entanto, as generosas luzes da cabine e uma grande escotilha de proa mantêm o interior luminoso e arejado, e há tudo o que é necessário para um cruzeiro curto confortável. Uma sanita de balde com cortina de decência é o limite do equipamento sanitário. O espaço serve um casal ou um grupo de amigos para um fim de semana fora, embora um tempo chuvoso com quatro pessoas a bordo teste a paciência à medida que a tripulação se reveza para se mover.

Problemas Conhecidos e Remodelações

Alguns pontos fracos marcam o H-Boat. A operação do motor fora de bordo é pouco prática, não existe uma vela de proa enrolável e o barco proporciona uma navegação muito molhada. Fundear é um pouco trabalhoso: a grande âncora Danforth fica guardada na arrecadação de popa (lazarette), enquanto a amarra é transportada no porão para distribuição de peso. Nenhum destes problemas é estrutural ou crítico para a segurança, e todos poderiam ser resolvidos com um investimento moderado, segundo as análises.

O Veredicto

O H-Boat é um sobrevivente porque faz duas coisas invulgarmente bem: compete com força como um monotipo controlado e protege uma tripulação reduzida em condições meteorológicas que deixariam barcos maiores humilhados. As suas acomodações são mínimas, mas para regatas de clube e passagens rápidas de fim de semana, é um conjunto coerente, bem construído e com uma rede de apoio profunda.

Prós

  • Classe monotipo duradoura com estatuto internacional da World Sailing e frotas ativas em 12 países
  • Seguro e não capotável em condições de tempestade, mas vivo com 5 nós de vento
  • Fácil de transportar em atrelado, desaparelhar e tripular com três ou quatro pessoas
  • Poço autovaziante e conveses largos seguros para trabalhos no poço

Contras

  • Interior espartano com pé-direito apenas para sentar e sanitas de balde
  • Controlo desajeitado do motor fora de bordo no porto e ausência de vela de proa enrolável
  • Navegação molhada e configuração de fundear complexa

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