Sailart 19 — análise, ficha técnica e anúncios

2016·Sailart
Desenho aproximado

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Tipo de casco
Monocasco · asas
Aparelho
Sloop fracionado
LOA
20.67' · 6.3 m
Desloc.
1.742 lbs · 790 kg
Primeiro ano
2016

O Sailart 19 é um veleiro de cruzeiro de bolso focado no desempenho que chegou em 2016 como um design complementar ao ligeiramente maior Sailart 20, partilhando a quilha e o aparelho desse barco, enquanto reduzia o comprimento do casco para uns 5,70 metros, criado como um suplemento ao Sailart 20. Construído em torno de um sanduíche de fibra de vidro com núcleo de espuma e um contramolde interior que mantém o interior limpo e limita a condensação, o barco foi concebido para pequenas viagens de um dia e cruzeiros mais leves, em vez de longas travessias, mas apresenta mais volume interior do que qualquer outro na sua classe de comparação direta. As suas linhas — linha de água larga, proa volumosa, quinas pronunciadas — sinalizam uma viragem deliberada em direção ao visual e comportamento dos modernos veleiros de regata de altomar, e o resultado é um pequeno cruzeiro que se sente claramente contemporâneo na água e sob ela.

Medidas

Dimensões 01

Comprimento total (LOA)
20,67 ft
Comprimento no convés
18,7 ft
Comprimento na linha de água (LWL)
17,72 ft
Boca
8,2 ft
Calado
4,27 ft
Pé-direito máximo
Calado aéreo
29,86 ft

Construção e casco 02

Construção
Fibra de vidro (núcleo de espuma)
Tipo de casco
Monocasco
Tipo de quilha
Asas
Leme
1× Exterior
Lastro
397 lbs (Chumbo)
Deslocamento
1.742 lbs
Capacidade de água
Capacidade de combustível

Aparelho e velas 03

Tipo de aparelho
Sloop fracionado
Gratil da vela grande
Pujame da vela grande
Altura do triângulo de proa
Base do triângulo de proa
Comprimento do estai (estimado)
Área vélica
236,81 sqft

Cálculos 04

Relação área vélica-deslocamento
26,17
Relação lastro-deslocamento
22,79
Relação deslocamento-comprimento
139,77
Coeficiente de conforto
8,77
Coeficiente de capotagem
2,73
Velocidade de casco
5,64 kn

Design e Construção

A Sailart desenvolveu o 19 na sua unidade de Erftstadt, com os cascos produzidos na Polónia, sendo o estaleiro conhecido por elevados padrões de qualidade e soluções detalhadas bem-sucedidas. O convés e o casco são em sanduíche de poliéster com um núcleo de espuma Divinycell, e a adição de uma camada interna confere um interior acabado e evita a condensação no interior. O barco é fabricado em sanduíche de espuma de série para ser insubstituível, uma base segura para uma embarcação destinada ao uso costeiro e interno. A larga linha de água e o volume generoso da proa foram desenhados especificamente para águas costeiras, enquanto as quinas pronunciadas permitem que o casco entre num regime estável de planeio com vento forte, mesmo com tripulação reduzida. O primeiro protótipo carregava alguns quilos extra de peso de desenvolvimento, mas esperava-se que os barcos de produção perdessem cerca de 50 quilos. (1)

Aparelho e Manobrabilidade

O aparelho sloop fracionado é partilhado com o Sailart 20 e ostenta uma buja auto-virante que tornou as manobras visivelmente fáceis nos testes, contribuindo para o comportamento seguro do barco em navegação solitária em condições de vento forte, onde se navegou com grande confiança mesmo com vento forte. Os testadores creditaram essa estabilidade à estabilidade dimensional conferida pela boca de 2,50 metros e a uma relação lastro-deslocamento de 23 por cento. O governo é direto e o barco assenta bem no leme, sendo descrito como vivo e nunca nervoso; a pala do leme exterior dobrável simplesmente recolhe-se se o barco encalhar. Com a quilha levantada, o calado reduz-se para cerca de 60 centímetros, embora, no teste de encalhe comparativo, essa altura ainda deixasse o Sailart aquém da margem. Um gennaker opcional de 25 metros quadrados é lançado a partir de um gurupés fixo, e mesmo sem ele o casco deslizava bem e mantinha a velocidade face a rivais mais estreitos. Com ventos mais fracos, abaixo dos dez nós, a sua linha de água efetiva mais estreita aproximava o desempenho de um veleiro comparável de 18 pés, e a postura de quina na água é o que liberta totalmente o momento de restauração. (1)

Acomodações

Sob o convés, o 19 assemelha-se mais a um pequeno cruzeiro de grande porte do que a um veleiro ligeiro esticado, e no seu grupo de teste ofereceu o maior espaço interior de todos os barcos analisados. Quatro beliches largos estão dispostos com um beliche de proa com 1,98 metros de comprimento e uma boca que se estreita para 44 centímetros na extremidade inferior, além de sofás laterais com 2,24 metros de comprimento e 0,67 metros de largura. Um sistema variável de armários e arrumação prática coexistem com uma iluminação acolhedora e acabamentos em madeira que, juntos, conferem uma atmosfera digna de um verdadeiro navio. O poço oferece bons lugares para sentar e, em condições de vento forte, o local mais seguro é ao longo da borda superior, onde os guarda-mancebos de fita — e não de cabo de aço —, que parecem folgados à primeira vista, tornam a passagem das rajadas mais fácil e confortável. (1)

Equipamento e Aparelho

As ferragens de convés são especificadas para um elevado padrão de regata, e as próprias descrições do estaleiro destacam um design limpo e contemporâneo com detalhes inteligentes que distinguem o barco. O pacote pronto a navegar na versão testada incluía um motor Torqeedo personalizado com governo de cana e a bateria alojada no cofre de proa, além da cablagem elétrica sob o convés, e o preço incluía um atrelado dedicado para o lançamento habitual à água. Uma classificação CE de Categoria C limita o barco ao uso em águas interiores e costeiras abrigadas.

O Veredicto

O Sailart 19 é algo raro: um cruzeiro com menos de seis metros que não exige à sua tripulação ceder espaço habitável em prol de mais potência à vela. A sua boca, lastro e casco com quina permitem que uma única pessoa o governe com confiança com vento forte, enquanto o interior — genuinamente o mais espaçoso no seu grupo — torna viagens curtas plausíveis. Os guarda-mancebos elásticos e a construção insubstituível refletem um detalhe cuidado, e a quilha e aparelho partilhados com o 20 tornam a sua propriedade simples.

Prós

  • Manobra em solitário confiante e direta em condições de vento forte, graças à relação entre boca e lastro
  • Maior espaço interior e quatro beliches largos na sua classe de comparação
  • Construção insubstituível com núcleo de espuma e contra-molde interior para reduzir a condensação
  • A buja auto-virante e o leme dobrável simplificam as manobras com tripulação reduzida

Contras

  • O calado da quilha retrátil ainda o deixava aquém no teste de encalhe na praia
  • A velocidade com vento fraco fica atrás de concorrentes contemporâneos mais estreitos até que a quina do casco entre em jogo
  • A Categoria C limita o barco a águas interiores e costeiras de pouco calado

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