Endeavour 37 Yawl — análise, ficha técnica e anúncios

Endeavour/Creekmore·1977 – 1983·~476 hulls·Endeavour Yacht Corp.
Endeavour 37 Yawl drawingDesenho do estaleiro
Tipo de casco
Monocasco · aleta
Aparelho
Iole (yawl)
LOA
37' · 11.28 m
Desloc.
20.000 lbs · 9.072 kg
Primeiro ano
1977

O Endeavour 37 surgiu da Endeavour Yacht Corporation em 1977 como um veleiro de cruzeiro de 37 pés desenhado por Dennis Robbins e Creekmore, com a produção a decorrer até 1983 e 476 cascos concluídos — uma produção substancial para um barco deste tamanho. Construído na Florida como um veleiro de cruzeiro em fibra de vidro de laminado sólido com lastro interno de chumbo, foi proposto principalmente como um sloop com opção de ketch, tendo sido concebido desde o início como um barco de passagem confortável e de pouco calado, e não como um velejador de regata. A vistoria do Practical Sailor aos proprietários e o historial de especificações do barco pintam um quadro consistente: um cruzeiro robusto e acolhedor que troca o brilho à bolina pela estabilidade e pelo pragmatismo de viver a bordo.

Medidas

Dimensões 01

Comprimento total (LOA)
37 ft
Comprimento no convés
Comprimento na linha de água (LWL)
30 ft
Boca
11,58 ft
Calado
4,5 ft
Pé-direito máximo
Calado aéreo

Construção e casco 02

Construção
Fibra de vidro
Tipo de casco
Monocasco
Tipo de quilha
Aleta
Leme
1× Sobre skeg
Lastro
8.000 lbs (Chumbo)
Deslocamento
20.000 lbs
Capacidade de água
Capacidade de combustível

Aparelho e velas 03

Tipo de aparelho
Iole (yawl)
Gratil da vela grande
36 ft
Pujame da vela grande
12 ft
Altura do triângulo de proa
43 ft
Base do triângulo de proa
14 ft
Comprimento do estai (estimado)
45,22 ft
Área vélica
617 sqft

Cálculos 04

Relação área vélica-deslocamento
13,4
Relação lastro-deslocamento
40
Relação deslocamento-comprimento
330,69
Coeficiente de conforto
36,89
Coeficiente de capotagem
1,71
Velocidade de casco
7,34 kn

Design e Construção

O Endeavour 37 é um monocasco com quilha de aleta e leme sobre skeg, embora a quilha em si seja melhor descrita como uma "quilha de cruzeiro" curta e pouco profunda, com uma linha reta, recortada na base da roda de proa e terminando bem à frente do patilhão do leme de pala. A quilha é integrada no molde do casco, com o lastro de chumbo de 8000 libras colocado internamente e laminado, pelo que não existem pernos de quilha para preocupar um comprador ou perito. O casco é um laminado sólido de fibra de vidro de pele única, e o barco é de construção robusta e razoavelmente bem acabado. Os proprietários reforçaram essa solidez estrutural, descrevendo o barco como firme, "construído como um tanque", e a vistoria da Practical Sailor não registou nenhum caso de painéis deformados por fadiga ou anteparas móveis. O interior é construído em contraplacado com acabamentos em teca, e um proprietário carpinteiro elogiou as excelentes juntas de acabamento; o soalho da cabine em parquet de teca tornou-se uma marca registada dos Endeavour. (1)

Aparelho e Manobra

A maioria dos Endeavour 37 possui aparelho sloop, embora a empresa tenha oferecido o ketch como opção paga em 1977, tendo mais tarde adicionado um gurupés para aumentar o triângulo de proa e facilitar o manuseamento do cabo de amarração, além de uma opção com mastro alto. O aparelho é muito simples e pouco provável de confundir um velejador mais recente. Essa simplicidade não garante velocidade: com qualquer um dos aparelhos o barco não é rápido, sendo o sloop algo submotorizado, com o desempenho à bolina deliberadamente sacrificado em prol da âncora de pouco calado. O desempenho à vela é marginal, especialmente à bolina, e muitos proprietários queixam-se de uma forte ardência com ventos mais fortes, enquanto um relatou ter feito uma virada por avante de 115 graus e outro notou um abatimento excessivo. As classificações PHRF variam entre 198 para o aparelho padrão no Golfo do México e 177 para um aparelho alto com gurupés em regatas na Florida. No entanto, muitos proprietários relatam um equilíbrio satisfatório, desde que prestem atenção ao caimento, ao rizar e às combinações de velas, tendo o barco realizado passagens oceânicas seguras. (1)

