Boreal 47 — análise, ficha técnica e anúncios

Jean-François Delvoye·2017·Boréal Yachts
Desenho aproximado

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Tipo de casco
Monocasco · bolina
Aparelho
Cúter
LOA
47.74' · 14.55 m
Desloc.
22.686 lbs · 10.290 kg
Primeiro ano
2017

O Boreal 47 é um veleiro de expedição em alumínio de 47 pés concebido por JeanFrançois Delvoye como uma evolução do Boreal 44, trocando o casco anterior por um espelho de popa invertido com um modesto plinto de banho e três pés adicionais de comprimento. Construído pela Boreal SARL em MinihyTreguier, França, e lançado a partir de um estaleiro que produz cerca de oito a dez barcos por ano, o design conquistou o prémio Boat of the Year de 2018 da revista Cruising World. O seu programa de desenvolvimento é intransigente: um barco claramente preparado para navegar do Ártico à Antártida e todos os pontos intermédios, construído segundo padrões de expedição em alumínio robusto.

Medidas

Dimensões 01

Comprimento total (LOA)
47,74 ft
Comprimento no convés
47,67 ft
Comprimento na linha de água (LWL)
38,16 ft
Boca
14,11 ft
Calado
8,14 ft
Pé-direito máximo
Calado aéreo
60,5 ft

Construção e casco 02

Construção
Alumínio
Tipo de casco
Monocasco
Tipo de quilha
Bolina
Leme
1× De pala
Lastro
8.378 lbs (Chumbo)
Deslocamento
22.686 lbs
Capacidade de água
201 gal
Capacidade de combustível
159 gal

Aparelho e velas 03

Tipo de aparelho
Cúter
Gratil da vela grande
Pujame da vela grande
Altura do triângulo de proa
Base do triângulo de proa
Comprimento do estai (estimado)
Área vélica
1.076,39 sqft

Cálculos 04

Relação área vélica-deslocamento
21,49
Relação lastro-deslocamento
36,93
Relação deslocamento-comprimento
182,26
Coeficiente de conforto
25,17
Coeficiente de capotagem
1,99
Velocidade de casco
8,28 kn

Design e Construção

Todos os elementos estruturais acima e abaixo da linha de água são de alumínio. O casco, o convés e a cabine de pilotagem — esta última descrita como um "módulo de comando" — partilham o mesmo metal, e o corpo da canoa é esculpido através de múltiplos quinas em vez de uma única forma arredondada. Abaixo da linha de água, o casco é decapado por jato de areia e recebe um revestimento de barreira epóxi nas primeiras oito horas para evitar a oxidação do ancoradouro, enquanto buchas personalizadas de plástico e anodizado isolam metais diferentes em todo o barco. Três ânodos sacrificiais — um no leme, outro na bolina e uma unidade grande de 5 quilos perto do motor e do veio de aço inoxidável — apoiam um medidor de potencial de casco na cabine de pilotagem que permite ao operador vigiar a corrosão galvânica antes que esta cause danos. (1)

O sistema de quilha é o coração do conceito de varável por encalhe. Uma bolina retrátil desce até aos 8 pés e 1 polegada (2,46 m) e é um perfil NACA destinado apenas à estabilidade lateral, não ao lastro; o lastro de chumbo situa-se num embrião de quilha que alcança maior profundidade do que o ponto mais baixo do leme. O estaleiro afirma que o barco assenta no seu próprio fundo sem necessidade de varas ou apoios quando a maré se esgota, e não irá capotar quando encalhado na praia, voltando a endireitar-se se adornar até 14 graus antes de se apoiar lentamente na sua primeira quina. Um leme algo curto e a bolina parcialmente fechada num skeg robusto permitem que o casco encalhe facilmente.

Aparelho e Manobra

O Boreal 47 possui um aparelho à testa do mastro com duas cruzetas num mastro e retranca de alumínio Sparcraft, com aparelho fixo de cabo de aço inoxidável e um par de velas de proa em enroladores Profurl; um estai interior sustenta uma verdadeira traquetinha para tempo fechado. Um robusto pau de espírito de alumínio serve como rolo de âncora e ponto de virada do Code Zero, e essa vela de popa é considerada inestimável ao navegar à popa. Um par de bolinas de sabre pouco profundas, montadas a popa transversalmente ao único leme a meia-nau, é o segredo da manobra: subir a bolina de barlavento e baixar a de sotavento permite-lhe manter o rumo tão firme quanto desejar ancorado, e os velejadores experientes creditam a essas bolinas o facto de terem evitado que o leme se soltasse bruscamente à bolina com vento de 20 nós contra a maré. Delvoye desconfia dos dois lemes, preferindo combinar o leme de pala único com as bolinas de sabre a popa. (1)

