Design e Linhagem
O Rhodes 19 começou a sua vida pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial como um veleiro de bolina central em madeira desenhado por Philip Rhodes e chamado Hurricane, com apenas uma frota em Greenwich Cove, Connecticut, que depressa se extinguiu. Em 1947, a Southern Massachusetts Yacht Racing Association encomendou ao estaleiro Palmer Scott Yard o acabamento dos cascos nus do Hurricane com quilhas, rebatizando-os como classe SMYRA e equipando-os com mastros de alumínio. A Marscot Plastics tomou mais tarde um molde sancionado pela classe de um barco SMYRA e, em 1958, George O'Day obteve a aprovação de Rhodes para rebater o design como "Rhodes 19". O primeiro campeonato nacional seguiu-se em 1963, e a associação nacional da classe reuniu-se no Larchmont Yacht Club em 1965. A O'Day encerrou a produção até 1980, em meio ao aumento dos custos dos materiais e a uma economia fraca, mas a Stuart Marine — fundada pelo velejador de Rhodes 19 Stuart Sharaga — construiu o seu primeiro barco em 1984, utilizando métodos de produção e ferramentas desenvolvidas pelo arquiteto naval Jim Taylor, e as duas linhagens de construtores continuam competitivas entre si até hoje. (2)
Construção e Forma do Casco
O Rhodes 19 é um veleiro de dia completo com um casco de forma estável e, na sua configuração de quilha, uma quilha de aleta com lastro de ferro e um leme fixo de mogno; o modelo com bolina possui, em alternativa, uma bolina de fibra de vidro, um leme basculante que se eleva fora da água e 150 libras de lastro interno de chumbo para ancoragem. A quilha de ferro do modelo de quilha pesa aproximadamente 440 libras e o barco completo cerca de 1325 libras, contra as 1030 libras da variante com bolina. Uma braçola de mogno envernizado e um convés de proa espaçoso completam uma estrutura simples e durável, construída sobre o que a ficha técnica original descreve como um casco rápido e tolerante, que também se revela um excelente ancorador para tempo pesado. (2)
Aparelho e Manobras
O barco possui um aparelho fracionado com uma área vélica de 175 pés quadrados, uma altura do mastro de 27 pés e 10 polegadas e uma retranca de 10 pés e 4 polegadas; o mastro da versão de quilha mede 28 pés e 4 polegadas contra os 25 pés e 6 polegadas da versão com bolina. A estabilidade relativa do casco facilita o alinhamento do pau de spinnaker enquanto se navega à vante com brisa moderada, e os spinnakers eram tipicamente lançados e recolhidos a partir da âncora do poço. Os proprietários costumam adicionar um carro da escota da grande Harken com dupla caçamba, barber haulers, cunningham e um tensor de testa da buja que alimenta cabos de buja ajustáveis para um controlo fino. Escrevendo na revista Small Boats, Jim Taylor observou que o barco é realmente muito adequado para a navegação intergeracional, um caráter consistente com a sua natureza tolerante. (2)
Acomodações e Disposição
A disposição original utiliza dois longos bancos moldados em fibra de vidro que funcionam também como câmaras de flutuação, com bancos confortáveis para seis adultos e um camarote de proa baixo e bem proporcionado que oferece boa proteção contra o salpicar da âncora. Uma versão de cruzeiro, o Mariner, substitui esse camarote por uma pequena cabine. Uma tenda de retranca adequada sobre o poço prolongaria significativamente a autonomia do barco para pernoitas sem alterar o caráter essencial de daysailer aberto. (2)
Remodelações e Propriedade
Os cascos mais antigos construídos pela O'Day podem ser restaurados para o seu máximo de competitividade, o que significa que um comprador não precisa de procurar apenas barcos recentes da Stuart Marine para competir com sucesso em regatas de ancoragem. A continuidade da classe ao longo dos construtores e a sua grande frota sobrevivente tornam as peças e o conhecimento da classe razoavelmente acessíveis para o proprietário disposto a manter um design com origem em 1959. (2)
O Veredicto
O Rhodes 19 sobrevive porque faz a ponte entre a vela familiar tranquila e as regatas de monotipos sem comprometer nenhum dos dois papéis. O seu casco estável, aparelho simples e cabine protegida adaptam-se a principiantes e crianças, enquanto a estrutura competitiva da classe e o aparelho ajustável recompensam os velejadores experientes. As versões com quilha e bolina alargam a sua utilidade desde enseadas pouco profundas até ao mau tempo costeiro.
Prós
- Comprovado ao longo de mais de cinquenta anos e com mais de 3500 cascos construídos, tanto como veleiro de dia como em regatas de monotipos
- Casco estável na forma, tolerante e com forte capacidade para tempo pesado
- As variantes de quilha e bolina adequam-se a diferentes águas; os barcos mais antigos são restauráveis para manterem a competitividade na classe
Contras
- O modelo com bolina é menos popular e tem menos estabilidade derivada da quilha
- A cabine aberta limita o uso em pernoita sem uma infraestrutura adicional de tenda de retranca




