Whiting 1/4 Ton — análise, ficha técnica e anúncios

Paul Whiting·1977·Whiting Yachts
Desenho aproximado

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Tipo de casco
Monocasco · aleta
Aparelho
Sloop fracionado
LOA
25.58' · 7.8 m
Desloc.
2.271 lbs · 1.030 kg
Primeiro ano
1977

O Whiting 1/4 Ton é um veleiro de 25 pés em sloop fracionado do tipo quartertonner, cuja encarnação mais famosa, o Magic Bus, levou Paul Whiting de um estúdio de design na Nova Zelândia para a Quarter Ton Cup de 1976 no Texas. Whiting, um habitante de Auckland, já tinha desenhado e competido com o primeiro dos populares barcos da classe Reactor ainda no ensino secundário, e, já nos seus primeiros anos da casa dos 20, tinha um historial forte antes de se juntar ao velejador de dinghy Murray Ross para o desafio da Anchor Cup de 1976. A classe de produção que se seguiu na Nova Zelândia surgiu diretamente desse veleiro original, que mais tarde foi vendido na América e perdeuse para a vela local até à sua redescoberta e regresso.

Medidas

Dimensões 01

Comprimento total (LOA)
25,58 ft
Comprimento no convés
Comprimento na linha de água (LWL)
19,68 ft
Boca
9,12 ft
Calado
4,82 ft
Pé-direito máximo
Calado aéreo
36,75 ft

Construção e casco 02

Construção
Fibra de vidro/madeira (compósito)
Tipo de casco
Monocasco
Tipo de quilha
Aleta
Leme
1× De pala
Lastro
800 lbs (Chumbo)
Deslocamento
2.271 lbs
Capacidade de água
Capacidade de combustível

Aparelho e velas 03

Tipo de aparelho
Sloop fracionado
Gratil da vela grande
30,1 ft
Pujame da vela grande
11,15 ft
Altura do triângulo de proa
21 ft
Base do triângulo de proa
7,87 ft
Comprimento do estai (estimado)
22,43 ft
Área vélica
247 sqft

Cálculos 04

Relação área vélica-deslocamento
22,87
Relação lastro-deslocamento
35,23
Relação deslocamento-comprimento
133,01
Coeficiente de conforto
8,61
Coeficiente de capotagem
2,78
Velocidade de casco
5,94 kn

Design e Construção

O Whiting 1/4 Ton tem um comprimento total de 25,58 pés, uma linha de água de 19,68 pés e uma boca arredondada de 9,12 pés, com um calado de 4,82 pés numa quilha de aleta com leme de pala. O deslocamento é leve, de 2.271 libras, das quais 800 libras são lastro de chumbo — uma relação lastro-deslocamento de 35,23 que, juntamente com a forma do casco otimizada para o IOR vista no Magic Bus, a marca como um puro-sangue da era dominada por essas regras. A Whiting Yachts construiu-o em compósito de fibra de vidro e madeira, com um núcleo de casco em contraplacado e a mesma abordagem de compósito no convés. O exemplar do Magic Bus apresentava uma construção de casco em espuma e vidro, e todos os sistemas a bordo foram organizados para minimizar o peso e a resistência aerodinâmica — um casco vazio pesava apenas 1.180 kg, uma cifra que sublinha o quão agressivamente o design procurou cumprir a regra dos 1/4 de tonelada. (1)

Aparelho e Manobra

Como um sloop fracionado com 247 pés quadrados de área vélica e um mastro com 36,75 pés acima da linha de água, o 1/4 Ton foi construído para competir. A Magic Bus provou o conceito ao vencer o campeonato mundial, ganhando todas as regatas exceto uma, navegada por Ross, Whiting, Steven Allen e com o proel Steve Trevurza como âncora. No entanto, a sensibilidade do barco é real: os proprietários relatam que é um veleiro muito difícil de colocar no seu ritmo devido aos sistemas instalados, e nunca mais teve um desempenho tão bom para nenhum dos seus proprietários posteriores após Ross e Whiting como âncora. O mundo da vela perdeu Whiting aos 27 anos, falecido no mar no início de 1980 com a sua esposa Alison e os tripulantes John Sugden e Scott Coombes, quando o seu veleiro foi atingido por um ciclone a regressar da regata Sydney–Hobart de 1979 — um fecho trágico para a era que a produziu. (1)

Acomodações

A classe foi concebida para a série South Pacific Quarter Ton antes do seu triunfo no Texas, e a versão de produção descendia de um veleiro de regata despido, cujos sistemas estavam todos afinados para a leveza em detrimento do conforto de cruzeiro. O coeficiente de conforto de 8,61 e o coeficiente de capotagem de 2,78 colocam-no firmemente na extremidade viva e leve do espetro, em vez do intervalo do veleiro de cruzeiro familiar acolhedor. (2)

Problemas Conhecidos

O Magic Bus restaurado surgiu em estado de abandono, com podridão no seu convés de madeira compensada e no poço, e alguma delaminação na sua quilha do casco de espuma e fibra de vidro. O mastro original permaneceu num estado terrível mesmo após o regresso do veleiro, e vários itens precisaram de ser substituídos desde o lançamento, incluindo um pau de spinnaker partido numa cambada por barlavento na China. Estes são os modos de falha que um convés composto com núcleo de compensado e um casco inicial de espuma e fibra de vidro apresentam quando negligenciados: a água encontra o núcleo, o mastro envelhece para além do serviço seguro e os componentes do aparelho fraturam sob as cargas que um veleiro de regata de uma tonelada gera. (1)

Remodelações e Propriedade

Os desenhos originais e as memórias daqueles que com ela competiram guiaram o restauro, com o construtor naval Dave Hurley e a família Whiting a trazerem o veleiro abandonado de volta à sua âncora de casa. Trevor Berry reconstruiu o aparelho, o timoneiro original Steve Trevurza consultou sobre a configuração do aparelho e das velas, e um novo conjunto de velas — vela grande, três bujas de número um a três e spinnaker — foi construído com o apoio da Dimension-Polyant através de Dave Parr da Calibre. Quarenta anos após a sua vitória na Taça, o barco ainda mantinha alguma eletrónica e equipamento de convés original, e o lançamento de volta no estaleiro do Milford Cruising Club em novembro de 2018 devolveu uma peça da história da vela da Nova Zelândia às águas. (2)

O Veredicto

O Whiting 1/4 Ton é um veleiro de regata sério de deslocamento leve, cuja linhagem passa diretamente por um dos designers mais talentosos da Nova Zelândia. Recompensa mãos experientes e castiga a negligência no seu núcleo e aparelho, mas a sua ascendência e a sobrevivência de um exemplar campeão mundial tornam-no uma entrada única na classe dos quartos de tonelada.

Prós

  • Casco otimizado para IOR com peso excecionalmente leve para o seu tamanho
  • Desempenho comprovado em regatas de campeonatos mundiais sob tripulação original
  • Restauro documentado e robusto utilizando desenhos originais e memórias em primeira mão

Contras

  • Difícil de navegar até ao seu potencial sem o conhecimento da tripulação original
  • Convés de contraplacado e casco inicial em fibra de vidro com espuma propenso a podridão e delaminação se negligenciado
  • Os componentes originais do mastro e do aparelho exigem uma reconstrução completa nesta idade

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