Design e Construção
O Endeavour 37 é um monocasco com quilha de aleta e leme sobre skeg, embora a quilha em si seja melhor descrita como uma "quilha de cruzeiro" curta e pouco profunda, com uma linha reta, recortada na base da roda de proa e terminando bem à frente do patilhão do leme de pala. A quilha é integrada no molde do casco, com o lastro de chumbo de 8000 libras colocado internamente e laminado, pelo que não existem pernos de quilha para preocupar um comprador ou perito. O casco é um laminado sólido de fibra de vidro de pele única, e o barco é de construção robusta e razoavelmente bem acabado. Os proprietários reforçaram essa solidez estrutural, descrevendo o barco como firme, "construído como um tanque", e a vistoria da Practical Sailor não registou nenhum caso de painéis deformados por fadiga ou anteparas móveis. O interior é construído em contraplacado com acabamentos em teca, e um proprietário carpinteiro elogiou as excelentes juntas de acabamento; o soalho da cabine em parquet de teca tornou-se uma marca registada dos Endeavour. (1)
Aparelho e Manobra
A maioria dos Endeavour 37 possui aparelho sloop, embora a empresa tenha oferecido o ketch como opção paga em 1977, tendo mais tarde adicionado um gurupés para aumentar o triângulo de proa e facilitar o manuseamento do cabo de amarração, além de uma opção com mastro alto. O aparelho é muito simples e pouco provável de confundir um velejador mais recente. Essa simplicidade não garante velocidade: com qualquer um dos aparelhos o barco não é rápido, sendo o sloop algo submotorizado, com o desempenho à bolina deliberadamente sacrificado em prol da âncora de pouco calado. O desempenho à vela é marginal, especialmente à bolina, e muitos proprietários queixam-se de uma forte ardência com ventos mais fortes, enquanto um relatou ter feito uma virada por avante de 115 graus e outro notou um abatimento excessivo. As classificações PHRF variam entre 198 para o aparelho padrão no Golfo do México e 177 para um aparelho alto com gurupés em regatas na Florida. No entanto, muitos proprietários relatam um equilíbrio satisfatório, desde que prestem atenção ao caimento, ao rizar e às combinações de velas, tendo o barco realizado passagens oceânicas seguras. (1)
Acomodações
Foram oferecidas duas disposições interiores. O Plano A é pouco convencional, substituindo os beliches de proa em V por uma enorme dinete em U e dedicando um grande camarote de proa dividido ao armazenamento de amarras e velas, acessível a partir do convés; a cozinha é uma bancada a estibordo com a casa de banho oposta a bombordo perto do meio do barco, e a popa possui dois grandes beliches de popa duplos. O Plano B é mais tradicional, com beliches de proa em V, uma casa de banho com sanita logo a ré do beliche, sofás no salão em redor de uma mesa descentrada com folhas rebatíveis, um beliche de guarda acima do sofá de estibordo e um camarote de popa a bombordo com porta de privacidade. Cada disposição oferece lugares para dormir para seis ou mais pessoas, incluindo beliches de mar adequados; o beliche de guarda do Plano B eleva o total para sete, embora a maioria dos proprietários o tenha convertido para arrumação. Água sob pressão quente e fria, duche, canalizações de cobre com bomba de esgoto automática, lava-loiça de porcelana, espelho de corpo inteiro, lavatórios duplos profundos perto da linha de crujamento e mesas de cartas estão presentes em ambas as disposições, sendo o fogão a álcool de três bicos e o forno padrão no final dos anos 70. O camarote de popa é apertado e alguns proprietários do Plano B acharam o camarote de popa abafado; ainda assim, a vistoria da Practical Sailor revelou que uma percentagem elevada de proprietários vive a bordo e considera o barco ideal para esse fim, sendo confortável para cruzeiros e para viver a bordo.
Convés e Poço
No convés, os conveses laterais são largos e desimpedidos, e o convés de proa, embora estreito na roda de proa, é adequado para manusear as velas. A regala sobe para a vante para formar um pequeno balaústre que acrescenta segurança ao mudar de velas ou ao manusear o equipamento de fundear, e a braçola alta do poço oferece um bom apoio para as costas e uma sensação de proteção. O próprio poço é grande — podendo dizer-se que beira o excessivo para a navegação em alto-mar — e um proprietário considerou-o demasiado largo para apoiar os pés quando o barco adorna. O veleiro tem sido felizmente utilizado como barco de charter por várias empresas, incluindo a Bahamas Yachting Services.
Problemas Conhecidos
Vários problemas recorrentes surgiram nos relatórios de proprietários e nas notas de vistoria. A vistoria da Practical Sailor revelou que numerosos proprietários se queixaram de fissuras no gelcoat, uma falha também citada no Endeavour 32. As áreas problemáticas incluíam válvulas de gaveta nos passa-cascos, que alguns proprietários substituíram corretamente por passa-cascos; frigoríficos de carga lateral em alguns barcos que foram mais tarde trocados por caixas de gelo de carga superior; a necessidade de bombear o mastro Isomat; cablagem elétrica inacessível; beliches de proa em V demasiado curtos para quem tem mais de um metro e八十 de altura; uma tendência para adornar na água e a localização do depósito de águas negras; e escotilhas de plástico Vetus que apresentavam fissuras e pingavam.
O Veredicto
O Endeavour 37 é um cruzeiro da Florida simples e de construção robusta que exige muito pouco ao seu operador e recompensa aqueles que valorizam o espaço para viver a bordo e a estabilidade em navegação de longo curso em detrimento do ritmo de regata. É uma escolha sensata para um casal em cruzeiro ou para quem quer viver a bordo e aceitar um desempenho moderado à bolina e alguns detalhes datados.
Prós
- Casco sólido de pele única com lastro interno de chumbo e sem parafusos de quilha para manter
- Dois planos interiores flexíveis com forte apelo para viver a bordo e água sob pressão e duchas padrão
- Aparelho simples e tolerante, adequado para velejadores menos experientes
- Capacidade comprovada para travessias oceânicas seguras e serviço de charter
Contras
- Desempenho marginal à bolina, aparelho sloop subdimensionado e ardência notória
- Fissuras no gelcoat e vários problemas de ferragens desatualizadas (válvulas de gaveta, escotilhas Vetus, bombeamento do mastro Isomat)
- Camas de proa em V curtas e um camarote de popa apertado; anúncio limitado pelo posicionamento dos depósitos
- Poço sobredimensionado e boca larga que alguns acham difícil de se apoiar quando o barco adorna








