Design e Construção
O Whiting 1/4 Ton tem um comprimento total de 25,58 pés, uma linha de água de 19,68 pés e uma boca arredondada de 9,12 pés, com um calado de 4,82 pés numa quilha de aleta com leme de pala. O deslocamento é leve, de 2.271 libras, das quais 800 libras são lastro de chumbo — uma relação lastro-deslocamento de 35,23 que, juntamente com a forma do casco otimizada para o IOR vista no Magic Bus, a marca como um puro-sangue da era dominada por essas regras. A Whiting Yachts construiu-o em compósito de fibra de vidro e madeira, com um núcleo de casco em contraplacado e a mesma abordagem de compósito no convés. O exemplar do Magic Bus apresentava uma construção de casco em espuma e vidro, e todos os sistemas a bordo foram organizados para minimizar o peso e a resistência aerodinâmica — um casco vazio pesava apenas 1.180 kg, uma cifra que sublinha o quão agressivamente o design procurou cumprir a regra dos 1/4 de tonelada. (1)
Aparelho e Manobra
Como um sloop fracionado com 247 pés quadrados de área vélica e um mastro com 36,75 pés acima da linha de água, o 1/4 Ton foi construído para competir. A Magic Bus provou o conceito ao vencer o campeonato mundial, ganhando todas as regatas exceto uma, navegada por Ross, Whiting, Steven Allen e com o proel Steve Trevurza como âncora. No entanto, a sensibilidade do barco é real: os proprietários relatam que é um veleiro muito difícil de colocar no seu ritmo devido aos sistemas instalados, e nunca mais teve um desempenho tão bom para nenhum dos seus proprietários posteriores após Ross e Whiting como âncora. O mundo da vela perdeu Whiting aos 27 anos, falecido no mar no início de 1980 com a sua esposa Alison e os tripulantes John Sugden e Scott Coombes, quando o seu veleiro foi atingido por um ciclone a regressar da regata Sydney–Hobart de 1979 — um fecho trágico para a era que a produziu. (1)
Acomodações
A classe foi concebida para a série South Pacific Quarter Ton antes do seu triunfo no Texas, e a versão de produção descendia de um veleiro de regata despido, cujos sistemas estavam todos afinados para a leveza em detrimento do conforto de cruzeiro. O coeficiente de conforto de 8,61 e o coeficiente de capotagem de 2,78 colocam-no firmemente na extremidade viva e leve do espetro, em vez do intervalo do veleiro de cruzeiro familiar acolhedor. (2)
Problemas Conhecidos
O Magic Bus restaurado surgiu em estado de abandono, com podridão no seu convés de madeira compensada e no poço, e alguma delaminação na sua quilha do casco de espuma e fibra de vidro. O mastro original permaneceu num estado terrível mesmo após o regresso do veleiro, e vários itens precisaram de ser substituídos desde o lançamento, incluindo um pau de spinnaker partido numa cambada por barlavento na China. Estes são os modos de falha que um convés composto com núcleo de compensado e um casco inicial de espuma e fibra de vidro apresentam quando negligenciados: a água encontra o núcleo, o mastro envelhece para além do serviço seguro e os componentes do aparelho fraturam sob as cargas que um veleiro de regata de uma tonelada gera. (1)
Remodelações e Propriedade
Os desenhos originais e as memórias daqueles que com ela competiram guiaram o restauro, com o construtor naval Dave Hurley e a família Whiting a trazerem o veleiro abandonado de volta à sua âncora de casa. Trevor Berry reconstruiu o aparelho, o timoneiro original Steve Trevurza consultou sobre a configuração do aparelho e das velas, e um novo conjunto de velas — vela grande, três bujas de número um a três e spinnaker — foi construído com o apoio da Dimension-Polyant através de Dave Parr da Calibre. Quarenta anos após a sua vitória na Taça, o barco ainda mantinha alguma eletrónica e equipamento de convés original, e o lançamento de volta no estaleiro do Milford Cruising Club em novembro de 2018 devolveu uma peça da história da vela da Nova Zelândia às águas. (2)
O Veredicto
O Whiting 1/4 Ton é um veleiro de regata sério de deslocamento leve, cuja linhagem passa diretamente por um dos designers mais talentosos da Nova Zelândia. Recompensa mãos experientes e castiga a negligência no seu núcleo e aparelho, mas a sua ascendência e a sobrevivência de um exemplar campeão mundial tornam-no uma entrada única na classe dos quartos de tonelada.
Prós
- Casco otimizado para IOR com peso excecionalmente leve para o seu tamanho
- Desempenho comprovado em regatas de campeonatos mundiais sob tripulação original
- Restauro documentado e robusto utilizando desenhos originais e memórias em primeira mão
Contras
- Difícil de navegar até ao seu potencial sem o conhecimento da tripulação original
- Convés de contraplacado e casco inicial em fibra de vidro com espuma propenso a podridão e delaminação se negligenciado
- Os componentes originais do mastro e do aparelho exigem uma reconstrução completa nesta idade






