Design e Linhagem
O projeto de Cornu de 1963 era um barco estrito de design único com bolina e tanques de flutuabilidade integrados num casco de PRFV, uma configuração que a International Yacht Racing Union abençoou com Estatuto Internacional em 1969 antes de a selecionar no final de 1972 para os Jogos Olímpicos de 1976. A estabilidade da classe como regra de medida é total: cada casco foi concebido para ser idêntico, o que permitiu à Vanguard usá-lo como o topo de uma via de transição do júnior para o olímpico, que também incluía duas versões do International 420 construídas como etapa intermédia. A linha de água de 4,4 metros e o peso de casco de 120 kg do 470, combinados com um aparelho de vela grande e buja de 12,7 m² e um spinnaker de 13 m², proporcionam-lhe uma elevada relação área vélica-peso que lhe permite planar facilmente e ter bom desempenho numa vasta gama de condições meteorológicas. (1)
Aparelho e Manobras
O barco possui um único trapézio e um spinnaker num mastro de 6,76 m, tripulado por dois velejadores cujo peso combinado ideal situa-se entre os 110 e os 145 kg. Essa elevada relação área vélica-peso e o casco planador tornam-no um veleiro ligeiro de alta performance, adequado para velejadores de todos os continentes, e o historial olímpico demonstra que o projeto recompensa um campo internacional muito amplo em vez de uma única nação dominante. Sendo um barco com bolina e uma vela de kitesurf de 13 m², exige um trabalho ativo da tripulação, mas o próprio aparelho é fixo por regra de classe, pelo que as variáveis residem no ajuste e na manobra, e não na escolha do equipamento. (1)
Construção e Personalização
A Vanguard construiu o 470 em Pewaukee, Wisconsin, e a cultura de proprietários em torno dos primeiros barcos era invulgarmente prática. Os velejadores moviam as anteparas ligeiramente dentro das regras da classe e, antes de o convés ser colocado sobre o casco, podiam instalar acessórios de convés para se adaptarem ao seu próprio tamanho e preferências de controlo. Uma filosofia estrutural fundamental era que uma forte via de carga desde o encaixe da roda de proa até à base do mastro, e desde os cadenotes até à base do mastro e de um cadenote para outro, permitia uma camada extremamente fina em todos os outros locais. Uma sugestão vinda do lado dos construtores era orientar as fibras do convés em ângulos de 45 graus em vez de longitudinalmente em redor do furo do mastro, uma ideia de reforço local consistente com a manutenção do laminado circundante no mínimo.
Problemas Conhecidos
A tolerância da classe para modificações por parte dos proprietários é também o principal ponto de atenção. Como as anteparas podiam ser deslocadas e os acessórios de convés reposicionados dentro das regras, os barcos individuais variam na qualidade com que os triângulos de carga crítica foram efetivamente executados, e um casco que pareça leve pode ter sacrificado demasiada espessura do revestimento fora da coluna vertebral reforçada. Os registos truncados dos proprietários não chegam para quantificar a espessura mínima da pele alcançada, mas a própria lógica do projeto admite um casco com espessura de papel fora da rede de ligação entre a roda de proa, a base do mastro e as cadenotes, pelo que qualquer rutura nessa continuidade é um defeito real e não apenas desgaste cosmético.
Remodelações e Propriedade
A produção de quase 1500 barcos pela Vanguard e a frota global da classe significam que um Vanguard 470 usado é normalmente um projeto de restauro de monotipo, e não uma reconstrução personalizada: as regras da classe limitam o que pode ser alterado, e os barcos construídos em Pewaukee antecedem os exemplares construídos no estrangeiro que os substituíram no início dos anos 1980. Os proprietários familiarizados com a primeira era da Vanguard valorizavam a capacidade de adaptar a disposição do convés antes de fechar o casco, pelo que um barco bem documentado pode apresentar um plano de acabamentos ajustado ao peso e estilo de um velejador conhecido, em vez de um convés genérico.
O Veredicto
O Vanguard 470 é um verdadeiro veleiro ligeiro de planeio com herança olímpica, apresentando um casco estrito de monotipo e um aparelho de trapézio e spinnaker que recompensa o trabalho atlético da tripulação em todas as faixas de vento. Os exemplares construídos em Pewaukee são historicamente os primeiros 470 americanos, mas a mesma personalização feita pelos proprietários que os torna interessantes também significa que a integridade estrutural de cada casco depende do respeito pelas suas linhas de carga reforçadas.
Prós
- Veleiro ligeiro olímpico estrito de classe monotipo de 4,70 m com tanques de flutuabilidade integrados
- Grande relação área vélica-peso; plana facilmente; ampla gama de condições meteorológicas
- Primeiro 470 construído nos EUA; quase 1500 unidades produzidas pela Vanguard
Contras
- A casca fina fora das zonas de carga reforçadas pode apresentar fragilidades ocultas se tiver sido modificada
- As alterações permitidas pelos proprietários em anteparas e acessórios variam de casco para casco
- Substituído por barcos de cruzeiro oceânico no início dos anos 80; a construção em Pewaukee terminou em 1986







