Thomas 707 — análise, ficha técnica e anúncios

David Thomas·1995·~120 hulls·Hunter Boats
Thomas 707 drawingDesenho do estaleiro
Tipo de casco
Monocasco · retrátil
Aparelho
Sloop fracionado
LOA
23.7' · 7.22 m
Desloc.
1.980 lbs · 898 kg
Primeiro ano
1995

David Thomas desenhou o Hunter 707 em 1995 e, desde o momento em que surgiu, posicionouse como o veleiro de regata desportivo pelo qual os velejadores de clube estavam à espera. A Hunter Boats construiuo como um barco de quilha planadora simples, largo e de 23 pés, e a procura logo após sair do papel ultrapassou a maioria dos novatos de meados dos anos 90 nessa categoria febril. Foram construídos mais de 120 exemplares, e desde então este modelo estabeleceuse como o veleiro desportivo de eleição para os velejadores de clube, com grandes frotas no Solent, Hamble, Burnham e na Escócia, além de campeonatos regionais por todo o Reino Unido que sustentam uma propriedade generalizada em todo o país.

Medidas

Dimensões 01

Comprimento total (LOA)
23,7 ft
Comprimento no convés
Comprimento na linha de água (LWL)
23 ft
Boca
8,3 ft
Calado
4,95 ft
Pé-direito máximo
Calado aéreo

Construção e casco 02

Construção
Fibra de vidro
Tipo de casco
Monocasco
Tipo de quilha
Retrátil
Leme
1× —
Lastro
915 lbs (Ferro)
Deslocamento
1.980 lbs
Capacidade de água
Capacidade de combustível

Aparelho e velas 03

Tipo de aparelho
Sloop fracionado
Gratil da vela grande
Pujame da vela grande
12,34 ft
Altura do triângulo de proa
Base do triângulo de proa
Comprimento do estai (estimado)
Área vélica
320 sqft

Cálculos 04

Relação área vélica-deslocamento
32,47
Relação lastro-deslocamento
46,21
Relação deslocamento-comprimento
72,65
Coeficiente de conforto
7,87
Coeficiente de capotagem
2,64
Velocidade de casco
6,43 kn

Design e Construção

O 707 é uma estrutura leve e rígida, construída num híbrido de resina de poliéster de alta qualidade, reforços de fibra de vidro e aramida (Kevlar), com uma construção sólida que os testadores consideraram durável mesmo num protótipo de demonstração de cinco meses de uso intensivo. David Thomas adicionou uma quina nos secções de popa para que o casco pudesse suportar uma superfície plana de planeio sem adicionar volume indesejado mais a cima, resultando num barco bastante largo cuja estabilidade básica é elevada — cada tripulante adicional que sobe a bordo faz com que o barco adorne menos do que seria de esperar. Sob o casco encontra-se uma quilha fixa de ferro fundido com um perfil relativamente esguio que suspende um bolbo modesto; carece das vantagens de uma quilha retrátil, mas ganha a integridade estrutural melhorada de uma quilha fixa e evita as dores de cabeça de manutenção que os mecanismos de elevação trazem. No interior, o espaço é construído com os comprovados soalhos laminados da Hunter, com robustas anteparas de contraplacado e frentes de beliche, uma combinação que mantém o preço baixo e provou ser muito eficaz perante os peritos. (1)

