Design e Construção
A Bristol Yachts construiu o 43.3 com um casco de fibra de vidro maciça, uma tradição de construção no estaleiro que privilegiava laminados aplicados à mão sem alma. Os próprios veleiros de cruzeiro de segunda geração do estaleiro, incluindo o 45.5 em que colaboraram Empacher e Hood, estabeleceram a linguagem de design que este herdou. A sua relação lastro-deslocamento situa-se nos 40 por cento, com 10 500 libras de chumbo num deslocamento de 26 530 libras, e uma relação comprimento-boca de 3,35 para uma boca de pouco menos de 13 pés confere-lhe o perfil estreito e funcional de um casco de cruzeiro, em vez do formato largo de um barco de charter. A relação deslocamento-comprimento de 320 coloca-o firmemente entre os cruzeiros pesados, e uma taxa de imersão de cerca de 1547 kg por polegada (1 501 libras por polegada) significa que assenta fundo e estável sob carga.
Aparelho e Manobrabilidade
O 43.3 possui um aparelho de cúter com uma quilha com bolina, e a sua relação área vélica-deslocamento é de 15,2 na vela de referência ISO, subindo para 18,0 com uma genoa de 135 por cento. Pelos padrões de veleiros semelhantes, tem um aparelho significativamente subdimensionado, ostentando mais área vélica do que apenas cerca de 5 por cento dos seus pares, o que o define como um barco que depende do deslocamento e do lastro em vez da velocidade com ventos fracos. A sua velocidade de casco teórica é de 7,7 nós, e um coeficiente de capotagem de 1,73 permitiria, apenas por essa fórmula, a sua participação em regatas oceânicas. O coeficiente de conforto de 37,1 e uma superfície molhada próxima dos 570 pés quadrados descrevem um casco que se move com o mar em vez de sobre ele. Com a bolina recolhida, o calado reduz-se para cerca de 4,5 pés, permitindo-lhe aceder a marinas pouco profundas; com a bolina descida, o calado é de cerca de 10 pés. (1)
Acomodações
A disposição interior não é descrita para além de factos estruturais e de sistemas, mas a capacidade dos depósitos conta parte da história do cruzeiro: 120 galões de diesel e 160 galões de água suportam passagens prolongadas, e o único motor interior a diesel Westerbeke é a opção de propulsão. O aparelho cúter e a bolina sugerem conjuntamente uma disposição construída em torno de um ancoradouro versátil e de passagens, em vez de entretenimento no cais.
Problemas Conhecidos
O 43.3 não apresenta defeitos estruturais nem falhas recorrentes de equipamento na pequena frota. Para um barco construído em menos de 100 exemplares, a ausência de falhas sistémicas comprova a solidez da abordagem do estaleiro no uso de laminados maciços.
Remodelações e Propriedade
Possuir um 43.3 significa conviver com um design de baixa produção da Hood/Empacher, cujo aparelho de labor está minuciosamente documentado: as adriças da vela grande, da buja e do spinnaker têm cada uma 120,5 pés de cabo com 14 mm, enquanto as escotas variam desde uma escota de genoa de 43 pés até uma escota da grande de 108 pés, todas com 5/8 de polegada. Um comprador que mantenha um destes barcos estará a manter um cruzeiro pesado com opção de pouco calado, e não uma plataforma de produção em massa com abundante apoio pós-venda; a pequena frota exige uma seleção cuidadosa de peças sobressalentes.
O Veredicto
O Bristol 43.3 é um veleiro de cruzeiro sério e capaz de navegar em alto-mar, fruto de uma respeitada parceria de design da segunda geração da Bristol, oferecendo calado reduzido quando necessário e um casco pesado e confortável quando as condições o exigem. Está subvelado para os padrões modernos e construído em números muito reduzidos, mas a sua construção e as suas relações descrevem um barco projetado para a travessia e não para a regata.
Prós
- Deslocamento de cruzeiro pesado e relação lastro-deslocamento de 40 % para estabilidade em alto-mar
- A quilha com bolina oferece um calado reduzido de 4,5 pés ou um calado profundo de 10 pés
- Casco de fibra de vidro maciça na tradição manual de construção de Bristol
Contras
- Significativamente subaparelhado em comparação com veleiros semelhantes
- Menos de 100 unidades construídas, o que complica a obtenção de peças e a familiaridade dos peritos









