Design e Construção
O Seidelmann 25 é construído predominantemente em fibra de vidro com acabamentos em madeira, apresentando um casco e convés maciços e uma relação lastro-deslocamento de 48 % para um lastro fixo de 4600 libras. Esse lastro situa-se numa quilha de aleta que cala entre os 1,31 e os 1,41 metros de calado, dependendo da carga, o que permite ao barco entrar em marinas pouco profundas. A boca de 2,90 metros (9 pés e 6 polegadas) proporciona uma relação comprimento-boca de 2,58 e, como observaram os testadores da época, a boca larga oferece bom espaço no interior do barco. Um leme de pala montado internamente e operado por cana de leme completa o sistema de governo. O veleiro foi, em tempos, apoiado por um clube de classe, o Seidelmann Owners. (2)
Aparelho e Manobras
O sloop com aparelho à testa do mastro possui mais área vélica do que 38 por cento de veleiros semelhantes, com uma relação área vélica-deslocamento de 16,2 na vela de referência ISO e 19,6 com uma âncora de genoa a 135 por cento. As dimensões das adriças e escotas são modestas: as adriças da vela grande e da genoa têm 66,8 pés com cabo de 5/16 polegadas, as escotas da buja e da genoa são de 24,5 pés com cabo de 3/8 polegadas, e a escota da grande tem 61,3 pés com cabo de 3/8 polegadas. A linha de água de 20 pés e o deslocamento de 4600 libras produzem uma velocidade de casco teórica próxima dos 6,0 nós e uma taxa de imersão de cerca de 663 libras por polegada. Com uma linha de água relativamente estreita e bochechas macias, o barco é mole com vento forte, a menos que esteja bem afundado sob o peso de um homem na regala. O coeficiente de capotagem de 2,28 significa que o projeto não seria aceite para regatas oceânicas, e o coeficiente de conforto é de 16,6. (2)
Acomodações
No interior, o Seidelmann 25 acomoda quatro pessoas: um camarote de proa em V duplo e dois beliches do salão retos no salão principal. A cozinha situa-se a estibordo, logo a proa da escada do tambucho, equipada com um fogão de dois bicos e lava-loiça, enquanto uma sanita portátil está posicionada a popa do camarote de proa, no lado de bombordo. O pé-direito é abaixo da média para o tamanho do barco, e a área de superfície molhada a pintar ou a aplicar massa asseca ronda os 204 pés quadrados. (1)
Problemas Conhecidos
Alguns proprietários queixam-se da fraca construção destes barcos, um juízo que vale a pena ponderar face à construção em fibra de vidro e acabamentos em madeira, bem como ao volume de produção do estaleiro a partir do final dos anos 1970. O comportamento mole com vento forte é uma consequência da linha de água estreita e da forma suave do porão, e não de qualquer defeito, mas exige tripulação na regala para manter o barco direito e a navegar. (1)
O Veredicto
O Seidelmann 25 é um pequeno sloop com aparelho à testa do mastro e grande boca, que troca a aceitação em regatas de alto-mar pelo fácil acesso a marinas e por um interior surpreendentemente espaçoso com quatro beliches. O seu comportamento com ventos fracos e o calado reduzido são adequados para cruzeiros em águas abrigadas, enquanto a tendência para adornar muito com vento forte exige que o timoneiro gestione o peso da tripulação de forma deliberada.
Prós
- A boca larga de 9,5 pés oferece bom espaço sob o convés para quatro beliches
- A quilha de aleta ou de pouco calado apresenta um calado mínimo de 4,33 pés, facilitando o acesso às marinas
- O aparelho à testa do mastro com genoa eleva a relação área vélica-deslocamento para 19,6
Contras
- Pé-direito abaixo da média
- Mole com vento forte sem o apoio das braçolas
- Alguns proprietários relatam má qualidade de construção