Aparelho e Manobrabilidade

O aparelho sloop fracionado foi construído para não se mover: cruzetas longas e muito abertas mantêm o mastro firme, e todo o barco foi descrito pela equipa de teste como à prova de bala a esse respeito. A estrutura de Mylar das velas Sobstad fixa a forma tão bem que o cabo do punho da esteira, o cunningham e o burro da esteira importam menos do que num aparelho mole de Dacron. Na água, o leme é bem equilibrado com o feedback positivo necessário, embora o leme possa ganhar carga numa bolina apertada. A pequena área da quilha não apresentou penalização visível à bolina, mas é necessário cuidado ao sair de uma virada por avante para manter a velocidade máxima. À popa com vento forte, as secções planas da popa brilham, proporcionando uma transição quase invisível do deslocamento ao planeio, e navegar em linha reta é simples com um spinnaker simétrico e um pau de spinnaker convencional; em águas restritas, este aparelho simétrico pode deixar para trás rivais com aparelhos assimétricos. Um verdadeiro limite é a ausência do estai de popa — ao bolinar com força, este evitava que o mastro fizesse corte para achatar a vela grande, e os testadores sentiram que isto prejudicava a tensão do estai de proa e a capacidade de orçar, um problema em frotas de handicap mesmo que os frequentadores dos campos de regatas Solent nunca tenham reparado. Os primeiros aparelhos apresentavam alguns problemas de ajuste, já corrigidos. (1)

Acomodações

Quase todo o convés a popa do mastro é poço, e a disposição provou ser quase infalível, com todos os controlos a ficarem facilmente ao alcance da mão. Ao subir a bordo, o barco parece muito maior do que o seu comprimento, e quatro, cinco ou até mais tripulantes podem navegar nele sem que se torne um aperto insuportável; o timoneiro de proa não precisa de subir às pressas para o teto da cabine. O interior em si é funcional em vez de belo — austero, aberto e construído para um propósito específico, o que é exatamente o que mantém os custos e o peso sob controlo para um fim de semana focado na regata.

Problemas Conhecidos

A ausência do estai de popa é a principal desvantagem: limita o alisamento da vela grande à bolina e, na opinião dos velejadores de teste, reduz a tensão do estai de proa e a capacidade de orçar, uma preocupação real fora das grandes frotas de monotipos. Os primeiros barcos apresentavam alguns acessórios do aparelho que davam problemas, mas estes foram modificados. Uma pequena falha prática apontada pelos testadores foi a falta de cunhos para evitar que as escotas do spinnaker ficassem a arrastar na água à bolina — um pequeno detalhe que levaria o barco em direção à perfeição.

Refits e Propriedade

Antes de o primeiro casco ser entregue, formou-se uma associação de proprietários que solicitou com sucesso à Hunter um pacote de equipamento de convés de alta qualidade utilizando acessórios Harken e Spinlock, que o estaleiro forneceu; os testadores não viram necessidade de atualizações dispendiosas no convés. O poço do motor fora de bordo é uma peça elegante do projeto: o motor e o seu suporte são arrumados sob o soalho do poço durante as regatas, a transição para o motor é fácil e segura, e as proteções de pé esculpidas no poço de proa permitem que a tampa do cofre se assente confortavelmente sobre elas. O preço baixo garantiu a sua reputação desde o início, e a associação ativa e as frotas nacionais tornam a propriedade uma decisão apoiada.

O Veredicto

O Hunter 707 é um design brilhantemente direcionado que proporciona um desempenho outrora reservado a barcos com vários pés a mais, num conjunto indestrutível e simples que toda a frota pode adquirir de forma económica. Não é um barco de Grande Prémio, mas como um veleiro de clube sólido, divertido e fácil de navegar, tem poucos rivais na sua classe de tamanho.

Prós

  • Elevada estabilidade básica e poço espaçoso para o seu comprimento
  • Aparelho indestrutível e construção híbrida durável reforçada com Kevlar
  • A quilha fixa evita a manutenção do sistema de elevação; equipamento de convés de qualidade Harken/Spinlock de série
  • Aparelho de spinnaker simétrico competitivo em águas restritas

Contras

  • A ausência de estai de popa limita o achatamento da vela grande à bolina, a tensão do estai de proa e a capacidade de orçar
  • Requer reparações urgentes no interior austero e na montagem inicial do aparelho
  • A quilha pequena e a popa plana exigem um ajuste cuidadoso com ventos fracos para evitar arrasto

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