Design e Construção
Tanto o casco como o convés são feitos de fibra de vidro laminada manualmente em construção em sanduíche, um método que a análise destaca por melhorar o clima interior sob ancoragem. A quilha de aleta de chumbo tem um calado entre os 5,58 e os 5,88 pés, dependendo da carga, o que permite ao barco entrar na maioria das marinas. Com uma boca de 9,19 pés, a relação comprimento-boca é de 3,56, e a relação lastro-deslocamento de 40 % reflete 3748 libras de chumbo face a um deslocamento de 9259 libras. A superfície molhada mede cerca de 301 pés quadrados, e a taxa de imersão de 871 libras por polegada indica o quão pesadamente o barco assenta à medida que o equipamento e a água aumentam o seu peso. Nada disto é exótico, mas a abordagem de sanduíche no casco e convés, juntamente com a relação deslocamento-comprimento moderada de cerca de 205, coloca-o entre o que a fonte analisadora categoriza como veleiros de regata moderados e não como cruzeiros pesados. (1)
Aparelho e Manobrabilidade
O 330 foi disponibilizado com mais do que um aparelho, sendo as opções disponíveis um aparelho fracionado e um aparelho fracionado alternativo. A sua área vélica de 625 pés quadrados num plano de sloop fracionado, combinada com uma relação área vélica-deslocamento de 22,68, confere um comportamento com ventos fracos consistente com essa classificação de velejador de regata moderado. A motor, um Yanmar 2GM20SD aciona um saildrive e empurra o barco até uns observados 8,0 nós, ultrapassando a velocidade de casco teórica de 7,0 nós para um casco de deslocamento deste comprimento. O coeficiente de capotagem de 1,75 e um coeficiente de conforto de 25,7 descrevem um barco que a avaliação baseada em fórmulas considerou aceitável pelos padrões de segurança, prometendo ainda assim um perfil de movimento estável para o seu tamanho.
Acomodações
No interior, o Faurby segue a prática dinamarquesa da época: o acabamento é em teca, como a maioria dos barcos da sua geração, e o pé-direito está acima da média para a classe. As capacidades de água de 21 galões e de diesel de 14 galões são modestas, adequadas para cruzeiro costeiro em vez de longas travessias independentes, e o coeficiente de capotagem de 1,75, juntamente com o coeficiente de conforto, sugerem um barco projetado mais para uma navegação reativa do que para o volume habitável a bordo. O benefício da construção em sanduíche para o clima interior faz-se sentir aqui numa atmosfera de cabine mais seca e estável do que os equivalentes em fibra de vidro maciça poderiam oferecer.
O Veredicto
O Faurby 330 é um design dinamarquês coerente do final dos anos oitenta: um veleiro de quilha de aleta com construção em sanduíche e lastro de chumbo, equipado com múltiplos aparelhos fracionados, um saildrive Yanmar e números que o classificam como um velejador de regata moderado com conforto razoável. Não é o líder em volume para navegação de altura, mas é um pequeno cruzeiro-regata bem resolvido da autoria de um único arquiteto.
Prós
- Casco e convés em sanduíche de fibra de vidro laminada à mão para um clima estável na cabine
- Quilha de aleta de chumbo com calado moderado de 1,70–1,79 m para acesso a marinas
- Várias opções de aparelho fracionado e plano vélico de 58 m² para uma manobrabilidade viva
- Pé-direito acima da média e interior em teca
Contras
- Pequena capacidade de água (21 galões) e combustível (14 galões) limita a autonomia
- A velocidade de casco teórica de 7,0 nós fica aquém da velocidade motorizada de 8,0 nós





