Cornish Crabbers Crabber 22 — análise, ficha técnica e anúncios

Desenho aproximado

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O Cornish Crabber 22 é um veleiro de dia e pequeno cruzeiro tipo cúter com carangueja, desenhado por Roger Dongray e construído pela Cornish Crabbers em Rock, Cornwall. Surgiu quando os modelos posteriores de 24 pés se tornaram demasiado pesados e difíceis de transportar para rebocar um dos modelos mais recentes, introduzidos à medida que os 24 pés se tornavam mais pesados e menos fáceis de rebocar. Faz parte de uma longa linhagem de populares cúteres modernos que o estaleiro tem produzido em várias formas e tamanhos sem interrupção desde 1973. Com 22 pés de convés e estendendose até aos 27 pés com o gurupés totalmente estendido, responde a um programa para um cruzeiro costeiro mais leve e portátil, em vez de um veleiro de regata de altomar em escala reduzida.

Medidas

Dimensões 01

Comprimento total (LOA)
Comprimento no convés
Comprimento na linha de água (LWL)
20,66 ft
Boca
8,25 ft
Calado
Pé-direito máximo
Calado aéreo

Construção e casco 02

Construção
Tipo de casco
Tipo de quilha
Lastro
Deslocamento
Capacidade de água
Capacidade de combustível

Aparelho e velas 03

Tipo de aparelho
Gratil da vela grande
Pujame da vela grande
Altura do triângulo de proa
Base do triângulo de proa
Comprimento do estai (estimado)
Área vélica

Cálculos 04

Relação área vélica-deslocamento
Relação lastro-deslocamento
Relação deslocamento-comprimento
Coeficiente de conforto
Coeficiente de capotagem
Velocidade de casco
6,09 kn

Design e Construção

O Crabber 22 é construído de forma robusta a partir de quatro moldagens principais — casco, convés, moldagem interior e um revestimento interior do teto do salão acabado em estilo encaixe. O próprio casco é de fibra de vidro maciça com lastro de aço encapsulado envolto em redor da quilha e uma bolina retrátil sob o GRP maciço, com lastro de aço encapsulado em redor da quilha, além de uma quilha retrátil. Acima da linha de água, o convés é em sanduíche de balsa, mas o estaleiro laminou placas substanciais de contraplacado nesse sanduíche onde quer que as cargas das ferragens do convés se concentrem, um detalhe que protege o núcleo do esmagamento e infiltrações que os parafusamentos apressados feitos posteriormente costumam provocar. A sua linha de água (LWL) situa-se a 20 pés e 8 polegadas dentro de uma boca de 8 pés e 3 polegadas, proporcionando uma relação comprimento-boca de 2,66 — uma assinatura compacta e de grande boca que troca a esbelteza de regata pela largura interior. Com um deslocamento de 4.480 libras e quilha com bolina, o seu calado é de apenas 2 pés e 4 polegadas com a bolina recolhida e de 5 pés com ela descida. (1)

Aparelho e Manobrabilidade

Apresenta um aparelho de cúter com carangueja com 300 pés quadrados de área vélica, uma configuração dividida que quebra a área em partes geríveis para navegar com tripulação reduzida. A configuração de cúter combina uma buja e uma genoa com escotas de 6,7 metros com uma escota da grande de 16,8 metros e uma escota de spinnaker de 14,7 metros para navegar à popa. A sua relação área vélica-deslocamento (SA/D) de 17,66 classifica-a como um cruzeiro de desempenho moderado e não como um velejador ágil para ventos fracos, e a relação deslocamento-comprimento (D/L) de 228 coloca-a entre o que os analistas categorizam como veleiros de regata moderados. A velocidade de casco teórica é de 6,1 nós, e um coeficiente de capotagem de 2,01 indica que este barco não seria aceite para participar em regatas oceânicas — um valor consistente com a sua certificação CE de alto-mar Classe B, que o autoriza para passagens oceânicas que não envolvam exposição total a regatas de altura. Com uma superfície molhada próxima dos 19 metros quadrados e uma taxa de imersão de cerca de 106 kg por centímetro, assenta firmemente e absorve o esforço sem mudanças drásticas de afinação.

Acomodações

No interior, o Crabber 22 é pequeno, mas confortavelmente e ordenadamente acabado, com pé-direito sentado em todo o salão, em vez de um espaço totalmente de pé. A disposição divide-se num salão e num camarote de proa, oferecendo lugares para dormir para dois a quatro pessoas. Os dois beliches do salão têm uma generosa altura de 1,98 m (6 pés 6 polegadas), enquanto a proa adiciona mais dois beliches se necessário, separados por uma sanita de bordo. Uma mesa com abas rebatíveis está montada sobre o caixão da bolina, e a cozinha de popa aloja um pequeno lava-loiça fixo a bombordo com um fogão sob uma bancada que serve também como mesa de cartas a estibordo — uma estação de navegação e refeições compacta, mas genuinamente dupla. A luz provém apenas de duas pequenas vigias por lado da casaria, por padrão, pelo que o interior depende mais do seu acabamento do que da luz natural.

Equipamento e Disposição do Convés

O barco padrão pode ser equipado com um motor interior a diesel Yanmar IGM de 9 cv, ou alternativamente um Yanmar 2YM15, ambos acionando uma transmissão por veio a diesel. A bolina é operada por um molinete montado na casaria de estibordo, permitindo ao timoneiro subir ou descer a bolina sem sair do poço. No convés, dois grandes cofres profundos no poço e um cofre para botijas de gás a popa proporcionam arrumação que contrasta com o comprimento modesto do barco.

O Veredicto

O Crabber 22 é um pequeno cruzeiro bem pensado que recupera a facilidade de transporte em atrelado e a liberdade de um calado reduzido depois de os barcos de 24 pés se tornarem pesados. O seu lastro encapsulado e o convés de balsa com reforço de contraplacado mostram um estaleiro atento à podridão a longo prazo e a infiltrações, enquanto o cúter de carangueja e a bolina retrátil tornam a navegação em canais estreitos e a varagem em seco genuinamente práticos. Não é um velejador de regatas oceânicas, mas a sua classificação Classe B e os seus números focados no conforto são ideais para o acompanhar numa navegação segura costeira e em estuários.

Prós

  • Design leve e transportável por atrelado, recuperando as virtudes perdidas nos predecessores mais pesados de 24 pés
  • Casco sólido em PRFV com lastro de aço encapsulado e uma versátil bolina retrátil
  • Convés de balsa com apoios de carga em contraplacado que protegem contra danos no núcleo nas ferragens
  • Longos beliches no salão de 1,98 m e WC na proa num interior cuidadosamente acabado
  • O molinete da bolina na casaria permite o controlo da bolina em solitário a partir do poço

Contras

  • O coeficiente de capotagem de 2,01 exclui-o da aceitação em regatas oceânicas
  • Luz natural limitada, com apenas duas pequenas vigias por lado da casaria
  • Apenas pé-direito sentado — sem espaço para estar de pé no salão

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