Comet 275 — análise, ficha técnica e anúncios

1988·Comar
Desenho aproximado

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Tipo de casco
Monocasco · aleta
Aparelho
Sloop à testa do mastro
LOA
37' · 11.28 m
Desloc.
13.228 lbs · 6.000 kg
Primeiro ano
1988

O Comet 275 é um sloop italiano com aparelho à testa do mastro de 37 pés que a Comar Yachts lançou em 1988, fruto da expansão do estaleiro no final dos anos oitenta para colaborações com designers como Doug Peterson e Andrea Vallicelli. Com uma linha de água de 32,5 pés e uma boca de pouco mais de 12 pés, apresenta um deslocamento de 13 228 libras num casco de quilha de aleta em fibra de vidro maciça — um cruzeiroregata mediterrânico direto, e não um veleiro de expedição oceânica.

Medidas

Dimensões 01

Comprimento total (LOA)
37 ft
Comprimento no convés
Comprimento na linha de água (LWL)
32,48 ft
Boca
12,14 ft
Calado
6,56 ft
Pé-direito máximo
Calado aéreo

Construção e casco 02

Construção
Fibra de vidro
Tipo de casco
Monocasco
Tipo de quilha
Aleta
Leme
1× De pala
Lastro
(Chumbo)
Deslocamento
13.228 lbs
Capacidade de água
63 gal
Capacidade de combustível
16 gal

Aparelho e velas 03

Tipo de aparelho
Sloop à testa do mastro
Gratil da vela grande
Pujame da vela grande
Altura do triângulo de proa
Base do triângulo de proa
Comprimento do estai (estimado)
Área vélica

Cálculos 04

Relação área vélica-deslocamento
Relação lastro-deslocamento
Relação deslocamento-comprimento
172,34
Coeficiente de conforto
21,74
Coeficiente de capotagem
2,05
Velocidade de casco
7,64 kn

Design e Construção

A Comar construiu o 275 em Itália com um casco de fibra de vidro maciça e uma quilha de aleta. A relação deslocamento-comprimento do barco, de 172, coloca-o entre o que uma análise designou por "regatistas leves", e a sua relação comprimento-boca de 3,05 confere-lhe o perfil estreito e funcional típico dessa classificação de regatistas leves da classe. A superfície molhada é de cerca de 452 pés quadrados, e a taxa de imersão de aproximadamente 1374 libras por polegada significa que o barco assenta muito pesado para o seu comprimento quando carregado. Um leme de pala e um calado de 6,56 pés completam uma forma de casco afinada para a reatividade em detrimento da máxima capacidade de carga. (1)

Aparelho e Manobras

O aparelho sloop à testa do mastro é servido por um sistema de cabos de grande especificação e peso: as escotas da buja e da genoa têm 37 pés de comprimento com um diâmetro de 14 mm, a escota da grande estende-se por 92,5 pés e as escotas do spinnaker chegam aos 81,4 pés, todos com as mesmas dimensões de cabo de 14 mm. Essa uniformidade sugere um plano de convés desenhado para um controlo seguro e com baixo esforço sob carga. A sua velocidade teórica de casco situa-se nos 7,64 nós, e o coeficiente de conforto de 21,6 indica uma navegação mais viva do que luxuosa. O coeficiente de capotagem de 2,05 está acima do limite aceite para regatas oceânicas, um valor que um crítico escreveu na Yachtdatabase para a classificar claramente como um barco costeiro e de águas interiores, em vez de um veleiro para circum-navegação. (1)

Acomodações e Sistemas

A ficha técnica de fábrica lista um motor diesel de 29 cavalos acionando uma única transmissão por veio, com 16 galões de combustível e 63 galões de água — uma capacidade de depósitos modesta que se adequa mais ao uso de fim de semana e costeiro do que a longas estadias em águas pouco profundas. O comprimento de 37 pés e a boca de 12 pés conferem uma dimensão comparável a outros veleiros de cruzeiro-regata da Comar da época, embora o estaleiro descreva apenas o casco e os sistemas, não a disposição interior. A base mecânica é um pequeno motor diesel, capacidade de combustível reduzida e um depósito de água dimensionado para uma tripulação reduzida durante vários dias.

O Veredicto

O Comet 275 é um design italiano coerente do final dos anos oitenta: leve nas linhas, rígido na estrutura e aparelhado com escotas sobredimensionadas que revelam uma intenção de navegação séria. Não foi construído para regatas oceânicas pelos números, mas o seu casco de quilha de aleta e o aparelho à testa do mastro tornam-no um velejador costeiro capaz, com a capacidade de depósitos necessária para suportar passagens costeiras curtas.

Prós

  • Casco de fibra de vidro maciça com reforços diretamente laminados para rigidez
  • Aparelho à testa do mastro com aparelho de labor pesado de 14 mm em todo o barco
  • Motor interior a diesel de 29 cv com capacidade de água de 63 galões para cruzeiro costeiro

Contras

  • O coeficiente de capotagem exclui-o da aceitação em regatas oceânicas
  • A capacidade de combustível leve de 16 galões limita a autonomia a motor
  • Classificado como um "regata leve" e não como um cruzeiro de deslocamento pesado

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