Design e Construção
O casco é de fibra de vidro maciça com uma quilha de aleta de chumbo, e o lastro de 3.086 libras para um deslocamento de 7.000 libras proporciona uma relação lastro-deslocamento de cerca de 44 % num registo e de 51 % noutro do yachtdatabase.com, sendo esta última cifra superior aos 92 % da maioria dos projetos de veleiros comparáveis. As fontes divergem quanto à relação exata, mas a forte presença de chumbo posicionada no fundo do casco explica a reputação do barco como muito estável e rígido sob vela, enquanto a configuração de quilha de aleta com skeg e o calado de 5,58 pés o destinam mais ao uso costeiro e diurno do que a grandes aventuras em alto-mar. A relação comprimento-boca de 3,05 e uma superfície molhada próxima dos 279 pés quadrados colocam-no entre os velejadores de regata moderados em termos de deslocamento, com 69 % dos projetos semelhantes classificados como mais pesados. (2)
Aparelho e Manobrabilidade
Como um sloop com aparelho à testa do mastro, ostenta uma área vélica de 345 pés quadrados num aparelho com uma altura de triângulo de proa de 34,1 pés e 34 pés de testa da vela grande, dividida numa vela de proa de 187,55 pés quadrados e numa vela grande de 157,25 pés quadrados. A relação área vélica-deslocamento situa-se nos 15,13 segundo uma fonte e nos 22,77 segundo outra, e uma análise considerou-a ligeiramente submotorizada; o desempenho de velocidade relativa colocou-a, no entanto, mais rápida do que 58 por cento dos projetos semelhantes ancorados. O limite prático superior a motor é modesto — um máximo calculado próximo dos 4,8 nós contra uma velocidade de casco teórica de deslocamento de 6,5 nós — e é um veleiro de peso moderado com um coeficiente de conforto que o yachtdatabase.com lista em 16,4, enquanto outra fonte indica 18,80. As fontes divergem quanto a este valor. Pode ser rígido, mas o coeficiente de capotagem de 2,15 (ou 2,24 segundo o yachtdatabase.com) indica uma baixa capacidade de endireitamento se invertido, o que a impediria de competir em regatas oceânicas sob esse critério. (2)
Acomodações
Escrevendo no yachtdatabase.com, os revisores registam o barco equipado com cinco beliches, uma cozinha, uma sanita e uma capacidade de água doce de 52 litros, marcando-o como um verdadeiro veleiro de fim de semana e não apenas como um barco para ancorar durante o dia. Na avaliação geral, é mais adequado como barco para passeios diários, mas o número de beliches e a cozinha sugerem que o interior foi projetado para cruzeiros costeiros curtos. Comparada com concorrentes, é relatada como mais espaçosa do que 62 por cento de todos os designs semelhantes, um reflexo do casco largo de 10,27 pés, embora o coeficiente de conforto o deixe mais confortável do que apenas 14 por cento de veleiros semelhantes. (2)
Problemas Conhecidos
As principais precauções estão relacionadas com o desempenho e não com a construção: o baixo coeficiente de capotagem significa que um barco com a quilha no chão não se irá endireitar facilmente por si só, e o plano de velas submotorizado pode deixá-lo lento com vento fraco a favor. A capacidade de combustível registada como zero galões numa ficha técnica contrasta com o mencionado motor interior opcional a diesel Farymann, pelo que a capacidade dos depósitos em qualquer casco é uma questão de equipamento individual e não de uma disposição padrão.
Refits e Propriedade
A propriedade centra-se numa única opção de motor interior — o diesel Farymann de 11 cavalos — em torno do qual gira qualquer remodelação da maquinaria. A taxa de imersão de cerca de 845 libras por polegada significa que as mudanças de carga ao adicionar depósitos ou equipamento fazem o casco afundar visivelmente mais, um valor relevante ao considerar o equipamento adicionado pelo comprador face à gama de calado de 5,58 a 5,88 pés dependente da âncora de carga. Como um sloop de produção em fibra de vidro francês da era IOR, construído a partir de 1973, representa uma proposta de propriedade simples para o velejador costeiro que valoriza a rigidez e o espaço em detrimento da certificação para navegação de alto-mar. (2)
O Veredicto
O Elvström 32 é um barco de dia rígido e largo, derivado da classe IOR, e um veleiro de fim de semana leve, cuja elevada relação de lastro e o controlo direcional da quilha de aleta o recomendam para navegar em águas abrigadas, enquanto o seu coeficiente de capotagem e a potência modesta desaconselham ambições de navegação em alto-mar.
Prós
- Muito estável e rígido sob vela devido à elevada relação lastro-deslocamento
- Mais espaçoso do que 62 % dos projetos semelhantes em termos de boca e disposição interior
- Quilha de aleta com leme sobre skeg e comprimento manejável de 31 pés para navegação costeira
Contras
- Baixa capacidade de endireitamento em caso de capotagem, falhando o critério de segurança para regatas oceânicas
- Ligeiramente submotorizado segundo uma avaliação, com velocidade limitada com vento fraco
- Coeficiente de conforto abaixo da maioria dos seus pares, sugerindo um movimento firme na vaga