Acomodações

Foram oferecidas duas disposições interiores. O Plano A é pouco convencional, substituindo os beliches de proa em V por uma enorme dinete em U e dedicando um grande camarote de proa dividido ao armazenamento de amarras e velas, acessível a partir do convés; a cozinha é uma bancada a estibordo com a casa de banho oposta a bombordo perto do meio do barco, e a popa possui dois grandes beliches de popa duplos. O Plano B é mais tradicional, com beliches de proa em V, uma casa de banho com sanita logo a ré do beliche, sofás no salão em redor de uma mesa descentrada com folhas rebatíveis, um beliche de guarda acima do sofá de estibordo e um camarote de popa a bombordo com porta de privacidade. Cada disposição oferece lugares para dormir para seis ou mais pessoas, incluindo beliches de mar adequados; o beliche de guarda do Plano B eleva o total para sete, embora a maioria dos proprietários o tenha convertido para arrumação. Água sob pressão quente e fria, duche, canalizações de cobre com bomba de esgoto automática, lava-loiça de porcelana, espelho de corpo inteiro, lavatórios duplos profundos perto da linha de crujamento e mesas de cartas estão presentes em ambas as disposições, sendo o fogão a álcool de três bicos e o forno padrão no final dos anos 70. O camarote de popa é apertado e alguns proprietários do Plano B acharam o camarote de popa abafado; ainda assim, a vistoria da Practical Sailor revelou que uma percentagem elevada de proprietários vive a bordo e considera o barco ideal para esse fim, sendo confortável para cruzeiros e para viver a bordo.

Convés e Poço

No convés, os conveses laterais são largos e desimpedidos, e o convés de proa, embora estreito na roda de proa, é adequado para manusear as velas. A regala sobe para a vante para formar um pequeno balaústre que acrescenta segurança ao mudar de velas ou ao manusear o equipamento de fundear, e a braçola alta do poço oferece um bom apoio para as costas e uma sensação de proteção. O próprio poço é grande — podendo dizer-se que beira o excessivo para a navegação em alto-mar — e um proprietário considerou-o demasiado largo para apoiar os pés quando o barco adorna. O veleiro tem sido felizmente utilizado como barco de charter por várias empresas, incluindo a Bahamas Yachting Services.

Problemas Conhecidos

Vários problemas recorrentes surgiram nos relatórios de proprietários e nas notas de vistoria. A vistoria da Practical Sailor revelou que numerosos proprietários se queixaram de fissuras no gelcoat, uma falha também citada no Endeavour 32. As áreas problemáticas incluíam válvulas de gaveta nos passa-cascos, que alguns proprietários substituíram corretamente por passa-cascos; frigoríficos de carga lateral em alguns barcos que foram mais tarde trocados por caixas de gelo de carga superior; a necessidade de bombear o mastro Isomat; cablagem elétrica inacessível; beliches de proa em V demasiado curtos para quem tem mais de um metro e八十 de altura; uma tendência para adornar na água e a localização do depósito de águas negras; e escotilhas de plástico Vetus que apresentavam fissuras e pingavam.

O Veredicto

O Endeavour 37 é um cruzeiro da Florida simples e de construção robusta que exige muito pouco ao seu operador e recompensa aqueles que valorizam o espaço para viver a bordo e a estabilidade em navegação de longo curso em detrimento do ritmo de regata. É uma escolha sensata para um casal em cruzeiro ou para quem quer viver a bordo e aceitar um desempenho moderado à bolina e alguns detalhes datados.

Prós

  • Casco sólido de pele única com lastro interno de chumbo e sem parafusos de quilha para manter
  • Dois planos interiores flexíveis com forte apelo para viver a bordo e água sob pressão e duchas padrão
  • Aparelho simples e tolerante, adequado para velejadores menos experientes
  • Capacidade comprovada para travessias oceânicas seguras e serviço de charter

Contras

  • Desempenho marginal à bolina, aparelho sloop subdimensionado e ardência notória
  • Fissuras no gelcoat e vários problemas de ferragens desatualizadas (válvulas de gaveta, escotilhas Vetus, bombeamento do mastro Isomat)
  • Camas de proa em V curtas e um camarote de popa apertado; anúncio limitado pelo posicionamento dos depósitos
  • Poço sobredimensionado e boca larga que alguns acham difícil de se apoiar quando o barco adorna

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