Sob vela, os números dos testes são consistentes. A navegar de bolina com ventos acima dos 15 nós registou facilmente mais de 7 nós; um teste na baía de Chesapeake, com ventos de 16 a 22 nós e mar de 2 a 3 pés, registou 7,2 nós à bolina e 8,5 a navegar de largo. Quando o vento subia para os 20 nós, o leme ficava muito pesado até que se rizasse uma vela, momento em que o barco voltava a estar bem assente nos seus rumos. O seu movimento através das vagas era suave e tolerante, sem bater — um barco muito marinheiro que cuida da sua tripulação. Sob o motor Volvo Penta D2 de 55 cv, a rotação máxima do manche dava 2800 rpm e 8,3 nós; o passo de transmissão era de cerca de 7 nós a 1800 rpm.

Acomodações

O plano de convés centra-se numa casa do leme acessível através de uma enorme porta estanque a partir de um hard dodger que abriga duas pessoas na extremidade dianteira do poço. No interior, uma mesa de cartas a bombordo situa-se ao nível do poço na cabine aquecida, com um assento de leme acolchoado no interior e uma superfície de navegação magnificamente grande para toda a eletrónica desejada; uma saliência ao longo da aresta de fuga funciona como apoio para as mãos e ventilação. De lá, um tambucho desce para o salão, onde uma grande mesa elevada a bombordo tem sofás em três lados, e uma cozinha em linha a estibordo é separada do salão por uma caixa substancial que aloja o caixão da bolina e oferece espaço para apoiar e arrumar equipamentos. Os acabamentos em freixo com muitas escotilhas e vigias mantiveram o salão luminoso e arejado no barco de teste; o mogno é uma opção.

A proa, o camarote do armador era grande e confortável, com o mesmo acabamento em freixo. Os camarotes de popa podem receber beliches duplos de tamanho completo como opção. O próprio poço é compacto e refrescantemente profundo, com pontos de amarração fortes e grandes imbornais para o mar que entra por cima; a extremidade de fora da casaria se estende um pé sobre os bancos para criar recantos acolhedores. A proa de uma grande e desimpedida plataforma de proa situa-se um armário de velas de tamanho adequado, enquanto uma enorme arrecadação sob o convés de relaxamento fica logo a proa de um arco de alumínio opcional.

Convés e Equipamento

No convés, o barco foi construído para trabalhar em segurança em latitudes elevadas. Vigias de segurança flanqueiam o mastro, coberturas antiderrapantes cobrem as superfícies, e robustos cunhos de amarração soldados e candeleiros duplos são combinados com uma esteira de proa em teca do roda de proa até à popa. Uma única roda grande permite ao timoneiro sair para o exterior para ver ao redor da casa — embora a própria casa continue a ser um pouco uma obstrução, e os testadores costumavam ficar de pé para ver para onde iam fundear. Um hélice de proa está disponível como opção. (2)

O Veredicto

O Boreal 47 é um veleiro de cruzeiro mundial em alumínio construído especificamente para o efeito, cujo sistema de quilha com bolina retrátil (que permite varar na praia), as bolinas de sabre à popa e a gestão de corrosão de nível expedicionário o tornam uma ferramenta séria para latitudes elevadas. O módulo de comando da cabine de pilotagem e o poço profundo protegido são ideais para longas passagens, e o salão é ao mesmo tempo luminoso e prático. A principal desvantagem é o ponto cego da cabine de pilotagem a partir do posto de governo sentado, facilmente contornado ao subir para o interior.

Prós

  • Casco, convés e pilothouse em alumínio construídos para padrões de expedição com sistemas proativos de anticorrosão
  • Embrião de quilha fundeável e bolina; o estaleiro afirma que é estável quando encalhado até 14 graus
  • As bolinas de sabre à popa proporcionam um governo equilibrado e estável, com o leme muito firme a bolinar
  • Pilothouse protegida com mesa de cartas ao nível do poço e poço profundo com bom drenagem
  • Disposição de convés forte e segura, com passa-mãos de segurança, antiderrapante e cunhos soldados

Contras

  • A casa do leme obstrui a visibilidade para a vante a partir do posto de governo sentado
  • A bolina é apenas um foil de estabilidade lateral, não suporta lastro

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